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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Dominação

Post originalmente publicado no meu antigo blog: Diários de Bordo.

Bom, existem nesse mundo pessoas que precisam ter poder sobre outras. Seja por carência afetiva, por falta de autoestima ou mesmo sadismo, o importante para elas é submeter as pessoas que lhe interessam. Manipulam e se aproveitam dos pontos fracos dos seus "subordinados" querendo dar a eles a direção de suas vidas e que sejam perfeitos só para si(para os dominadores). Enxergam o outro como uma posse, um objeto e os sufocam.

O dominado quando nasce sob os cuidados do dominador, tem muito mais dificuldade de se libertar. Vai aprendendo o certo e o errado na visão deturpada de seu carcereiro, e é constantemente humilhado, mutilado (impedido de ser ele mesmo), cobrado demais e é uma pessoa que vive com culpa. Não enxerga os tentáculos do outro. Não tem forças para resistir. Espera a salvação, espera crescer e ser mais forte. E mesmo quando se liberta fisicamente, a mente de tão condicionada, demora anos para apreciar o gosto da liberdade.

É uma grande jornada aprender a amar sem querer dominar. Normalmente quem tenta ser o forte da relação não vê o outro como ele é. Não o ama porque não o compreende, e não o aceita por ser ele mesmo. Acho que foi por isso que cheguei à conclusão de que uma relação precisa ser entre iguais, quer dizer, com pessoas que tenham "poderes iguais" e que respeitem as diferenças umas das outras.

Acho que o único jeito de evitar uma situação dessas, é a pessoa conquistar o amor próprio. Só tendo consciência de quem é e se aceitando e amando a si mesmo que poderá ser forte e evitar se relacionar com dominadores. Até acho que seja normal ter ciúmes, mas não se pode viver pelo ciúme. Vai causar muito sofrimento à toa. Se seu parceiro te deixou, aceite. Pode ser que um dia vocês voltem, mas amarrar a pessoa a ti, só vai alimentar uma guerra infernal.

Que tal escolher viver em paz?

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

É Natal!

"O Natal não é um momento nem uma estação, senão um estado da mente. Valorizar a paz e a generosidade e ter graça é compreender o verdadeiro significado de Natal."




Eu adoro o Natal. É verdade que aqui em casa é sempre mortinho porque não temos uma família muito grande, e nem nada pra fazer de especial além de comer demais e abrir presentes, mas gosto da simbologia da data.

Um amigo meu passou a odiar o Natal quando descobriu que cai no mesmo dia que uma comemoração politeísta romana, mas acho isso uma besteira. A data escolhida pela igreja pode realmente ter sido  o dia de nascimento do tal deus romano, mas acho que foi apenas uma sacada da igreja cristã para converter de vez os romanos. Não há motivos para odiar essa nossa comemoração  que é a mais tradicional do mundo ocidental. Talvez tivesse sido mais respeitoso se a igreja tivesse escolhido um outro dia do ano para comemorar a vinda do messias e deixasse que os outros comemorassem o que quisessem no dia 25 de dezembro, porém o que é importante mesmo, é parar pra pensar no que acertamos e no que falhamos com Deus e resolver sermos melhores, amando nossa família e amigos e deixando as revoltas de lado.

E é justamente amor, paz e saúde que eu desejo a todos os companheiros da blogosfera. Vocês estiveram comigo nos momentos de crise, me aconselharam e me apoiaram quando precisei. Tenho muita gratidão à paciência e ao carinho  e à aceitação que recebi deste meio virtual.  Desejo tudo de bom também para os amigos da realidade material, apesar de não termos ficado muito próximos esse ano.

Obrigada por tudo! Espero que a vossa ceia seja alegre como a dos ursos:

E com muita música bonitinha:
Um grande abraço!

sábado, 21 de dezembro de 2013

A final do The X Factor: Alex e Sierra


Não sou o tipo de pessoa que acompanha programa de auditório e concursos, mas eu meio que vi alguma coisa e outra dessa temporada do The X Factor.  Minha mãe acompanha esse concurso musical junto com o The Voice e o The Voice Brasil, e como sou muito ligada nela, acompanhei (tipo fumante passivo) meio compulsoriamente (hehehehe). Dos três, o meu favorito é o The Voice americano, porque a Christina Aguilera é um amorzinho como jurada. Quer dizer, mesmo se o cara for muito ruim, ela dá um conselho/ critica construtiva, sem humilhar a pessoa (odeio ver outras pessoas serem esculachadas em público), o que pra mim demonstra autoconfiança e caráter.

Bom, como este não é um post sobre o The Voice, vou voltar logo o foco pro The X-Factor. Sempre discuti com minha mãe o porquê dela gostar desse programa. Aquela Demi Lovato é irritante, nojenta e na maior parte do tempo não parece ter noção do que está falando, e o programa sempre elimina os melhores cantores para deixar no final os mais fraquinhos, pessoas sem estilo bem definido e sem um talento extraordinário. Ela diz que assiste mais porque se apega a alguns candidatos, como os meninos do Restless Road e as garotas do Sweet Suspence. Não ligava tanto para as bobagens da Demi e a linha tendenciosa do programa. Foi ela quem me despertou a atenção para esse casalsinho da foto- deu um grito assim: Alê vem ver esse casalsinho fofo cantando!-que estava no grupo dos queridos dela.

Na seleção para o programa, eu os achei bem mais ou menos cantando. Talvez fosse a timidez da Sierra que a fizesse cantar para dentro, mas com certeza senti o carisma deles, pois a paixão deles exalava da pele e os caráteres se complementavam. Fiquei indignada quando a Demi perguntou o que eles fariam se o amor acabasse. Não que essa não fosse uma preocupação válida, porque a química deles era muito natural, e caso terminassem não conseguiriam manter a mesma imagem de casal fofo que era o fator X dos dois, mas é uma coisa bem indelicada de se dizer. Que casal apaixonado consegue pensar no fim do relacionamento sem dor? Antes eu gostava dessa artista, quando ela era adolescente e fazia comédias teen pra Disney, mas esse negócio de romper com o encanto da adolescente certinha que a Disney solidifica, deixa muita atriz pirada.  E no caso desse casal, em questão, ela foi bem injusta em vários momentos, por causa da rixa que ela tinha com o Simon (aliais ótimo jurado, apesar da rudeza que às vezes deixa escapar).

Restless Road
No entanto, eu não torci por eles desde o início.  Tinha outras pessoas que se destacavam mais, como a cinquentona do programa, que já era avó e tinha um corpão. Que voz ela tinha vice? Parecia a Tina Turner com a voz da Whitney. Tinha o Restless road -que apesar de ser uma boy band tinha uma boa combinação de vozes, e não pareciam garotos castrados (como um amigo meu costumava se referir aos Jonas brothers)- e uma menina de 16 anos que cantava R&B, soul e esses estilos americanos maneiros, que era minha favorita. Fiquei chocada deles a terem mandado embora. Era muito tímida é verdade, mas achava que ela merecia a final. 

Passei um bom tempo sem assistir  devido a problemas de saúde e compromissos acadêmicos, e quando voltei a assistir, me deparei com Carlito Olivero, Jeff Gutt e Alex and Sierra na final. Minto, acho que cheguei a ver o Restless Road na semi-final perdendo pro Jeff Gutt, mas vocês entendem né? Eu cheguei já na hora do bolo.  No fim, não tendo nenhum dos meus candidatos favoritos eu resolvi torcer para o Alex e a Sierra. Estava achando que o Jeff Gutt ía ganhar por causa daquela apelação toda por causa do filho dele, e o Carlito Olivero ficaria em segundo, porque também tinha uma história de vida sacrificada que estava usando para se promover, mas minha simpatia estava com o casalzinho 20. Eles foram para o programa, contaram a história de como se conheceram na praia enquanto o Alex cantava I'm yours do Jason M'raz (nesse exato refrão "I'm yours ele deu uma bela encarada nos olhos da Sierra e foi assim que se conheceram) e continuaram o programa simplesmente vivendo cada fase. Nada de massificação da história deles ou apelo emotivo. O público gostava de ver o amor deles crescendo e se fortalecendo junto com o talento deles. 

Mesmo assim, só quando o apresentador anunciou o nome deles é que eu fui acreditar. O Jeff parecia ser beneficiado no fim porque as musicas escolhidas para os finalistas eram a especialidade dele: rock.  Não sei porque, mas algo nele me fazia ter muita antipatia pela pessoa dele, então fique feliz quando os candidatos por quem eu torcia o venceram. Foi tão fofo o Alex chorando no palco e sem conseguir cantar a música final por causa da emoção! Ele sempre foi o mais calmo segurando a barra da Sierra e no final tava ele ali com a voz embargada errando a música e livre da pressão desses últimos meses. De repente até compro o cd deles quando a sony lançar....

Bom. Eu não sei se vou escrever um post de natal então já aproveito que vim aqui e lhes desejo um Natal de urso feliz:


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O meu aniversário e a maldição dos 12 anos.

No meu aniversário de 12 anos tomei um belo de um bolo. Só uma amiga minha pôde vir. Fiquei bem triste porque os amigos do meu irmão vieram comer bolo, mas as minhas não. No ano seguinte foi pior, porque nem ligar elas ligaram. Passei a achar que ninguém gostava de mim de verdade (baixa autoestima na adolescência dá nisso!).

Mas os anos passaram. Arrumei amigas de verdade que gostam de mim (e amigos também rs) e elas não esquecem dessa data, mas acho que os astros brincam comigo sabe?12 anos depois dessa data traumática (sim eu tenho vocação para o drama) acontece que os astros me zuaram de novo! Eu ía viajar com alguns amigos, mas acabou chovendo tanto que as pessoas ficaram com medo de sair de casa. Sem falar que nem a Mari me mandou cartão dessa vez (essa menina nunca falha) Veja como ficou a Pavuna: http://oglobo.globo.com/rio/quarta-feira-de-muita-chuva-no-rio-11034435

Mas parece que depois dos planos serem estragados, o céu resolveu me dar uma uma colher de chá. Ficou nublado, é verdade, mas não choveu.  Então resolvi ir nos correios colocar um presente, depois fui atrás dos papais noéis de chocolate do meu sobrinho e me dei um livro de presente também. No fim do dia comi o famoso pudim de sorvete (que vocês em breve saberão a receita através do blog da Sheila)da minha mãe e fui responder os parabéns do facebook.

Foi um aniversário meio morno (preciso de ação para dizer que foi um sucesso) mas queria agradecer a todos que me deram parabéns porque ser mimada é muito bom e eu estava sentindo falta disso kkkk só espero que daqui a doze anos não dê errado de novo e que essa maldição termine aqui.  Rezem por mim! Beijos!

domingo, 8 de dezembro de 2013

Lulu Santos é a lagarta azul?

Gente, eu prometi que ía tirar férias da blogosfera até janeiro, mas não consegui resistir a um besteirol que me veio à cabeça. Em meio ao choque daquela briga na torcida  do jogo do atlético com o Vasco hoje mais cedo, achei que as pessoas bem que mereciam um momento besteirol para descontrair.

Então, enquanto eu conversava no facebook vi uma foto do Lulu Santos  e tive um insigth. Seria o Lulu Santos a forma humanoide para a lagarta azul de Alice no país das maravilhas?
Reparou no topete, no nariz, nas bochechas e no caráter marrento?













Não achou parecido? Espera vou ver outra foto da lagarta para você:















Ou quem sabe esta aqui:













Assim como Aslam é a forma para Jesus em Nárnia, Lulu seria a forma humana da lagarta cracuda de Alice.  Há filmes que explicam essas realidades paralelas  como Matrix, por exemplo, mas não podemos deixar de citar a própria Alice de Tim Burton, onde vemos as irmãs gêmeas que contam a Alice sobre sua festa de noivado serem os "eus" ,desta dimensão, para Twedle Dee e Twedle Dum. Ou será que está acontecendo o mesmo fenômeno de invasão do mundo humano por figuras de desenho animado como em "Uma cilada para Roger rabitt"? nesse caso eu diria: "Soem um alarme, chamem a polícia!" (Senhor Darcy, Perter Pan) Será que querem destruir a raça humana? Fiquem alertas e me avisem se mais personagens de desenhos estão aparecendo por aí infiltrados ou disfarçados.

Um abraço,
Alê Lemos.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Até janeiro!

Meus queridos amigos,


Infelizmente venho hoje dar a noticia de que estou me afastando da blogosfera. Calma! É temporário (risos). Pretendo ficar ausente até janeiro, talvez eu faça uma participação especial em dezembro para falar de natal (ou não), mas espero voltar só em janeiro com as ideias malucas que rodopiam em minha cabeça.

Todos que me conhecem de longa data já me ouviram falar em monografia. É eu parei algumas vezes antes para dar um up nessa pesquisa, mas agora é sério de verdade porque estou em fase final. As séries vão ficar paradas porque não programei nada (não deu tempo), mas vocês poderão me encontrar no blog O que tem na nossa estante , onde tenho algumas resenhas programadas. Recomendo que vejam também as outras resenhistas e fiquem de olho que nós estamos fazendo alguns sorteios também.

Quando eu voltar de "férias" prometo que conto sobre o que é a minha monografia (talvez eu coloque a introdução mesmo, fica mais fácil e resumido, já que nessa parte a gente dá uma prévia de toda a monografia) e acabo com esse mistério de longa data.

Desejo um ótimo Natal, Um ótimo Reveillon e um Ano Novo simplesmente brilhante de novas e boas oportunidades a todos e todas!

Um grande beijo,
Alê lemos

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Marina Marina

Autor:Sulema Mendes
Editora: Ediouro
Ano: 1978

Li esse livro para uma prova e adorei. Marina é uma menina criada afastada da cidade e da civilização. Ela e seu pai mudaram do Rio de Janeiro após a mãe da personagem morrer atropelada. Anos depois, porém, seu pai resolve que está na hora da filha se readaptar à sociedade, e a envia para estudar no Rio de janeiro.
 
Hospedada na casa dos padrinhos, logo faz amizade com Potoca e seu papagaio (a filha mais nova e seu pet), mas tem dificuldade em se relacionar com os filhos mais velhos, pois estes são adolescentes populares na escola que não querem pagar mico por causa de Marina, uma menina simples do interior.

Assim que chega, ela arruma um pretendente. Um rapaz super fofo e brincalhão que a defende, já que os garotos que moram com ela não estão nem aí para a zoação do resto da escola. Ele vai a vários lugares da cidade com ela e ensina Marina a confiar em si mesma. Aos poucos ela vai mostrando seu valor e deixa as rivais (como Verinha) morrendo de inveja de seu conhecimento e cultura, pois por mais que tenha sido criada no interior, seu pai era um homem culto e amante da literatura.

Ai gente, fiquei com vontade de reler esse livro! Por que é que fui desapegar dele hein? Tá que era para incentivar a leitura de crianças carentes etecetera e tal, mas eu amo tanto esse livro! É uma pena que nos dias de hoje já esteja tão esquecido. Acredita que nem achei resenhas dele no skoob? Baita de uma injustiça. Nunca vi um livro falar de bullying de uma maneira tão bacana! Dou todos os harrys  possíveis para este livro!

PS: Fiquei sabendo que esse livro inspirou uma novela, mas até hoje não descobri qual.

Beijos, Alê Lemos.

domingo, 10 de novembro de 2013

Série Sonhos Estranhos: A Boneca falante e a Guerra dos Titãs.

Sonho  1: A boneca Falante.

Outro dia sonhei que ganhava uma boneca. Era ruiva com cabelinho cortado à chanel e parecia muito com a Moranguinho, só que ela tinha pele de gente e falava. No Início Achamos uma gracinha: mostramos a curiosa criatura pros vizinhos, pros amigos e às vezes fazíamos perguntas para ela, que respondia com muita desenvoltura. O problema foi que ela resolveu perturbar todo mundo com perguntas de crianças pequenas tipo: "de onde vem os bebês?" e os eternos "por quês" inantis, e logo quisemos nos livrar dela. Não lembro como finalizamos essas situação mas que a boneca encheu o saco ah ela encheu. Será que Freud explica?


Sonho 2: A Guerra dos Titãs.

Sonhei que monstros e Titãs estavam brigando, e isso ameaçava a vida do Planeta Terra. Nesse sonho eu era a irmã mais velha de uma menina e um garotinho e tive de guiá-los para um lugar seguro enquanto a guerra de criaturas mitológicas não acabava. Foi sinistro porque passamos no meio da briga. Eu olhei de um lado e tinha uma enorme fila de Titãs e do outro uma infinita fila de Monstros, se aproximando de vagar. Apressei meus irmãozinhos (que não existem na realidade) atravessamos uma montanha e chegamos num acampamento de refugiados. 

Quando achei que podia respirar tranquila, uma valentões vieram roubar a mochila da minha irmã. Fiquei na frente dela e chamei o cara para brigar (mesmo não sabendo sequer dar um soco), só que ele fingia que aceitava para me afastar da garotinha e deixar o comparsa dele levar nossos pertences. Quando percebi corri atrás deles mas só consegui de volta alguns brinquedos. Esse dava um filme interessante não?

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Por que algumas pessoas acham que o preconceito é justificável?

A luta contra o Machismo é uma luta diária. Por mais que as feministas tentem esclarecer, há muitos homens e mulheres machistas que simplesmente não tentam entender a ideia. É por isso que não fiquei nada surpresa quando li no facebook as declarações do web star Felipe Neto.

Não sou a favor de esculachos públicos, mas simplesmente não dá para não comentar essas falas :


É mesmo muito comum que mulheres postem fotos nas redes sociais com o foco da câmera nos próprios peitos ou na bunda, sei lá mais onde. Eu não faria o mesmo porque fui educada para reprimir a minha sexualidade, como a maioria das mulheres (tomei princesas disney na veia mesmo), mas admiro quem consegue fugir de educação repressora e se sente livre para expressar sua sensualidade. Afinal porque só os homens podem fazer isso? Porque eles podem xingar os colegas  de maricas, bichas, viados coçar o saco e exaltar o próprio falo  e a mulher não pode tirar uma foto mais sensual? É o mesmo tipo de afirmação da sexualidade. Por que a mulher deve ser reprimida e tomar uma "torre" como o referido ator diz?

Na minha modesta opinião, isso é resquício de uma tradição antiga onde a mulher fazia parte dos bens materiais do homem e era considerada uma eterna criança incapaz. O que mostra que a mulher era vista como objeto mesmo que fosse "casta". Acho que isso ainda persiste e está sinalizado na fala do Felipe, pela necessidade de defesa que ele tem, da possível filha que ele teria. Não quero dizer que não existiria afeto, mas porque a diferença de tratamento entre o filho e a filha? Porque assim como na antiguidade, a castidade da mulher está diretamente ligada a defesa da masculinidade do protetor. O homem literalmente se sente o macho alfa do galinheiro, ele e somente ele é o dono de todas as fêmeas, mesmo  no caso da filha, sem a intenção de criar uma relação homossexual.

O que me confunde é: se a regra da sociedade ordena que os caras tenham que pegar todo mundo, como é que haveria moças virgens(como ela também propõe)? Rapazes respeitem a sexualidade das moças! E se decidam: vocês querem retranqueiras ou devassas? Por que não faz sentido desprezar as garotas que estão doidinhas por um "xamego" para infernizar as mais "santinhas" (tô sem termo para substituir retranqueiras) para ir pro motel. Ambos os tipos merecem respeito, porque são pessoas como qualquer um e seu valor é dado pelas coisas que já enfrentou na vida e pelo que ela é e não por seus hábitos de vida.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Post Acumulado: Série Outras meninas cheias de ideias e Dia das Bruxas.

 Recebi da Michele o desafio de falar das minhas cinco bruxas preferidas, no entanto duas delas estavam no meu planejamento para a série "Outras Meninas cheias de ideias", e por isso fiz um Mix das duas coisas para o post de hoje, já que três personagens que eu escolhi para a série são bruxas. Em primeiro lugar vou colocar as bruxas cheias de ideias e depois as que são apenas legais:

Luna Lovegood
Luna é uma bruxinha que estuda em Hogwarts junto com o Harry Potter. A casa dela é a Corvinal, o que mostra que essa menina é muito inteligente, só que Luna tem uma quedinha pela fantasia e muitas vezes acredita em coisas muito fantasiosas e cômicas. Ela tem isso em comum comigo. Fico viajando na maionese e alio inteligencia e imaginação para ter algumas ideias mirabolantes. Quem não se lembra da Luna ajudando o Harry no ultimo filme dizendo que o Horcruxe era a diadema da Rowena e que para encontrá-lo Harry teria que conversar com os mortos? Ela tem um tipo de raciocínio bem incomum na minha opinião....



Hermione Granger
Inteligente e sagaz, Hermione é a bruxa mais inteligente de Hogwarts. Ela poderia ir para a Corvinal, mas o Chapéu seletor decidiu que ela teria uma boa serventia para a grifinória. E não é que ele estava certo? A garota não só acumulou muitos pontos respondendo frenéticamente aos professores, como também auxiliou Harry Potter em várias enrascadas em que ele se meteu. Desde os 11 ela já tinha muitas ideias e sacadas rápidas, como perceber que "Fofo" estava guardando um alçapão, descobrir que o monstro na Camara secreta era um basilisco, que o professor Lupin era um lobisomen e que o único jeito de escapar com vida do Gringotes era pular no cangote do dragão (ao menos no filme).


A Rainha Branca: Mirana
Irmã da rainha vermelha, Mirana é a verdadeira herdeira da coroa do mundo inferior, ou nas palavras de Alice, do "País das Maravilhas". Ela é a irmã boa da história, mas também é maluca e vive inventando poções mágicas com urina de varejeira e dedos amanteigados. Acredita sinceramente que um tipo de tumor cresceu na cabeça de sua irmã mais velha e por isso que ela tem uma cabeçorra daquelas. Eta ideia de girico!  






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4- Bruxa Onilda
Eu fiz uma extensa biografia dessa bruxinha simpática no meu outro blog, mas não podia deixar passar, afinal não teria outra para colocar no lugar. Onilda é protagonista da própria série de livros infantis, mas foi reaproveitada no desenho das trigêmeas que passou por muito tempo no canal Futura. Nessa série, Onilda levava as trigêmeas para o passado ou para dentro dos contos de fadas quando elas faziam algo errado, e as desafiava tentando fazer os personagens fracassarem quando as meninas tentavam ajudá-los. Mozart, Van Gogh e o Capitão Nemo são gratos até hoje aos esforços das trigêmeas contra as dificuldades criadas pela Bruxa onilda.

5-Beladona
 Na verdade, não há uma foto da Beladona nesse livro. A bruxa da capa é a vilã da história. Nesse livro, conta-se a história das bruxas de uma certa cidadezinha que entraram num concurso para casar com o grande bruxo malvado do norte: o nobre Arrimã.  O grande mago queria se casar com a bruxa mais maligna de todo o condado, porém só havia um bando de barangas desajeitadas, como a bruxa do mar viuva de um cirurgião que lhe deu duas pernas de escamas, a bruxa que se transformava em mesa quando ficava nervosa, a perua maligna da capa entre outras feeldades. Somente Beladona era bonita, boa e meiga (era ela quem destranformava a bruxa que virava mesa). Nos seus cabelos cacheados vivia um morceguinho apaixonado por ela que a ajudou a passar no concurso, pois Beladona não conseguia fazer nenhuma magia das trevas. Dando um spoiler, Beladona acaba casando com Arrimã, mesmo quando ele descobre que ela não é má continua hiperapaixonado. Espero mesmo assim que alguém queira ler esse livro. É muito bom!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Série "Outras meninas cheias de ideias": Caty: uma professora muito maluquinha.

Resolvi fazer um post para todas as personagens da Tv e da literatura que se pareciam comigo e agradecer assim, aos seus autores por terem me inspirado a ser quem sou hoje: uma menina cheia de ideias. Quero agradecer em especial à parceira Pandora por ter valorizado essa minha característica e me batizado de "A menina das ideias" porque pude me enxergar de uma outra forma (bem positiva).
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A professora maluquinha.
Caty é uma personagem de Ziraldo que foi adaptada para o cinema por Paola de Oliveira. A história parece se passar lá pelos tempos da segunda guerra mundial numa cidadezinha pequena. 

O menino que narra a história conta como uma professora muito incomum o fez se apaixonar pelo conhecimento. E não foi só a ele que ela conquistou não! Assim que entrou em sala os meninos se apaixonaram por ela e as garotas quiseram ser como Caty, mas depois do impacto inicial, tudo ficou muito melhor.

A nova professora levou as crianças para o cinema, inventou a maquina de leitura, ensinou músicas que ajudavam a gravar a tabuada, levou os meninos e meninas para o campo na hora de estudar geografia, distribuiu presentes para quem estava atento e muito mais. Porém, o maior triunfo da professora foi quando as crianças ficaram fascinadas pela história de Cleopátra e pediram para elas lhes dar mais informações sobre o Egito.

O problema é que (muitas vezes) as pessoas que nascem com uma luz muito forte ofuscam os outros e atraem a inveja. A diretora da escola e as outras professoras ficavam abismadas como a sala da Caty ficava silenciosa durante as aulas e por seus alunos ficarem mais interessados em aprender do os estudantes do resto da escola. Eu mesma fiquei pasma quando uma delas entrou na sala de Caty e disse: "vamos parar com essa felicidade!". Fiquei aqui pensando (depois dessa pérola) que realmente muitas escolas são feitas para inibir a criatividade do aluno e transformá-lo num saco de onde deve-se depositar o conhecimento. É quase como se não tratassem as crianças como pessoas em formação. É quase como se ser feliz na escola fosse um problema.

Caty me inspirou muito. Se um dia eu virar mesmo uma professora, queria ser como ela: uma pessoa que inspira o amor pelo conhecimento. Ela valorizava os alunos pelo que eles eram e no fim até deu medalha de ouro pra cada um. Ri muito om o primeiro lugar em simpatia e cuspe a distância. Acho que vou comprar os quadrinhos qualquer dia desses!
Entrevista com a Paloma de Oliveira.


PS:
Se quiser saber mais da personagem aqui vai o site do filme: http://www.professoramaluquinha.com.br/

Alê Lemos

domingo, 20 de outubro de 2013

Harry Potter, Brecht e Jesus.

O Título desse post é bem apelativo, mas são reflexões que fazem sentido na minha opinião (é claro). Vou começar contando como tive essas ideias e espero que me perdoem pelo suspense:

Um outro dia meus pais e meu sobrinho estavam assistindo ao Harry Potter e a Câmara Secreta na tv. Não tendo mais o que fazer sentei-me ao lado deles e assisti até o fim.

Depois veio um outro filme, mas não era a sequencia de A Câmara Secreta, era um dos ultimos, e assisti também até o fim.  Durante o resto da semana fiquei vendo os filmes restantes, e só ontem é que cheguei ao fim da saga.

Bertold Brecht
Acontece que quando Harry decidiu se entregar ao Voldemort eu percebi uma coisa e lembrei de outra. Como estou estudando História do Teatro, na faculdade, não deu para não lembrar da Peça de Brecht onde o menino que busca remédios para sua mãe é jogado no precipício. Este dramaturgo costumava criticar o teatro que transmite valores nobres como o auto sacrifício, e nesta peça ele nos apresenta duas versões desta mesma história do menino. A primeira como vocês já viram, ele se deixa jogar no precipício para que o grupo que está com ele não precise voltar à cidade para deixá-lo em segurança. Na segunda, o menino argumenta com seus colegas e todos passam a achar  que o Velho Costume é na verdade uma baita violência desnecessária. Eu quando ouvi essa peça pela primeira vez também achei super desnecessário, mas percebi que nos personagens os valores de honra e dever eram muito fortes, e isso não os deixava questionar o costume. O mesmo acontece com Harry Potter, quando ele descobre que precisa morrer para destruir a horcrux. Quem leu o livro conseguiu acompanhar a tristeza e o conflito interno dele por ter que deixar seus amigos e família (os weasley na minha opinião exerceram essa função), mas mesmo assim ele escolhe o bem maior e os valores nobres e se entrega ao Voldemort para morrer.

É claro que JK não o matou de verdade, pois Harry teve a opção de continuar vivendo, caso quisesse, mas ainda percebo isso no livro: forte transmissão de valores. De fato, nem sempre é ruim, pois quando ela tratou de preconceito contra os nascidos trouxas, provavelmente causou impacto e reflexão na vida de muita gente, mas será que causou alguma alguma reflexão sobre o ato de Harry? Ou os leitores apenas assimilaram esse gesto?

Outra coisa que me chamou atenção foi o seguinte: Harry Potter, assim como o Cristo veio para ser um salvador, e essa função foi construída da mesma forma. Vou explicar melhor: Quando estudei Jesus na faculdade, descobri que o argumento mais forte para que o seguidores de Jesus achassem que ele era o messias era a questão da linhagem, afinal o "Deus menino" descendia nada menos que de todos os profetas e reis sábios da história judaica. Isso dá um peso imenso para o povo hebreu, pois como ignorar um descendente da casa de Davi? Com Harry a coisa é parecida. O pai de Harry pode ser apontado como um ancestral de peso, afinal ele e Lilian enfrentaram Voldemort e saíram vivos 3 vezes, mas o mais importante é que descobre-se no fim que Harry era o descendente do irmão Paravell mais sábio: aquele que não tinha humilhado a morte e nem pedido um presente muito ambicioso. Por mais que conheçamos poucos homens e mulheres importantes na linhagem de Harry, sabemos que todos eram "sangues puros", o que tinha um grande peso para a sociedade.

Harry Potter: o Eleito. 
Podemos citar também outras semelhanças: Harry foi anunciado por profecia, teve um inimigo que queria matá-lo ainda criança (quem não se lembra de Herodes e o massacre dos pequeninos? De certa forma, Jesus também foi um menino que sobreviveu) e também se sacrificou pela humanidade. Não creio que Rowling tenha querido reproduzir a história do Cristo, porque Harry não tem nada de santo em sua personalidade, mas percebo que a moral cristã está tão enraizada no imaginário coletivo que ainda se mantém como referência, mesmo que de modo intuitivo. Pensando bem, Harry até ressuscitou né? Caraca....

Eu queria que desse tempo para falar de Neville Longbottom, tenho uma teoria sobre ele também kkkkk. Apesar de que não é muito original, esse já vem sendo debatido por algum tempo. Quer dizer, não sei se o que escrevi neste post é inédito, mas ao menos não ouvi nada por aí sobre o assunto. Já quanto ao Neville ouvi sim. Bom, mas já é hora de terminar. Um abraço!

Alê lemos

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Série Sonhos Estranhos:001 Choro no Cemitério.

Estava tudo escuro. Um homem à minha frente, se despedia da ex mulher em frente ao túmulo dela. Não sei como a moça havia morrido, só sei que eu via seu espírito entre as folhas secas do cemitério. Ela chorava alto me dando nervoso e pena ao mesmo tempo.

Aos poucos o homem veio à luz e eu soube que ele era meu namorado (não tenho certeza se estava noiva do cara ou não), e quando ele foi embora fiquei na dúvida se estava fazendo o certo em ficar com ele, afinal aquele espírito sofria tanto né?

Infelizmente, após meus devaneios, resolvi tranquilizar a fantasminha (será que era a Murta que Geme?) que gemia de frustração e tristeza, mas a chatonilda resolveu implicar comigo e lambeu meu pescoço. Nem preciso dizer o nervoso que isso me deu né? Gelou minha espinha toda e acabei acordando, depois de dar um belo esporro na defunta.

Acho que apesar da bizarrice isso até que dava um romance de banca né?

Alê Lemos.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Não faça assim Globo!

Hoje, assim que acordei, liguei na Globo News para ver notícias sobre o protesto de ontem no centro do Rio. Minha amiga Glaucia tinha ido e me contou que a passeata foi linda, ao menos até a hora que ela saiu de lá. Então liguei a tv para ver se mais uma vez houve quebra quebra.


Não me entendam mal, não sou a favor de quebrar prédios públicos- meu coração ficou pequenininho quando vi essa igreja linda depredada, na ultima quarta feira- mas sou contra o modo como a rede globo vem falando desses manifestantes mais violentos.


No início dos protestos aqui no RJ, os manifestantes mascarados ou infiltrados (até hoje não sei como classificá-los) do nada transformavam o movimento em quebra quebra, mas o que tenho ouvido agora é que eles tem esperado as pessoas que querem manifestar pacificamente irem embora para começar o protesto deles. Todo mundo que conheço que tem ido me fala isso: "Aleska, o macete é sair da passeata no máximo entre 19:30 e 20 horas, depois disso rola quebra-quebra". Não sei se é ilusão minha, mas ter uma hora marcada para a confusão me parece uma forma de respeito com a maioria dos protestantes que defendem o pacifismo. A opção pela ação violenta não deve realmente ser imposta, pois nem todos concordam que a violência seja uma ferramenta útil de transformação.

Outra curiosidade que ouvi num debate aberto ao público em minha faculdade- ah sim essas manifestações tem sido um momento muito lindo, pois a UFRJ tem organizado a população para discutir a pauta das manifestações. Finalmente o saber acadêmico daqui tem chegado à vida cotidiana e feito a diferença- é que o pessoal que faz esse tipo de protesto violento vem da zona oeste e do complexo da Maré. Não sei se o noticiário de outros estados veiculou isso, mas a moça que contou no debate sobre os mascarados da zona oeste, era moradora do complexo da Maré e nos contou do extermínio que vem acontecendo por lá. Se isso for verdade, acho hipocrisia da polícia pedir que eles tirem as mascaras, pois é assim que eles entram nas favelas. Não acredito que todos os manifestantes violentos tenham essa origem, pois meu irmão que é rato de passeata (ele ia em passeatas e protestos contra a Supervia* e a Veja muito antes que o "gigante adormecido" acordasse) já tinha me avisado que manifestantes de bandeiras pretas eram anarquistas, e esses também estão batendo o cartão nas manifestações (segundo ouvi dizer).

Deixando essa discussão de lado e voltando para o programa da Globo News que assisti hoje cedo, o que me chocou foi que antes do telejornal veio um programa sobre pixação. Nele a gente entendia a mensagem de que pixe e grafite são tipos de arte, mas quando voltou o noticiário, os apresentadores repudiaram as inscrições de protesto na fachada da ALERJ. Antes pixações que depredação, na minha opinião, e além do mais esse tipo de protesto é a História se fazendo. Até hoje no meu prédio da faculdade, que é patrimônio histórico tombado pelo IPHAN possui pixações de protesto contra a ditadura, dentro do prédio e fora também! Vejam:

Fiquei triste em saber que estão apagando as inscrições da Alerj, devia ter tirado foto na outra semana para postar aqui. Felizmente é muito provável que pixem de novo, mas o ato de apagar mostra que as pessoas não vem essa forma de expressão como parte de sua identidade nacional. Não sentem orgulho dos heróis que foram presos (não estou falando só do batman das passeatas [risos]) por essa causa justa.

Enfim, foi só um desabafo e uma tentativa de informar as pessoas de outros lugares que não sabem o que está acontecendo por aqui. Ouvi dizer que os protestos diminuíram pelo resto do país, mas vejam meus amigos, aproveitem o momento para endossar a causa também, pois estamos lutando pela educação, e essa sempre foi uma ferida aberta na História do país inteiro.

Agradecidamente,
Alê Lemos.



*Supervia é a empresa de transporte ferroviario do RJ, que há alguns anos deu de chicote nos passageiros para fechar as portas dos trens. Todo mundo sabe como é entrar num trem as 5 da tarde né? É um baita tumulto, e aqui na minha cidade, os agentes do metrô e do trem nunca mandam ninguém sair para fechar as portas, eles simplesmente amassam os cidadãos para fechar as portas.

PS: Esqueci de dizer, mas a Zona Oeste tem histórico de ação miliciana. O meu bairro mesmo teve por muito tempo a presença da Milicia a que chamávamos de "mineira". Para quem mora no asfalto era ótimo, mas quem morava lá em cima era o terror. Quando a empregada do meu avô roubou a comida dele, a mineira se ofereceu para cortar fora a mão dela.

Por ultimo um link de apoio: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/hoje-e-um-dia-diferente

sábado, 12 de outubro de 2013

Dia da Criança, último post da série "Epoca das crianças"

Bom, o mais esperto seria postar no inicio do dia, mas eu queria escrever sobre como foi o dia de hoje, logo o mais tarde que eu pudesse postar seria melhor.

Bom, eu até ganhei presentes de dia das crianças, como essa boneca aqui da princesa Aurora:



Mas o astro do dia foi meu sobrinho. Dei a ele um pião do Patati que toca a música da Coisa  que ele adorou. Meus pais só puderam apresentar seus presentes depois que o pião sumiu em baixo do sofá. Fomos também no shopping assistir a um teatrinho, mas o pequeno não deu a menor bola. Só se divertiu mesmo quando passeando pelas lojas deu de cara com um min parque infantil. Lá ele brincou na piscina de bolas, nos carrinhos e nos videogames (com auxílio do pai é claro).

Na volta pra casa ele brincou mais um pouco com os novos e velhos presentes e assistiu Harry potter e a Câmara Secreta comigo. O problema foi que ele teve medo na hora que apareceram as aranhas gigantes e saiu correndo para ficar com o pai. Eu, porém, fiquei assistindo para relembrar os velhos tempos.

Assisti Harry potter pela primeira vez aos 12 anos. Eu tinha um pouco de preconceito com a série, mas quando assisti ao filme (por falta de opção na locadora) me apaixonei. Hoje assistir a esse filme foi um tanto diferente. Continuo gostando, mas minha vida não depende mais da quantidade de vezes que revejo (ser fanático e o ó).  As pessoas mudam tanto não é? Pensando na minha relação com Harry Potter e com alguns fatos desse filme (principalmente por causa da parte que mostra o Snape criança e depois adulto) chego a conclusão de que mudei muito, sem perceber, e as dúvidas que ficam são : mudei exatamente em que aspecto? Será que mudei para melhor?

 Pensando bem, essas perguntas me fazem achar que ser adulto é se conformar em não ter as respostas que precisa toda vez que fizer perguntas. 'Adultecer' é saber viver na incerteza, e mesmo assim ficar bem. É contemplar o infinito e ter a certeza de que é uma importante micropartícula dele. Filosofei muito né? Enfim, não fumei nada não hein? Agora eu me vou. Beijos e Parabéns para todas crianças pequenas e crianças interiores que não puderam sair para brincar, mas aproveitaram o dia de outro jeito(através de filhos, afilhados e o resto da parentada).

E você como passou o dia das crianças?


Quem já está participando:

Postagem número 1:
Pandora
Milene
Tina
Rosélia
Ana paula
Michele
Christian V Louis
Silvana
Alê Lemos

Postagem número 2:
Alê Lemos
Rosélia
Milene galvão
Tina
Postagem número 3:
Tina
Silvana
Alê Lemos
Milene Galvão
Rosélia

Postagem4:
Silvana
Alê Lemos

Milene Galvão 
Orvalho do céu

Postagem 5:
Rosélia
Silvana 
Michele
Alê Lemos

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Quinta postagem da série "Época das Crianças": Programas de tv.

Bom, para homenagear a criançada e lembrar de verdade da nossa infância, não dava para deixar de falar da TV né? A geração coca-cola e a geração Y conheceram intimamente os prazeres da "telinha", e eu como parte da segunda não podia deixar de citar alguns filmes e desenhos que eu adorava:

1- Fantástico Mundo de Bob.

Era um desenho muito divertido porque Bob entendia tudo ao pé da letra e tinha uma família muito engraçada. Meu favorito era o Tio dele que embarcava nas viagens do menino, e odiava os irmãos mais velhos que caçoavam do Bob. Acho que eu era bem parecida (e ainda sou né?) com ele por causa de suas ideias malucas, mas confesso que achei burrice o episódio em que Bob imagina a mãe com duas bocas porque ela disse : "terei mais uma boca para alimentar" .  Acho porém que eu é que recebi a informação de onde vinham os bebês cedo demais, e por isso sabia o que significava aquele barrigão da dona Martha.

2-Curtindo a vida a doidado.

Esse era meu filme favorito da sessão da tarde. Ferris Buller era um garoto popular- não porque fosse o fortão do time de futebol, mas porque falava com todo mundo, inclusive com os nerds- em sua escola e que era amado por todos, exceto o diretor. Ele tinha o maior número de faltas entre os alunos, mas desde os anos oitenta já sabia invadir os computadores da escola e alterar os seus dados de presença. Ferris tinha um amigo hipocondríaco e uma namorada bonitona e juntos os três roubam o cadilac do pai do amigo e dirigem pela cidade fazendo um monte de besteiras, inclusive invadir um desfile para cantar "twist and shout".

3-Corrida maluca.

Esse desenho é da época de meus pais, mas eu adorava ver no SBT. Torcia sempre para a Penélope Charmosa, porque era a única menina e eu achava justo que ela ganhasse mais vezes, mas por algum motivo (acho q machista) ela nunca ganhou mais que uma ou duas vezes. Eu adorava o Mutley e sua risadinha debochada quando o DIck Vigarista se ferrava. Eu gostava do carro da gangue, dos caras da idade da pedra e do cientista maluco. O mais engraçado é que até hoje vemos a figura da penélope na estampa de cadernos e blusas, mas ninguém usa nada do resto dos competidores. Por que será?

4-Poderoso Joe.
Este filme fala da relação de uma menina com um gorila mutante que atinge mais de 5 metros de altura. Acho que se passa na Ásia, mas não tenho certeza (sempre achei que gorilas fossem africanos). A menina era filha de uma bióloga que morre ao tentar salvar uma família de gorilas de um grupo de caçadores. A menina e o gorila Joe crescem como irmãos, um protegendo o outro, e por causa dessa relação que ambos vão para os Estados Unidos em busca de proteção num zoológico (a menina vira a treinadora do Joe), mas algo acaba muito errado e ambos entram em perigo.

5-Pernalonga.
Dentre todos os desenhos clássicos, Pernalonga era meu favorito. Adorava aquele coelho esperto, e um tanto cruel às vezes, que vencia todos os vilões com seu intelecto  e deboche hiper criativos. Tive uma camisa dele que eu adorava usar, mas minha mãe passou a implicar com ela porque eu não deixava de usar, mesmo que estivesse velha e desbotada. Nem precisa falar que eu adorava Space jam só por causa dele né?


6-Cavaleiros do Zodíaco.

"é nas constelações que a luta vai começar"

Esses são da extinta rede Manchete, e contavam a história da deusa Atena e seus cavaleiros conectados a constelações. Das estrelas eles tiravam a força necessária para proteger a deusa e vencer as guerras contra outros deuses do panteão grego. Depois de conhecer esse anime, meu sonho era ser a deusa Atena, por mais que eu não soubesse direito o que ser um deus significava. Meus personagens favoritos eram a Saori, o Shiryu, Aiolos (cavaleiro do meu signo), Aiolia (cavaleiro de leão que astrologicamente é amigo de sagitário) e mestre ancião. Eu odiava o Seiya porque ele era um chato pentelho, apesar de ser o principal, aliais ele virou referência de protagonista chato na web.

Daria para falar de muitos outros também, como Sailor Moon, Tom e Jerry, Chaves e Chapolin, Beatlle Juice (um fantasma nojento de um filme, mas que depois ganhou desenho animado próprio), as princesas Disney (que acho que merecem um post próprio), A princesinha(filme) e o Jardim secreto, assim como page master, karatê kid e esqueceram de mim. Só que esse post já está gigante e eu preciso começar a estudar para a prova! Ai, ai,ai tomara que eu me dê bem.Um Biejos a todos e muito obrigada por comentarem e/ou participarem. Essa semana foi cheia de imprevistos, bons e ruins, que pretendo contar aqui depois, e que me exigiram atenção durante os dias inteirinhos, e por isso eu me desculpo com quem não foi visitado ainda, mas amanhã eu prometo que coloco as coisas em dia. Um grande beiojo(beijo de miojo?) da Alê.

PS: O que você assistia quando pequeno?

domingo, 6 de outubro de 2013

Quarta postagem da série "época das crianças": Inocência.


Nessa era da informação, cada vez mais cedo vemos a inocência se perder.  Há quem tenha prazer em destruir as ilusões de mundo das crianças e torná-las adultas mais cedo, mas me pergunto: para que? Na vida adulta, temos mais liberdade de fazermos o que quisermos, mas recebemos tantas obrigações da sociedade que essa liberdade passa a ser questionável.

Quando crianças não podemos sair sozinhas à noite nem comprar nada que nos interessa sem a companhia ou ajuda dos pais, mas podemos fazer besteira à vontade sem sermos censurados. É claro que os pais dão uma ou outra bronca para nos educar e nos dizem o que não podemos fazer, mas não nos impedem de correr, pular estourar bolhas de sabão ou brincar. Ás vezes até mesmo nos desculpam a indiscrição e os "pitis" pois ainda não sabemos o que estamos fazendo. Quando viramos adultos, não podemos agir com ingenuidade cada ato deve ser bem pensado e cada palavra deve ser bem dita, para que não haja super interpretações alheias e para que não agridamos as regras sociais à toa. Isso tudo me parece muito sufocante.

No entanto, como adultos temos o poder de nos reinventar e de recriar as regras e convenções. Então por que não defender a inocência?Acho que   devíamos lembrar mais de como é na infância e batalhar para que a vida não fosse tão sofrida para as próximas gerações. E a primeira coisa a se fazer seria não destruir as coisas boas que as crianças trazem com elas, como o amor incondicional, a alegria de aprender e descobrir como o mundo funciona, a sinceridade e a meiguice. Nem estou falando de ajudar crianças na África ou na Ásia que passam necessidades, mas penso nos nossos filhos que vão para uma escola que ao invés de estimular a curiosidade e a vontade de aprender, transformam os estudantes em "alunos", ou seja, seres sem luz, passivos e despreparados para conviver em sociedade. Penso também na desigualdade social, filha do ideal de felicidade ligada ao consumo irrefreável e no despreparo psicológico de alguns pais que só maltratam as crianças, por causa de seu egoísmo.

Também não estou fazendo propaganda de criança esperança, ou de algum projeto de caridade, até porque não acredito nisso. Já ouvi falar que a Globo só repassa 10% dos lucros do Criança Esperança para os projetos sociais, não sei se é verdade, mas se for, a verdadeira mudança tem que partir dos indivíduos. O dinheiro que você poderia doar serve para ajudar alguém que está precisando e que está bem perto de você. O mais importante, porém, é que precisamos repensar nossos valores e devemos influenciar aos outros a mudar , mesmo que seja apenas através do nosso exemplo.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Terceiro post da série "época das crianças": Brincadeira de Criança

"Brincadeira de Criança, como é bom, com é bom!" Molejão.

Ok a citação foi péssima, mas não deu para evitar. Afinal é para isso que estamos aqui não é verdade?

Bom, hoje venho contar a vocês sobre uma brincadeira que eu fazia com meu irmão. Não é uma coisa típica da infância como polícia e ladrão ou pique-pega, mas dá muita saudade.Vou registrar o que lembro dela pois já havia quase esquecido, e adoraria compartilhar com vocês e com meus descendentes (quando eles vierem).

Bom, quando eu era um tico de gente, morava num lugar onde só tinha uma coleguinha, que infelizmente ficava 33 dias de castigo. Quando eu estava em casa tinha o meu irmão para brincar comigo, e ele era sempre muito receptivo para isso, diferente da maioria dos irmãos mais velhos. Eu só não me dava bem em brincar com muitos garotos ao mesmo tempo. Nunca gostei de me enturmar com os meninos para jogar futebol ou qualquer outra brincadeira mais violenta. Preferia ficar em casa com meu "bro" porque eu podia pegar minhas bonecas  juntar com os brinquedos deles e ora fazíamos um campeonato de luta livre  meio "meninas contra meninos"(barbies versus jaspion)  ou brincávamos de "TV Bebezinho".

"Tv Bebezinho" era um programa de TV tipo Domingo Legal ou Domingão do Faustão, na nossa imaginação, é claro. Tinha vários quadros, como o de culinária, o de humor (onde imitávamos a praça é nossa), o Você sabia? (onde o coelho sabe-tudo dava suas dicas inteligentes) e um programa de auditório. Os apresentadores eram "Pedro Henrique" (o boneco que ganhei de Natal que fazia xixi quando bebia água), "Sabe- Tudo o coelho", minha barbie preferida  chamada "Saori"(acredita que eu gostava dessa boneca só porque os pés dela eram retos?), minha boneca de pano Yorozel e o boneco paraguaio do meu irmão chamado Yorozú.

Sempre inventávamos várias estórias para os programas, mas o melhor dessa brincadeira era o telespectador burro que ligava para dizer que as receitas culinárias estavam erradas, pois a cozinha dele explodiu.  Na verdade, ele sempre errava a receita porque fazia exatamente o que o chef do programa implorou para ninguém fazer. Ficávamos um tempão criando os diálogos do chato burrão com o apresentador da TV Bebezinho até que resolvemos desligar o"telefone" invisível ou de brinquedo. Mas o personagem implicante sempre voltava a ligar, às vezes na mesma "edição" do programa.

Era legal porque sentávamos todos os brinquedos na cama e improvisávamos cenários e falas. Na época de carnaval improvisávamos desfiles de escolas de samba com os brinquedos e fazíamos a cobertura da TV bebezinho. Lembrando agora de um detalhe, vejo com as crianças são expertas.Acho que já sabíamos que os desfiles de carnaval eram marmelada, pois quem sempre vencia (na nossa brincadeira)era o Acadêmicos do Salgueiro.
 E vocês? De que brincavam na infância?

PS: Oi Amigos! Vim avisar que criei uma aba/página no topo do blog e lá é que vão ficar os links dos participantes até o dia 12 de outubro, quando vou copiar a lista para o ultimo post dessa série. Confiram o trabalho dos seus amigos lá em cima. Beijos!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Série A época das crianças. Post numero 2- Conto

Estudiosos das ciências humanas discutem se o homem tem ou não a sede do conhecimento. Há quem diga que só procuramos conhecer quando uma força estranha (Deus?) nos impele numa direção, mas eu me pergunto: será que essa pessoa se lembra da própria infância?
                                                       ****
Ana Lisa nasceu no final do ano de 1991. No início ela via as coisas  mas não sabia o que eram. Tudo acontecia a sua volta e nada fazia sentido. Eram seres enormes que faziam som engraçadinhos e falavam lentamente.  Aos poucos   a primeira coisa que ela passou a entender  foi o que era a criatura enorme que se dizia sua "mamãe" e lhe cuidava com tanto carinho. O motivo da descoberta, era que "mamãe" tinha a função de acabar com a sensação ruim na barriga de Ana lisa a cada 3 horas.

Um dia ao provar o leitinho decidiu:

"As coisas fazem mais sentido depois que eu coloco na boca"

Foi um inferno para "mamãe" e "papai", que tiveram que tirar muita coisa imprópria de sua boca, mas Aninha agora já estava entendendo melhor o seu mundo.

Quando ficou mais velhinha e aprendeu a falar e a andar, começou a imitar os adultos e as outras crianças para ver no que ía dar. Descobriu o riso, a dor, o frio, o calor, os números, as letras e mil perguntas vieram em sua cabeça:

"-Mamãe? O ovo de uma avestruz é maior que o de uma águia?"
"Porque já sou grandinha demais para fazer xixi na cama, mas sou pequena demais para subir na árvore?"
"Papai, você não faz xixi sentado?"
"Como será que Deus se parece?"
"Onde fica os Estados Unidos?"
"Quem foi Airton Senna?"

Na escola, os professores lhe contavam sobre um mundo que ela desconhecia, mas que diziam ser o seu. Havia aulas que detestava, mas as outras lhe instigavam a procurar saber mais. No início, seus pais eram os alvos das enxurradas de questões, mas Ana Lisa descobriu o dicionário e a enciclopédia. Anos mais tarde veio a internet e o google passou a ser seu melhor amigo, junto com os livros que tanto adorava. 

Procurou entender de política, religião, arte, cultura, arqueologia e tudo o mais que pudesse acessar. Quando achou que estivesse cansada de aprender e tentar compreender, descobriu que ela mesma era objeto de conhecimento, e partiu na  jornada de desbravamento da própria alma. Virou poetisa.




PS: Amigos me desculpem se por acaso ainda não fui no blog de todos. Estou com um pouco de enxaqueca, e como o computador piora a dor estou economizando os neurônios para os textos da faculdade. Mas por favor, se eu negligenciei alguém me cobrem a visita! Não é preguiça não hein? beijos a todos!

PS2: Se quiserem saber do que se trata para participar também, leia: Proposta

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Cosme e Damião.

Eu estava ansiosa para escrever este post. É o primeiro de uma série de 6 postagens sobre a criança e a infância, em comemoração do que eu chamo de "época das crianças", que seria o período de 27 de setembro a 12 de outubro. Nessa época, as lojas ficam voltadas para o público infantil e há festinhas em colégios e longas corridas atrás de doce.

É claro que as crianças normalmente são as estrelas da vida cotidiana, e também temos muitas outras datas que elas aproveitam bastante (como Halloween, Natal e Páscoa), mas nessa época, a comemoração é só delas.

Na data de hoje, comemora-se os santos padroeiros das crianças, que em vida foram médicos e praticaram a profissão gratuitamente. Nada mais justo que comemorar a data de hoje pagando promessas aos santos gêmeos presenteando seus afilhados não é verdade? O curioso, é que indo agora na Wikkipédia descobri que no dia 27 quem comemora é o candomblé, a igreja católica comemora no dia 26. Porém, independente de que dia é o certo, Cosme e Damião são festejados na minha cidade distribuindo-se doces em saquinhos típicos como estes: 
Os doces típicos são: maria mole, doce de abóbora, cocada, bis, batom, doce de leite (em saquinho ou em barrinha, podendo ou não ter amendoim dentro), pirulito,suspiro e gelatinas.  Ah como dá saudades da infância ao falar de Cosme e Damião! A mais pura verdade, é que por mais que eu nunca tenha corrido atrás de doces, sempre ganhava uns 3 saquinhos de cada vizinha e me esbaldava. Nunca tive muita resistência para doces, é verdade, e por isso não tinha como não gostar de uma data que eles estivessem em destaque. Nem mesmo quando minha avó passou mal há 11 anos atrás nesse mesmo dia.

Gosto muito (além de me empanturrar de doces) de ver as crianças felizes pelas ruas pegando seus saquinhos, ou saindo mais cedo das escolas para sua caçada açucarada, mas já fazia tempos que não parava para observar essas coisas. Acho que por não ter mais nenhuma vizinha pagadora de promessa ou mesmo idade para pedir, eu já não me lembrava mais de parar para admirar a cultura local. Hoje porém saí de casa decidida a fazer uma matéria (me sentindo a jornalista né?) aqui para o blog sobre o assunto. Fotografei um empório de doces, descobri que há pessoas doidas que levam bebês de colo em estradas só para pegar doce (aliais esse assunto é tão sério que até a polícia foi envolvida segundo o RJ TV) e vi  que por mais virtual que nossa época seja e por mais materialista que a alma das pessoas tenha ficado ainda, há muita gente devota por aí.

Queria saber se é assim em outros lugares do Brasil, se há também superstições como aqui (alguns acham que aceitando o doce vai pegar a doença que a pessoa que lhe deu se livrou, e há quem pense que doce de Cosme e Damião não se rejeita) e se é verdade que muita gente pobre faz desses doces o seu almoço. Se isso for verdade devíamos ter outras datas de distribuição de comida. Bom, por ultimo vou deixar aqui um blues que fiz hoje cedo:

O Blues da sexta feira,

Hoje é sexta feira!
Todo mundo sai de carro.
Eu vou pegar engarrafamento,
na Linha Amarela, meu caro!

Eu não li o texto,
de Psicologia da Educação.
A professora faz atividade,
eu me ferrei, meu irmão!

Mas hoje é sexta feira!
Dia de Cosme e Damião!
Acho que vai ser divertido
observar a comemoração!



PS: O texto ficou meio corrido porque cheguei tem pouco tempo da faculdade, e queria postar logo. A xerox quebrou mais uma vez (ela só quebra quando preciso dela) e até dormi no banco esperando o cara consertar. Aos pouquinhos vou visitando a todos que já trouxeram seus links. Beijos!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Uma novidade a ser proposta e um poema.

Amigos leitores e blogueiros de longa data,

Eu sei que não venho comparecendo muito nos blogs de vocês e que minha moral está por baixo (já tentei fazer algumas BCs mas ninguém topou kkkk), mas aviso que do dia 27  de setembro ao dia 12 de outubro vou fazer postagens especiais sobre  crianças e infância em geral. Cada dia terá um tema que deixarei no final desse aviso. Não vou dizer que é uma BC, mas se vocês gostarem dos temas e quiserem postar, só peço que deixem os links nos comentários só pra eu ver o que vocês produziram ok?  Bom, os temas são os seguintes:

1-São Cosme e Damião;
2- Conto(ou mini conto) sobre a infância,
3-Brincadeiras de infância,
4-Inocência;
5- Programas de tv,
6-Dia da Criança.

Não vou estipular datas para os posts, só peço que postem nessa ordem porque fica mais "bunitin". Beijos a todas e fiquem com este poeminha:



Acordei com vontade de fazer poesia,
mas faltou ideia, quem diria!
Dessa forma apenas irei contar
como esse dia pareceu raiar.

As rosas anãs de minha janela,
estão levemente caídas.
Com exceção de uma que se mantém erguida.

O tempo lá fora está nublado,
e a vegetação colore o espaço.
O verde forte, vence o cinza,
e nada de monotonia se avizinha.
Apenas uma suave brisa,
 que me acarinha.

A roupa limpa seca no varal
e a bagunça reina nesse quarto.
Hoje li me mapa astral
e não mais penso em descordar das estrelas.

Espero que esse dia continue genial
e os neurônios trabalhem a toda força.
Há leituras importantes,
cujo descuido me levarão à forca.

Até mais pessoal! Tenham um bom dia!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Não precisa ler este post. Tem um melhor no Entre Livros.

Escrevi este post ao ouvir uma música no youtube. Num minuto a voz da cantora despertou alguns sentimentos escondidos, que eu não desejava postar aqui. Num outro blog eu escrevi muitas coisas tristes e achava que  tinha manchado meu trabalho de blogueira com ideias ruins, mas quem pode evitar a tristeza? Entendo agora que seja uma coisa normal postar coisas tristes, porque uma pessoa não é feliz o tempo todo, e toda obra pode causar uma reflexão não é verdade?

Resolvi postar esse poema só para dar uma explicação para minha falta de animo com as atividades bloguísticas, mas não quero que ninguém se sinta obrigado a ler e comentar, até porque em algumas partes as ideias estão confusas, assim como minha cabeça.


DOR.

Tem sido duro.
Andei pelos caminhos da vida, vacilante.
 E humilde muitas vezes,
à espera de ser digna do conhecimento.

Andei por prados e montanhas, pensativa.
Conheci a duvida
e escorreguei por vezes
à espera da harmonia e da certeza.

Porém, minha cabeça ainda gira.
Que furacão foi esse que descabelou minha alma?
Há vozes que gritam dentro de mim,
mas não consigo ouví-las direito.
Há vozes externas a mim que me cobram
e a coragem me falta
me impedindo de sair do lugar.

Incrível descobrir que o de fora apenas ganha
quando o de dentro está fraco.
E como sangra!
E como machuca!
Como é duro de entender!
Como é duro de juntar as peças!
Como é duro esconder!

E ninguém poderá socorrer...

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sobre mentiras, segredos e opiniões mal-dadas.

Quando vejo um filme sobre adolescentes americanos já até sei a história de cor.  Vai ter duas meninas ou meninos que são melhores amigos e contam tudo um para o outro. Aí um deles faz uma merda e não quer contar para o melhor amigo(a) e por causa disso em algum momento da história eles vão brigar.

Acho isso pouco saudável. Na vida real, noto que os amigos também ficam curiosos para saber da sua vida e ficam insistindo pra saber de detalhes, mesmo quando você desconversa. Acho que o certo é esperar e ver se a pessoa quer falar, se não falar ou se desconversar os outros devem fingir que não perguntaram nada. Tive um amigo que viu que a pessoa estava desconserta e continuou perguntando e constrangendo a amiga. Confesso que essas coisas me deixam aflita e eu tratei de mudar o rumo da conversa com uma coisa muito fútil (o brinco da menina que verdadeiramente achei um barato), mas mesmo assim o infeliz continuou insistindo.

Todo mundo tem o direito de guardar seus segredos e de mentir quando não se sente a vontade de contar o que andou fazendo e que não quer lembrar. Sem falar que  ás vezes contar uma mentirinha para um amigo é uma caridade (tipo quando  vc oferece uma bala de hortelã para alguém que está com bafo e diz que é melhor pra beijar na boca), mas tirando esse caso, o que me preocupa é que sobre alguns assuntos é melhor se manter reservado, pois as pessoas gostam de dar pitacos sobre tudo e muitas vezes a gente se ferra por ouví-las. E isso acontece por um bocado de motivos que vou listar:

1- Às vezes a pessoa está mal intencionada e te dá um conselho ruim para você se ferrar e beneficiá-la. E você estando sensível no momento, vai ser facilmente manipulado.
2- A inveja costuma ser o maior caso da distribuição de maus conselhos. A pessoa não entende pelo que você está passando e inveja seus problemas. Tipo a menina que está encalhada e inveja você porque dois caras estão te disputando, não importa se os dois são uns merdões que te dão gastrite.
3- A pessoa não está mal intencionada, mas dá um conselho ruim baseado nas próprias experiências das quais tirou conclusões erradas. Isso acontece quando esse amigo se traumatizou com a experiência que teve e se alarma quando vê a coisa se repetindo.

Bom, do primeiro vocês devem estar me questionando, pois quem é que vai pensar que um amigo vai fazer isso né? Olha eu acho que é preferível prevenir e não contar os segredos mais "secretos" da sua alma para quem quer que seja, afinal, pessoas interesseiras e falsos amigos são meio difíceis de se reconhecer,às vezes. A inveja, como falei numa antiga BC, é um sentimento que brota em qualquer um, e há momentos que não podemos evitar que ela nos influencie, não é questão de falta de caráter, mas de insatisfação consigo mesmo.

Já o ítem 3 além de não ser de propósito é difícil de desconsiderar, porque tomamos a experiência dos outros como parâmetros quando entramos às cegas numa situação. Por isso que é bem complicado largar os conselhos da sua mãe (quando estes não funcionam) e construir sua própria experiência. Só que devemos ter em mente que por mais que as situações se repitam, (como na roda da fortuna) os resultados podem variar quando os fatores principais variam, e um deles é o tipo de personalidade que a pessoa que está enfrentando tem e tudo o que ela aprendeu em vida. Não é porque você se deu mal no teste de geografia porque estudou na véspera que seu amigo vai ter o mesmo resultados fazendo a mesma coisa. Se ele tiver mais facilidade em geografia que você, às vezes bastou a ele frequentar as aulas pra se dar bem na avaliação.

Mas é claro se você quiser contar, porque você confia na pessoa e porque está precisando desabafar, conte. Se a pessoa tem um histórico de bons conselhos acho que não há mal algum tentar, mas de regra geral, é mais sábio manter pra si os próprios tormentos e dificuldades.  Quando ouvimos muitas opiniões  diferentes sobre um mesmo assunto, temos dificuldade de saber o que sentimos, pois entra em jogo o julgamento das pessoas, e podemos no fim esquecer o que estamos sentindo e o que concluímos.

Fez sentido pra você?