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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Quinze fatos sobre a minha pessoinha.

Está rolando lá no facebook um desafio que pede para a pessoa contar 15 fatos sobre si mesma. Ninguém me desafiou nem nada, mas fiquei na vontade de tentar, por isso vim aqui fazer, já que no meu blog mando eu e não preciso que ninguém queira me desafiar para eu falar o que quero (riso).
Agora vocês conhecem minha tara por canecas.

1- Não gosto muito de tirar fotos de mim. Não sou dessas que foge das fotos nem nada, já até me acostumei a aparecer estranha em algumas situações porque as pessoas ás vezes querem guardar uma recordação minha né? Mas se eu estiver com a câmera, prefiro capitar paisagens, outras pessoas ou tentar fazer fotos poéticas (se eu tiver que aparecer), porque pose em foto me irrita.As pessoas nunca tiram uma foto só, ficam lá tirando eternamente para escolher depois as que elas saíram bem. Nesse meio tempo sorrir já deixou de ser interessante e meu pensamento vagueou (e aí eu saio estranha mesmo rsss).

2- Eu sou meio viciada em astrologia. Faço sinastria amorosa até para saber compatibilidade com amigos  (risos) e não é por ter segunda intenção, é só para saber como a pessoa pensa mesmo e não pisar nos calos delas (sendo sagitariana às vezes preciso de um esforço extra para entender as pessoas). O curioso porém, é que nunca evitei conhecer uma pessoa por causa do signo dela sempre dou uma chance, mesmo quando se trata de arianos e cancerianos. Infelizmente, porém quando se trata de um signo muito incompatível com o meu, elas acabam confirmando a astrologia e eu termino a amizade/relacionamento (às vezes por questão de brigas ou porque saí magoada da situação).

3- Legião Urbana é a minha banda nacional favorita. Quase todas elas já deram spoilers da minha vida. Renato Russo é um profeta! Fiquei curtindo "quase sem querer" por um ano inteiro e ela continua fazendo muito sentido na minha vida. Claro que não é só ela, "será" também e "Descobrimento do Brasil" entre tantas outras.

4- Amo o café de Caramelo do California Coffee.

5-  Adoro viajar! Quer me fazer feliz? Me chama para ir para qualquer lugar fora da minha cidade que me sinto um pinto no lixo. Acho que é consequência da minha adolescência claustrofóbica (não viajávamos porque não podíamos levar a minha avó junto, ela passou uns 13 anos acamada).

6- Tenho facilidade para aprender qualquer tipo de trabalho que envolva as mãos. Na adolescência fazia muitas colagens, biscuits e desenhava muito (estou falando de quantidade e não qualidade). Adoro fazer essas coisas ainda, usar as mãos para construir me dá um prazer danado. É quando deixo meus sentimentos fluírem mais.

7- Às vezes converso comigo mesma em outra língua para não esquecer tudo o que aprendi no CCAA. E são as conversas mais doidas que já tive.

8-Gosto de pessoas brincalhonas, que topem pagar micos. Quer dizer, não gosto de pagar mico sem saber que estou pagando mico, mas um mico planejado é legal.

9- Às vezes, quando bate a fome invento pratos com o que tiver na geladeira. É um hábito que tenho desde a infância, a diferença é que só agora na vida adulta é que eles começaram a ficar gostosos. Acho que já estou tendo uma noção sobre combinação de ingredientes.

10- Tenho tara por cadernos! Já comprei vários mesmo sem ter utilidade para eles, só porque achei bonito ou imaginei que seria bom escrever neles. Também raramento jogo fora os cadernos que usei na faculdade e não consegui terminar. Fico me sentindo culpada pelo desperdício e guardá-los é fazer as pazes com a mãe natureza.

11- Não gosto de pessoas dando palpites na minha vida, minha filosofia é: se ela quer me mudar é porque não gosta de mim de verdade.

12- No momento estou escrevendo uma história baseada no conto da A bela Adormecida, porque essa sempre foi minha História favorita da Disney. É uma questão de honra transformar essa personagem em alguém mais ativo e atrativo par ao público como ela foi para mim, só que passando os valores certos para as meninas mais novas.

13- Não gosto de trabalhar em grupos que não aceitam nada do que digo. Necessito fazer as coisas do meu jeito, mas também não gosto da posição de chefe porque tenho pena de mandar nos outros e eles se sentirem da mesma forma que eu quando sou ignorada.

14- Acho que me dou melhor com crianças do que com adultos. É muito mais fácil perdoar os defeitos de uma pessoinha do que de um adulto que é consciente das consequências de seus atos. E eu também não sou muito madura  XP.

15- Sou engraçada naturalmente, se tentar fazer piadas muito arquitetadas e pensadas "dá ruim", como vocês dizem.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Minha história com Tarzan.

Minha família sempre foi fã de filmes. Acho que viver nos anos noventa no auge das video locadoras deve ter me ajudado a ser cinéfila, porque fazíamos pacotes de até cinco filmes para finais de semana e feriados. Quando não dava via os filmes da tv aberta mesmo.

O primeiro encontro que tive com Tarzan foi no SBT. Durante as tardes de sábado sempre passavam filmes antigos de preferência com temas mitológicos ou de aventura como Simbad-o marujo, os Argonautas e... Tarzan! Inclusive acho que a emissora fez certa vez, uma maratona Tarzan e vi duas ou três versões no mesmo dia. Lembro de ter ficado chocada quando o personagem viu a Jane pela primeira vez e apalpou os seios dela, mas minha mãe explicou que era ele quem estava chocado com a Jane já que nunca tinha visto uma fêmea da sua espécie.


Também cheguei a ter uma versão em preto e branco em DVD, mas esse Tarzan já era casado e brigava com os caçadores. O que venho estranhando é a ausência da Chita, a macaca atrapalhada do heróis que vem sumindo ao longo dos tempos. Quer dizer no desenho da Disney (que fiz questão de assistir no cinema), temos a Terk, mas ela nem mais é um chimpanzé :( .


Nesse filme novo "A lenda de Tarzan",  ela some completamente. Não sei se é por causa da exploração dos chimpanzés ou porque os diretores não acharam a personagem importante para a estória, mas Tarzan é amigo de outros animais, como elefantes, gorilas, búfalos, leões e por aí vai. Companhia animal é que não falta para o herói.

Aproveitando que comecei a falar do último filme lançado, acho que vou tecer uns pequenos comentários sobre ele, apesar de sair um pouco da proposta. Achei "A lenda de tarzan" um filme muito legal, os efeitos especiais foram ótimos, a fotografia foi linda (também como poderia não ser em se tratando de África né?) e achei bem interessante terem colocado a Jane para morar numa tribo africana porque  assim dá para explorar a cultura dos povos africanos (não sei se fizeram da maneira correta, mas achei muito linda a cena do nascimento de... um bebê-quase um spoiler aqui)

Gostei também deles terem dado maior importância a aventura do Tarzan adulto e colocado a infância dele em flasbacks, deu dinamismo à estória, afinal todas as versões cinematográficas anteriores já nos ensinaram bem como foi a vida dele não é mesmo? Só achei esse Tarzan muito civilizado (apesar das mãos alteradas pelo hábito de andar de quatro patas), quer dizer, ele ainda se mistura muito bem aos animais, mas na civilização é um completo lorde de Greystoke. Não que eu esperasse que ele subisse na mesa e batesse com as mãos no peito, mas podia ser um tanto mais grosso com alguns personagens (risos).

Quanto a Jane, bem a personagem é maneira: forte, independente  com atitude e tal, mas infelizmente é por ela ser assim que a confusão começa, em outras palavras ela é sequestrada por teimar com Tarzan para voltar com ele para África. Acho que o conflito todo poderia girar em torno de outra coisa, mas eles preferiram estragar um bom personagem. Acho que vocês podem argumentar que todos os outros filmes sobre Tarzan tinham esse foco, mas sei lá, não esperava por isso depois de filmes como Malévola e outros com personagens femininas tão intensas.

Mas de modo geral o filme diverte, o Tarzan é bonitinho e tem muitos bichinhos fofinhos. Acho que ainda quero viver o suficiente para ver um filme onde a Jane salve o Tarzan na cidade grande (risos), porque tenho certeza que um dia ainda vão refilmar essa estória. De tempos em tempos a humanidade revive seus clássicos, porque por mais que o enredo seja conhecido as pessoas sempre irão buscar rever as novas versões.

Bom isso é tudo pessoal! Vou deixar alguns links do Youtube para quem quiser conhecer umas versões mais antigas, beijão!

Links:


PS: Não falei do filme da Disney "Tarza, a evolução da lenda" por que esse não vi ainda.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Por que depois de Game of Thrones me tornei uma leitora melhor (Alerta de spoilers)

Antes de mais nada, preciso esclarecer que não li  todo os livros de Game of Thrones, só assisti a série. Apesar disso, senti uma diferença grande quado fui ler uma série do Bernard Cornwell, que se insere no mesmo estilo épico da mais famosa série do momento.

Quer dizer, eu amava o Cornwell. Tinha adorado as Crônicas de Arthur e tal, mas quando peguei "As Crônicas saxônicas" para ler, tive uma tremenda decepção: a previsibilidade.  Coisa a qual fui descondicionada por GOT e a qual vim explicar no post de hoje:

Todos sabem que George RR Martin causa pequenos infartes nos fãs, no final de cada livro/temporada (afinal ele ajuda a escrever alguns capítulos). Ele nos faz crer que a estória está caminhando para um rumo (normalmente um rumo bem cliché) e no ápice desse caminho ele dá uma reviravolta gigantesca, mostrando que só estávamos observando a superfície da questão.

Um bom exemplo disso é que o personagem que criou maior empatia no público durante a primeira temporada morreu. Acho que quem leu o livro primeiro antes da série (no meu caso eu tive vários spoilers do meu irmão e não me surpreendi com o acontecimento) deve ter achado que Ned era o personagem principal, por causa do código de honra dos Starks que o fazia ser o cara mais certinho da série, em outras palavras o herói.

Logo após esse pequeno infarte, o público transferiu seu afeto para o filho mais velho de Ned, que juntara seu exército para vingar a morte do pai. Mais uma vez o sádico mor matou o herói da galera e ele virou o príncipe encantado da Cinderela. Tudo isso fez os expectadores repensarem sua visão da história e os mais espertos pararam de torcer para alguém (a mentira! Todo mundo torce ou para Jon, ou para Arya ou para Daenerys kkkk).

A minha visão sobre GOT é que por mais que George Martin seja ótimo em caracterizar personagens e nos fazer criar empatia por eles, o protagonista da estória não é uma pessoa, é o próprio conflito: a luta pelo poder e o que as pessoas são capazes de fazer por ele. É por isso que os personagens são tão descartáveis.

Essa sexta temporada, porém, foi um bocado previsível. Penso que seja uma estratégia do autor para fazer o público acreditar de novo que pode ter um final feliz nessa joça e conseguir surpreender de novo. É possível também que ele tenha esgotado sua capacidade de surpreender temporariamente, porque certos fatos precisavam acontecer mesmo, como a origem de Jon, por exemplo, ou a vinda da rainha dos dragões, mas aquele serumaninho sádico deve aprontar muito nos próximos capítulos para compensar esse "deslise" (risos).

Bom, mas retomando o que eu queria dizer no início, depois de assistir uma série como essa meu gosto literário foi estragado. Vi que Cornwell usou uma narrativa muito parecida para criar a estória de Uthred e de Derfel : os dois são saxões criados por outros povos, tiveram uma amante que resolveu trocá-los por alguém que ele gostava/respeitava, tiveram os filhos assassinados. Acho que se eu tivesse continuado a estória teria encontrado outros paralelos, mas fiquei tão triste que não consegui continuar. : (

De qualquer forma, acho que GOT me ajudou a ficar mais espertinha (risadinha sacana). E vocês? Já tiveram essa sensação com algum livro?

domingo, 17 de julho de 2016

Exposição: Leopoldina, Princesa da Independência, das artes e das Ciências.

Homenagem contemporânea à princesa Leopoldina.
Essa semana estreou no Museu de Arte do Rio uma exposição sobre a Princesa Leopoldina da Áustria, que casou com o nosso Dom Pedro I. O sonho dela era estudar mineralogia e foi ela a responsável por nós brasileiros termos uma múmia no museu do Rio de Janeiro. Ela gostava de arqueologia, museus e ciência, por isso  apoiou um naturalista austríaco que recolheu animais, plantas, minérios e tudo o mais que pôde daqui da América do sul e levou para a Europa onde fundou um museu do Brasil.

Museu de Arte do Rio na Praça Mauá. O local da exposição.
A jovem erudita, porém sofreu um bocado com esse casamento. Segundo a historiadora Mary del Priori, ela era uma mulher acostumada a ter a própria independência, mas seu marido português pôs fim a isso controlando seu dinheiro. Dizem que a Marquesa de Santos também atormentava a pobre jovem e estava lá na hora de sua morte gargalhando. O ciúme do amante devia ser doentio para a marquesa odiar tanto a esposa do rei.

Quem é essa pessoa? 
Sobre a exposição, bem tinha muita coisa do século XIX, como a prataria da Maria I, mãe de Dom João VI, mobílias e candelabros dos monarcas assim como uma quantidade enorme de retratos, mas tinha também algumas homenagens contemporâneas à princesa, como um samba enredo antigo e os desenhos das fantasias da escola de samba que a homenageou. 

Gostaria de dizer que prestei muita atenção na exposição, mas fui com duas pessoas muito bobas que faziam graça de tudo, então não rolou muito. Porém, tirei muitas fotos e vou deixar aqui para vocês:
Achei o desenho lindo, mas o que gostei mais foi esse tinteiro de opalina.

chinelos para andar a cavalo.

bibelô fofo.




Louça e a coroa imperial.



Essa imagem se refere ao texto acima sobre casamento político.

O rei da Áustria D José

Girafinhas apaixonadas.






Praça do Comércio.


Tinta a óleo sobre metal.





Dona leopoldina e seus filhos (e a Ticiane do lado kkkk)


As fantasias da escola de samba.


É claro que essa mini exposição online está muito fajuta e por isso recomendo que vocês passem um belo final de semana neste museu para aprender as maravilhas que eles tem lá para nos ensinar. Nesse dia também vi outra exposição sobre a vida do carioca e sobre a violência contra os pobres e moradores de favela.  Recomendo muito a sua visitação, mas agora vou ficando por aqui.

Até a próxima exposição minha gente!

Beijos da Alê!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Lançamento da coletânea Escritor profissional volume 2

Então amigas (os) leitores,

Sexta passada antes de viajar para Petrópolis, eu tive outro compromisso importante que não deu tempo de divulgar: o Lançamento da Coletânea de Contos "Escritor Profissional volume 2" do qual eu participo como coautora (será que está certinho assim, tudo junto?).Fui com meu irmão mais velho e encontrei minha prima e minha tia lá e depois devoramos um hamburguinho.

Família no evento.


Antes de dizer como foi o evento, devo explicar que esse livro é fruto de um cursinho online que fiz com o autor Raphael Montes e a editora Flavia Iriarte da Editora Oito e Meio sobre como construir a carreira de escritor e como divulgar o seu livro. Ao final do curso todos os alunos tiveram seus contos  revisados para esta publicação.

Meu momento de fama 
E aí foi na sexta passada que finalmente esse livro foi lançado. A editora ficou parecendo um formigueiro de tantos autores e amigos/familiares dos mesmos. Infelizmente não conheci os outros autores porque todos estavam ocupados autografando e eu mesma autografei uns 4 exemplares, mas confesso que essa parte foi esquisita. O que eu poderia desejar a um completo estranho? E também achei horrível a ideia de decorar um texto para escrever, é falso demais não? Aí acabou que usei a caixinha das ideias para escrever algumas observações engraçadinhas.

Fora isso, achei o espaço da editora bastante intelectual. Ficava num lugarzinho meio escondido e tinha bonequinhos de autores famosos como Drumond, Shakeaspere,Marx, Freud (?) e camisetas com dizeres desses autores famosos. Não era bem o que eu esperava, mas foi uma surpresa boa.

A Editora.
Os bonequinhos

Eu já ia me esquecendo! O meu conto se chama "Vestido de Noiva" e apesar disso não tem nada a ver com o Nelson Rodrigues (risos), aviso porque alguém achou que eu manjasse muito de literatura nacional, mas não tem nada a ver. A história é sobre uma mulher fanática que sofreu uma lavagem cerebral machista e se encontrava na pior. A ideia era tentar entender o que se passa na cabeça de uma pessoa assim e tentar humanizá-la, porque não adianta nada transformar em demônios essas pessoas equivocadas, acho que é mais necessário tentar ajudar (se possível).

Não sei se a estória interessou, mas aviso que não tem a chave de ser maçante porque são apenas duas páginas de conto, e eu vou deixar o link aqui da editora caso vocês queiram me dar uma forcinha. Até autografo se me mandarem pelo correio : ) Um grande abraço e obrigada por passar um tempinho comigo neste espaço!

Abraços, Alê lemos.

Local de venda do livro:

http://www.oitoemeio.com.br/…/escritor-profissional-coleta…/

De volta a Petrópolis.

No último sábado, peguei o ônibus para Petrópolis na Rodoviária Novo Rio com duas amigas. Tinha tido um pouco de insônia e pesadelos quando finalmente dormi, mas ainda bem que não cochilei na serra porque aquela paisagem é maravilhosa.
Rafaela tirando uma câmera escondida de mim na entrada de petrópolis.
 Amei!

Ao chegar na rodoviária de Petrópolis pegamos um táxi, mas foi a maior burrada que fizemos porque saiu a 40 reais e podíamos ter feito o mesmo percurso a 3,50 se tivéssemos pesquisado os ônibus da região. Como era a nossa primeira vez viajando por lá a pé, até me desculpo por essa falta de atenção, mas recomendo a todos que peguem o ônibus de número 100.

Ficamos em um hostel bem simples, onde os atendentes eram bastante atenciosos e deram mais informação do que éramos capazes de absorver no momento, mas o importante foi que nos deram um mapa que nos salvou, apesar de não termos usado desde o início (na verdade só lembramos dele quando ficamos meio perdidas e passamos direto do Museu Imperial sem perceber). Aliás falando em mapas, fiquei impressionada com a minha capacidade de localização  só de observar as instruções dele, não sou um exemplo de senso de direção no dia a dia (se eu entrar numa banca de jornal ou numa loja acabo esquecendo o caminho por onde vim) e isso me deixou espantada de um modo positivo (risos).

Eu super aproveitando meu chapeuzinho peludo.
Então como passamos direto da nossa primeira parada (o museu vinha em primeiro lugar porque o espetáculo Som e luz tinha uma lotação máxima de pessoas), procuramos a atração mais próxima que era a Casa de Santos Dumont e o Museu de Cera (nesse eu nem entrei porque me disseram que a entrada era cara e lá dentro tinha mais personagens estrangeiros que nacionais). Na casa do inventor do avião, vimos muitas cartas e prêmios nas paredes, murais contando a história de vida dele, sua viagem a Paris entre outras coisas, mas o que me interessou mais foi a própria casa, quer dizer, quem é que hoje em dia tem pontes e escadas feitas para destros subirem e descerem calculando os passos que eles dariam? Outra coisa engraçada era que o chuveiro dele era um balde que abria toda vez que ele puxava uma correntinha. A arquitetura alemã também era muito charmosa e a vista da cidade muito privilegiada. Seguem as fotos que tirei:

Casa de Santos Dumont






Telefone do Santos Dumont

Um prêmio e uma coleção de livos do SD.


Pedaço de madeira da árvore que Santos Dumont plantou.

Mais troféus e uma luminária esquisita.

Planta da casa

Coleção completa do Vitor Hugo pertencente a Santos Dumont

Chuveiro do Santos Dumont.
Um pouco da história do rapaz

Eu e Glaucia no Palácio de Cristal.
Depois fomos para o Palácio de Cristal, que infelizmente estava vazio e sentindo saudades do festival Bauernfest que teve semana passada. Lá só tiramos umas fotos e fizemos uma pausa porque já tínhamos andado pra caramba e descobrimos que é um ótimo cenário para book de meninas debutantes. Seguimos para a catedral de São Pedro de Alcântara, que eu já tinha visitado da primeira vez, mas cujos vitrais perfeitos são irresistíveis ao olhar. Fiquei observando a estrutura arquitetônica para ter certeza se era gótica mesmo (fiz um curso sobre arte gótica e estava aproveitando para me testar e ver o quanto aprendi) enquanto minhas amigas ficaram meditando e conversando (talvez orando?)
Rosário  e arco ogival da Catedral de São Pedro de Alcântara.

Vitral da catedral.

Após a ida a catedral, já estava tranquila de que acharíamos o Museu Imperial porque da primeira vez que estive em Petro, havia feito esse caminho sem mais problemas e foi assim mesmo que o encontramos. Também não houve problemas para conseguir os ingressos para o espetáculo "Som e Luz", mas para entrar na exposição permanente tinha uma fila tão grande que preferimos partir para a rua Teresa e dizer adeus a prudência com o cartão de crédito, mas posso dizer que apesar de ter gastado mais do que tinha de verdade, as roupas foram muito baratinhas. É claro que eu já sabia da fama da rua etc e tal, mas foi uma surpresa comprar coisas tão baratas no auge do inverno (quando casacos  e outras roupas de frio ficam mais caras).

Agora o destaque mesmo, o ponto alto com certeza foi o "Som e Luz" que acontecia as 20 horas (então passamos na rua Teresa antes de voltar para assisti-lo) e durava 40 minutos. Achei lindo porque começou nos jardins do museu e a luz iluminava as plantas dando um ar meio fantasmagórico de volta no tempo. Até tinha um pagem vestido como alguém do século XIX sugerindo o retrocesso temporal, não tinha como não entrar no clima. Depois começou um locutor falando e nos guiando para a fachada neoclássica do Museu Imperial onde sombras eram projetadas nas janelas imitando pessoas dançando valsa. Em poucos minutos muita gente acabou ficando molhada nas costas porque enquanto olhavam as sombras, jatos de água saíram do chão iniciando a reprodução de um filme sobre a corte de Dom Pedro I e seus descendentes. A imagem não era muito precisa, mas o espetáculo foi lindo, teve várias fofocas da corte e um belo romance baseado na História Brasileira.

Hem hem (limpando a garganta) digo "romance baseado na história" porque tinha muito apelo emocional, a História com um h maiúsculo tenta ser mais imparcial e tenta ver os vários agentes que contribuíram para os fatos históricos. O filme dava a falsa impressão de que a Princesa Isabel era a única heroína por privilegiar sua participação e falar muito pouco dos abolicionistas que agitaram o processo. Eu não esperava que fosse diferente, no Brasil temos a errada tradição de privilegiar narrativas lineares da História do que trazer discussões e conflitos para os alunos e pessoas que frequentam museus resolverem. É a necessidade de enaltecer a grande nação tupiniquim para passar o nacionalismo para as novas gerações. Enfim, foi uma boa estória e uma péssima História (conhecem a diferença?) boa para matar o tempo e péssima para quem acha que aquilo foi A única verdade do que aconteceu.

Assim que saímos do espetáculo Som e Luz, fomos procurar um lugar para comer e eis que na frente do museu tinha um festival de cerveja, que além da bebida vendia hambúrgueres artesanais de.... pernil! Imagina a delícia, quer dizer imaginemos porque eu também não comi. Minhas amigas acharam que a carne não tinha uma procedência boa e eu me desanimei. Fomos então para um Mac Donalds , mas não me animei o suficiente para comer um hambúrguer qualquer que eu acharia facilmente na minha cidade natal (sem falar que comer  tarde da noite era pedir para não ter uma boa noite de sono, minha digestão é intranquila).

No dia seguinte, resolvemos ir na Quitandinha e na Casa do Alemão, onde comprei uns pãezinhos em formato de croissant para rechear em casa, umas balas de coco maravilhosas e uma torta alemã muito diferente das que como por aqui, era bem menos adocicada. Na Quitandinha também só tiramos foto porque o horário da visitação ao hotel era depois da hora que tínhamos para ficar ali e também não andamos de pedalinho. Acho que teria sido bacana fazer um piquenique lá, como a maioria das famílias estava fazendo, mas uma viagem de dois dias sem muito conhecimento do local foi praticamente impossível de planejar.
Hotel Quitandinha

Lago da Quitandinha
Close da Quitandinha

Vista do lago e do restaurante.

Fizemos poucas amizades por lá, acho que ninguém trocou celulares porque não tivemos tempo de conhecer mais a fundo todas aquelas pessoas do café da manhã no hostel, mas acho legal essas conversas sem compromissos que travamos com estranhos. Quer dizer, fazer amizades é bom, mas se comunicar sem compromisso de estabelecer laços, só para trocar uma ideia é bem bacana, quer dizer a amizade é consequência mas jogar papo pro ar só pelo prazer de "jogar" pode trazer momentos bem prazerosos, tipo a conversa que tive com um casal de cariocas que encontrei por lá. Eles me contaram que foram na Quitandinha fazer o book da filha para a festa de quinze anos dela e até que deram o nome da filha de Alice por causa de um sonho que tiveram (fui perguntar se a filha deles se chamava Aleska porque ouvi o pai chamando a garotinha e achei que tinha me chamado). Fiquei encantada de saber um pouco da estória deles e também dos hábitos locais que outra senhora muito educada me contou. Acho que conversar com as pessoas que moram ou passam por ali é realmente conhecer a cidade, mais do que simplesmente ir nos pontos turísticos.
Anjo do altar da Catedral.


Bem, depois disso tudo voltamos para o hostel, pegamos nossas coisas e viemos embora. Ainda relutando em me despedir dessa experiência, comprei mais quinquilharias na rodoviária e vim feliz para casa.

Fim!

PS:Ah sim! Se precisar de uma dica de restaurante, eu recomendo o "Tradição Mineira" que é um self service na rua do Imperador maios ou menos próximo ao York Hotel. A comida é boa e variada, não é muito barato, mas é melhor do que comer essas coisas tradicionais, tipo Mc Donalds.