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quarta-feira, 31 de julho de 2013

2 filmes que eu recomendo e um convite.

Quando ficamos doentes é certo que veremos vários filmes ou leremos vários livros. Eu li somente um livro, mas perdi a conta dos filmes. Afinal quando a cabeça não está boa, o negócio é arrumar algo bem mastigado para se distrair e poupar os neurônios.


O primeiro filme que venho falar, é uma animação brasileira. Não conheço muito da animação nacional para falar, mas comparado a outros desenhos que já vi, é uma obra completa: o design é lindo e a história é bem original; Gostei de terem dado à história o jeitinho indigena de contar histórias, mas também foi legal conhecer temas de sua mitologia, e ver uma outra interpretação de fatos históricos do Brasil. Não recomendo para crianças muito pequenas pois há cenas de nudez e violência, mas é ideal para adolescentes usarem em aula e adultos nerds ou "cults". O nome do filme é: "Uma História de amor e fúria". Com as vozes de Selton Melo e Camila Pitanga, a mesma duplinha de Caramuru, a invenção do Brasil.
 Trata-se de um jovem da tribo Tupinambá que descobriu um dia que podia voar. O pajé de sua aldeia lhe diz que foi escolhido pelos deuses para derrotar Anhangá (desculpe se eu tiver escrito errado) e que por isso ele não poderia morrer. E ele não morre. Sobrevive a todas as mortes de sua amada Janaína e está presente em vários cenários de conflito da História do Brasil.
Eu adorei ter visto esse filme, e espero que você também curta;)

O segundo filme que vi é antigo. Chama-se "INVICTUS" e fala do governo de Nelson Mandela. Através do Rugby o presidente dá pontos na separação entre negros e brancos causadas pelo Apartheid. É lindo ver a transformação de toda uma população através de um time que durante o regime segregacionista era o símbolo da desigualdade social.

Morgan Freeman está especialmente inspirador nesse papel. Eu não sei muita coisa sobre a história da África do Sul mas fiquei muito feliz quando soube que Mandela ficou 30 anos na cadeia e saiu de lá disposto a perdoar a minoria branca para que seu pais fosse para frente. Poucas pessoas não se voltam com ódio contra os que lhe oprimiam. É uma lição muito importante para todos nós.

O que mais gostei, porém foi ver que Mandiba (nome do clã de Mandela) conseguiu o que queria. Negros e brancos se abraçavam no final do campeonato de Rugby com a vitória do time de Mat Damon. Na minha opinião, é uma coisa muito bonita quando deixamos nosso fenótipo de lado e nos regozijamos por pertencer à mesma pátria. É um belo "foda-se" para os preconceitos sociais e raciais. Infelizmente agora não veremos mais isso no Maracanã, agora que o cidadão comum não pode mais pagar uma entrada de jogo (me disseram que está a 100 reais).

Agora eu vim fazer um convite especial aos meus amigos blogueiros.  Nesse filme do Mandela eu percebi também como é importante fazer a coisa certa, mesmo que as pessoas nos repudiem por isso. Só assim é que conquistamos mudanças sociais. Então, eu proponho a vocês que escrevam o que acham que pode ser feito para melhorar nosso país.  Vamos pensar juntos numa solução ou em soluções para acabar com a desigualdade, corrupção etc. Que tal? Eu normalmente faço isso todo dia, mas eu queria ouvir vocês.  Dia 18 espero vocês. Beijos!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Tag

Eu não ía postar essa tag. A Pandora havia liberado uma parecida no outro dia e eu copiei a ideia no Entre Livros. Só que essa indicação do Christian veio a calhar. Estou gripada à beça desde quarta passada e acho que o vírus está afetando meu cérebro [risos] então respondi de novo à tag. Quero também agradecer a todos os amigos e amigas que me desejaram feliz dia do amigo. Acho que respondi a todos aqui do Menina das Ideias, mas ainda preciso responder lá no Entre Livros o que deve acontecer em breve porque eu li A Elite, continuação da Seleção, e estou prestes a fazer uma resenha.






Completar todas as frases

1- Sou muito... aluada, impaciente, boba-alegre.
2- Não suporto... ficar doente e não conseguir dormir.
3- Eu nunca... gostei de queijo golda. 
4- Eu já... fiz brincadeiras de mal gosto com quem não devia.
5- Quando criança...  eu queria ter 16 anos, ter um cachorro e uma casa com quintal. E eu juntei dinheiro pra isso. Infelizmente sempre que o potinho chegava a 3,30 eu comprava um kinder ovo.
6- Neste exato momento... terminei de ler um livro que a prefeita das podcast me deu: A Elite.
7- Eu morro de medo... de aranhas.
8- Eu sempre gostei de... pintar o sete.
9- Se eu pudesse... escreveria um best seller.
10- Fico feliz quando... Aprendo coisas sobre mim mesma. 
11- Se pudesse voltar no tempo...escreveria a historiografia mais próxima da realidade kkkkk
12- Adoro... chocolate.
13- Quero muito... escrever um best seller (só pra não precisar morrer de trabalhar).
14- Eu preciso... terminar alguns livros que comecei a escrever.
15- Não gosto... de maracuja! Eta fruta fedida!



sábado, 20 de julho de 2013

Feliz dia do amigo!








Gente, passei rapidinho para desejar a todos vocês amigos da blogosfera um Feliz dia do Amigo. Peço perdão se ainda não respondi aos comentários dos ultimos dois posts, mas é que a vida ficou corrida agora no fim do semestre. Aos poucos vou respondendo a todos ok? Beijos!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Adormecer














Cílios se beijam e não sinto mais os lençóis.   
Vertiginosamente neste túnel eu despenco,
onde conversas distantes me embalam.
Serão ecos de pensamentos inacabados?
Ou visões do futuro enviadas pelo inconsciente?

Olha as janelas!
Que rapaz é esse que espia a paisagem?
Chapéu engraçado...
Ops, tudo gira por aqui!
De repente é Gabi
que tento ajudar.
Mas há aventuras a me tentar,
em outras dessas saídas.
São  mil outras estórias,
E todas elas estão a girar  comigo. 
Será que encontrei a toca do coelho branco?  
Ou entrei em contato com meu baú de ideias?

Não me agarro nas grades.
Há uma curiosidade infantil,
que não decide pra onde ir.
Quer apenas ver tudo que der.
Ter estórias para contar
e aventuras para experimentar.
 Mas lá no fundo, a razão luta.
Ela é a responsável,
É o "eu" que manda
e me traz preocupação:
"Onde será que vou cair?"
Ora onde mais poderia ser?
No momento bom do sonho o que acontece?
 Sim, caio de volta na cama,
e nas obrigações
que ainda não cumpri.

domingo, 14 de julho de 2013

É tão estranho!

Olá amigos!
Eu vi a imagem que o Christian escolheu para esse domingo e não resisti. Tinha que participar . Como eu já tinha escrito um post para hoje resolvi colocar junto com o post da iniciativa, para que um não deixasse de ser visto por causa do outro.  Então vamos lá para minha participação de hoje:

Com o coração em paz, saí para aproveitar o sol e a brisa. Queria ver se a natureza reproduzia o sentimento que me preenchia naquele momento

Agora meu post:



Eu nem queria, na verdade. Não tinha a intenção nem de fazer amizade. Era só uma cara conhecida com quem conversei certa vez e que anos depois quis o destino que a conexão se aprofundasse.

Eu queria outro, mas os vendavais vieram e o levaram. No seu lugar, esse colega apareceu furtivamente. De pouquinho em pouquinho foi conquistando minha atenção, até que não podia mais passar um dia sem que a gente se falasse. Nunca tinha descoberto tanta afinidade e nem podido ser tão eu mesma com alguém antes. Fazia anos que não sentia isso por alguém, seja lá o que "isso" for. 

Ele me ensinou tanto sobre tantas coisas! Inclusive sobre mim mesma... tirou de meus ombros um peso desnecessário que eu carregava há anos e substituiu por algo bem mais leve: confiança. Sinto-me mais forte agora que tirou minhas cascas e armaduras.

Agora eu também tenho coragem de perseguir meus sonhos. Ao observá-lo lutar pelos dele, fico inspirada e desejo meus medos enfrentar. Gostaria de encontrar um jeito para agradecer, porque com tudo isso que me ensinou, encontrei paz e harmonia interior. O que fazer pelo meu gentil mestre?

Não sei se há algo suficiente para demonstrar minha gratidão. Resta-me pedir ao mesmo vendaval que veio buscá-lo, que lhe garanta a felicidade. É tão estranho que tenha surgido do nada e ao mesmo nada ter que voltar. Só espero que possa realizar, todas as suas utopias e ver crescer suas roseiras azuis.



sexta-feira, 12 de julho de 2013

Layout de blog

Quem me acompanha nesses 4 anos de blogspot sabe que eu periodicamente tenho problemas com layouts. No início eu mudava os modelos assim como mudava de roupa, nunca estava satisfeita. Agora, eu me vejo menos "flutuante" porque estou me aceitando melhor, mas infelizmente a pulguinha da insatisfação me mordeu de novo.

Lá estava o blog politicamente correto como o Alê configurou:
Fofo né? A foto escolhida para plano de fundo estava perfeita e o banner também. Sem falar que não estava achatando os posts (do jeitinho que eu gosto). Só que estava muito meigo. Não levem a mal, eu sou meiga, mas eu sou fã de cores vibrantes sabe? Aí travei uma luta para achar de novo o layout ideal. Olha o que fiz:
Até achei bonito, mas me alertaram que a imagem estava pixelada  e o banner que o Alê me fez não combinou então lá fui eu apelar para o pai google! Acabei achando essa imagem que vocês estão vendo no plano de fundo. O engraçado é que eu já tinha tentado usá-la em outros blogs e nunca consegui, mas agora foi! Só falta saber de vocês queridos leitores se dá para ler direitinho. Uma vez a Ana Paula pediu para eu trocar um fundo escuro porque ela não conseguia ler e dei um jeitinho (apesar de não ter trocado o fundo) de deixar tudo legível e ela aprovou. O importante é que esteja ao meu gosto, e eu aprecio tudo o que é vibrante (sou fã do Gaugin, do Van Gogh e da Frida Kahlo). Não que as coisas simples não me atraiam, eu gosto, mas prefiro um tom mai "travesti" como Pandinha definiu.*

E aí? Tá aprovado?

PS: Reafirmo que não estou perguntando se ficou bonito, porqeu beleza é muito pessoal. A parceira Pandora diz que prefere o layout do Alê Melo, mas eu já sou diferente né? Fazer o que? Só pergunto se está pratico mesmo.

*Não pretendi dar nenhum tom pejorativo aqui.

Myself


Sou uma espectadora silenciosa 
postada numa janela
uma menina curiosa
que observa e espera.
 

Uns dizem que vejo a vida passar
que eu devia mais é aproveitar
ser mais como os outros
e relaxar.

Outros dizem que devo seguir meu coração
pra não ligar não
 
que modinhas passam,
Vêm e vão.

Só sei que feliz eu sou
quando me deixam quieta
e faço o que me sossega
sem medo da platéia

Às vezes meu coração se dilacera
e às vezes acelera,
mas acima de tudo ele vibra
 
nas expectativa que tudo dê certo,
neste mundo moderno.

Texto publicado originalmente num domingo dia 23 de maio de 2010.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O que é originalidade?

Platão acreditava que as ideias viviam num plano metafísico, e que os homens materializavam essas ideias no plano físico. O que vemos porém, é que toda vez que alguém produz -seja uma obra de arte, uma obra literária, ou uma interpretação da realidade- ela se baseia no que as pessoas já tem em sua cultura.

Freud sintetizou o complexo de Édipo e o de Électra com base na mitologia grega. Tolkien utilizou Cristianismo e mitologias nórdicas (entre outras tantas). Paulo Ricardo gravou "Imagine" de John Lenon e deu uma nova interpretação à musica (faz favor né gente? Ele cantou uma música linda com aquela voz fanha e as pausas estranhas). O filme "Se eu fosse você" é uma versão dos filmes americanos tipo "sexta feira muito louca", -mas de longe a versão brasileira é muito melhor- e assim por diante.


A pergunta que fica é: será que existe alguma coisa original na vida? Bom, eu respondo com outra pergunta: O que significa ser original? Sinto que no dia a dia as pessoas usam isso para sinônimo de "algo nunca visto antes". Como ficou claro no parágrafo anterior, acredito que não exista nada que não tenha se baseado em fatos anteriores. Como diz Kosellek, as pessoas constroem seus futuros de acordo com o que experimentaram no passado (as lições que tiraram da vida no passado são bases para as novas ações que elas terão no futuro), o que não significa que elas não possam produzir, a partir disso, uma realidade nova. A JK Rowling não criou um mundo novo que espantou e marcou a vida de muita gente?  Porém, prestem atenção: meninos órfãos , bruxaria, Bem X Mal são novidades na literatura? Se você lembrar das histórias de Oliver Twist,  do  gato de Botas, homem aranha etc vai se deparar com heróis órfãos. Se pensar em bruxaria você pode citar qualquer conto de fadas clássico da Disney, Brida e até mangás. Sobre a batalha do Bem contra o mal não preciso citar nome nenhum né? Praticamente todo livro de ação/ aventura existe isso. Então, o que tornaria Harry Potter uma novidade?
 

Já ouvi dizer que original é aquele que esconde suas fontes de inspiração. Só que
na verdade, o que podemos chamar de original é a apropriação que a pessoa faz daquilo que conhece. Voltando ao exemplo de JK, ela fez bruxos entrarem para um sistema de ensino (coisa que não lembro de ter visto antes) e inventou vários feitiços com o conhecimento que ela tem de latim, além é claro de ter dado um tom meio orgânico à história, a ponto de deixar os fãs quase crerem que Harry realmente existiu, afinal, muitos adolescentes cresceram acompanhando o crescimento do personagem. Todos eles dividiam alguma angústia "teen" com o bruxo da cicatriz em forma de raio. Em defesa de Rowling, a genialidade dela está em criar toda uma estrutura hierarquica e uma mentalidade próprias de uma sociedade imaginada por ela. Tolkien também pode ser citado aí.

Enfim, acho que qualquer um que dê seu toque pessoal à algo que já existia, produz uma coisa nova. Até mesmo se for apenas um jeitinho naquela receita  de bolo que você tirou da internet e que deu errado. O nosso jeito de ser é uma coisa guiada pelo nosso tempo, mas ao mesmo tempo é em parte algo que já trazemos no momento em que nascemos- pois é isso que dita como o tempo vai nos afetar- então na hora que criamos passamos esse nosso diferencial para o objeto. Nem precisa dizer que eu acho lindo isso né? (risos) Sou mega fã da originalidade. Quando leio um livro original ou um filme, normalmente me deparo com outra visão de mundo que pode me ajudar ou não a entender outras coisas e pessoas. Isso é uma coisa que me deixa feliz, dá uma sensação de crescimento pessoal sabe?
Bom isso é tudo pessoal! Estou ficando com um bocado de enxaqueca kkk acho que viajei muito dessa vez. Beijos!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Menina do guarda-chuva



Ping, ping,ping-cai a chuva nos telhados.
Gotas escorrem nas vidraças,
e pessoas chateadas embaçam as janelas.
"Não podia fazer sol para eu ir à praia?"

As plantas agradecem à São Pedro por terem suas raízes umedecidas depois dos árduos tempos de seca no mês de fevereiro.
Lá na esquina uma adolescente chora sem ser percebida.
O barulho do trem é abafado pela rajada inesperada de vento.

Velhas senhoras saem das suas cadeiras nos quintais, onde horas antes haviam conversado e bordado roupinhas para seus netos, e se abrigam da chuva em suas cozinhas. Hum! Criancinhas vão ter bolos para o lanche...

Lojas recolhem as mercadorias que ficaram na calçada,
e consumidores desavisados se abrigam no interior delas, todos ensopados.
Ninguém parece muito feliz com a chuva na rua Valentina.
Muitos celulares tocam preocupados,
e roedores urbanos procuram novos lares que não estejam inundados.

Às cinco horas um pontinho amarelo aparece na esquina sozinho.
Era o guarda-chuva de Liliane que dançava feliz acompanhado da dona.
As pessoas não sabiam porque alguém ficaria feliz embaixo daquele temporal,
e ficaram atordoadas, pois a menina do guarda-chuva amarelo que ouvia seu mp3, pulava, cantava e sorria.

Logo um menino menor desobedecendo sua mãe correu para dançar com Liliane.
A mulher acabou entrando na dança também e a menina que chorava na esquina resolveu esquecer o ex-namorado e ser feliz de novo.
O quitandeiro,o cachorrinho, a vovó e até a árvore(ao seu modo) entraram na coreografia. Em poucos minutos até os motoristas abandonaram seus carros e se deixaram curtir a vida.

Todos estavam contagiados pela alegria e comemoraram até tarde da noite quando a chuva já tinha passado, a sorte de ter chovido naquele dia, porque se não tivesse suas vidas nunca experimentariam a espontaneidade e não saberiam que para ser feliz é só querer.




Texto originalmente postado no blog Diários de Bordo no ano de 2009.

Se quiser ler uma resenha nova, visite meu outro blog clicando em: Entre Livros e Sonhos

quarta-feira, 3 de julho de 2013

BC da Etienne. O que de mais corajoso você fez?

BC realizada pelo blog E de Etienne.





Acredito que meu momento de maior coragem foi ir na passeata do 1 milhão aqui no Rio de Janeiro, mas isso vocês já sabem como aconteceu. Se não leram o post aqui está o link: Manifestações no Rio de Janeiro . Então escolhi falar de um outro momento em que precisei juntar muita coragem para realizar.

Na época da sétima série, eu era uma aluna CDF que não se enturmava com ninguém. Eu até tentei, mas sempre que isso acontecia me sacaneavam e me criticavam por ser muito certinha, princesinha e metida a intelectual. Na boa? Nunca desejei aparecer, eu só gostava de conhecer sempre mais, e como sempre tive tara pela linguagem acabei adotando um jeito de falar pouco comum. Então eu meio que acostumei a ser excluída. Não que eu nunca tivesse recaídas querendo que as pessoas gostassem de mim e muitas vezes me rebaixando até, mas fui ficando cada vez mais reservada (e travada).

Só que nessa época tinha um outro menino, o Julian (lembro até hoje do nome porque era o mesmo de um personagem de Cavaleiros do Zodíaco) que era mais zoado que eu. De fato, Julian era um chato, mas nunca aceitei as grosserias que faziam a ele, e sentia uma vergonha alheia danada desse aluno novo, pois ele nunca parava de tentar se enturmar.

Certa vez, os meninos mais populares da turma resolveram fazer um abaixo-assinado para tirar o Julian da escola. Fiquei super espantada e revoltada com a situação, porque é esse tipo de rejeição que cria maníacos que entram em escolas e matam uma turma inteira com tiros de revolver. Quando o papel chegou em mim, a maioria da turma tinha assinado. Fiquei decepcionada com tanta gente! Eu não era chegada a ninguém, mas tinha pessoas que pareciam ser boas apenas um pouco fúteis. Eu rasguei e amassei o papel de tanta raiva que senti. No dia seguinte contei tudo para a diretora, mas infelizmente a descompostura que ela deu entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Fiquei com medo dela contar que fui eu quem delatei a turma, mas estava preparada para me defender, porque sabia que tinha agido certo. Acho que se eu tivesse entregado a ela o papel teria sido mais corajosa, mas como eu disse no post das manifestações, eu sou medrosa mesmo! kkkk Esse ato que tive foi algo muito surpreendente em se tratando de Alê Lemos.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Noticiário do Blog.

Amigos leitores e parceiros de blog,


Venho hoje anunciar algumas novidades das minhas parcerias e decisões que tomei para este blog. Começando detrás para frente, hoje foi publicado no blog do meu amigo Carlos um texto meu sobre as manifestações. Gostei muito de escrever este post lá, porque havia dias que ele estava entalado na minha garganta. Não é do tipo de texto que costumo escrever aqui, mas de vez em quando gosto de arriscar uns pitacos na minha profissão. Eis meu baby político:

http://anoticianodiva.blogspot.com.br/2013/07/um-pequeno-comentario-analitico-sobre.html


Há alguns dias atrás também foi publicado no meu blog parceiro, Meninas dos Livros, um podcast sobre autoras. Foi bem bacana, teve um barraco amigável(como?) mais uma vez , mas enriquecemos as narrativas com nossos conhecimentos de mundo e também, é claro, não podia deixar de faltar uma fofoquinha literária [risos]. Acho que agora todo mundo quer saber onde e o que Agatha Christe foi e fez na semana em que desapareceu. Se quiserem conferir está à disposição no link abaixo:


Agora,  é preciso falar sobre outras coisinhas. Bom, é possível que por motivos pessoais eu não fique muito disponível na blogosfera nos próximos meses. Não estou dizendo que vou parar de postar, mas vou ficar um pouco mais lenta em comentar, responder e postar. Só prometo que vou deixar programadinho aqui alguns posts legais do Diários de Bordo que salvei. A "sessão nostalgia"  vai ao ar toda sexta feira, mas tentarei fazer posts novos também com alguma frequência, e provavelmente serão publicados no domingo. Espero que dessa vez eu consiga pegar de jeito os livros e acabar logo essa faculdade! Só agora que o capítulo 1 foi concluído com sucesso que estou me sentido mais preparada para escrever essa monografia. Ah, se algum de vocês estiver próximo de fazer a monografia acreditem, metade da pressão que sofremos por causa de amigos que estão mais adiantados que nós é pura neura! Hard Core deve ser o mestrado, mas se eu passar algum dia  nele volto a falar se é mito ou não rsss.

Uma última coisa que eu queria dizer é que desisti da ideia de deletar o Entre Livros e Sonhos. Quando eu tiver tempo vou recheá-lo de resenhas e poesias, mas este aqui sempre vai ser minha "menina dos olhos". Afinal é aqui que eu faço a minha salada de posts descompromissados com qualquer ordem temática (adoro uma bagunça!). Bem, isso é tudo pessoal!

Beijos da Alê.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

A trilha sonora da vida.

Não! Eu não sou fã da Bella Swan [risos] coloquei a foto dela aqui ao lado, pois no livro, ela confessa que não gosta muito de música. Eu sou totalmente ao contrário: amo música! Não entendo como poderia existir alguém que não curtisse. A Bella é uma ET que virou vampira.

Minha relação com a música é quase de dependência. Há vezes que completo frases de outras pessoas com letras de músicas, e há dias que acordo com uma música na cabeça, independente de tê-la ouvido ou não no dia anterior. Normalmente isso acontece quando experimento momentos de sentimentos muito intensos. Ano passado "Tempo Perdido" do Legião Urbana não saía da minha cabeça, e com certeza era porque eu estava triste e confusa, achando que eu entrei para a faculdade errada e só descobri no fim do curso. Ou seja, já não dava mais tempo de trocar de faculdade.

Depois de espantar a tristeza, outra música do Legião Urbana veio povoar minha cabeça: "Quase sem querer". O primeiro minuto da música me descreve tão bem que fico pensando se o Renato Russo não era clarividente e escreveu suas músicas antevendo meu futuro. Há muitas músicas dessa banda que me descrevem sabe? Mas há outras (de outros artistas) que também devem ser mencionadas., e por isso vou deixar para outra vez para dissertar sobre minha relação com Legião Urbana.

Então, durante minha fossa escutei muito a Adèle cantando "Rolling in the deep", "Price tag" da Jessie J , "Jar of Hearts" (versão da menininha do youtube), mas também um pouco de metal do sistem of a down como: "Aerials", "Chop Sue" e "Lonely Day". Hoje em dia não aguento ouvir nenhuma dessas músicas (tá Aerials e Chop Sue ainda gosto XD). Não que eu não curta uma melodia triste, porque voltei a ouvir Coldplay e Norah Jones, que está numa fase mega deprê. Como eu viveria sem "Come away with me", "Chasing Pirates", "Happy Pills" , "Fix You", "Life in tecnicolor", "the hardest part" e "in my place?".  Só não quero mais lembrar dos pensamento que eu tinha naquela época, pois como a música tem o dom de nos recordar da época em que começamos a ouví-la.Num momento tão musical como este, minha maior dor é não ter um mp3 para ouvir deitada na cama ou lavando a louça, ainda mais porque as pessoas aqui de casa já estão de saco cheio de me ouvir repetindo essas músicas.

Nesse momento, ainda estou um pouco aflita por não saber que rumo eu vou dar à minha vida, e eu sou do tipo que só descansa quando descobre uma resposta. Só que estou me sentindo incrivelmente feliz no momento. Recebi um baita elogio do meu orientador na faculdade. Saí de lá tão feliz que meu cérebro começou a tocar "Never gonna be alone" do Nickelback. Sim, pasmem, mas adoro essa banda. Não gosto das mais pesadas deles, mas das que são água com açúcar tipo essa que citei e "Photograph", "Someday", "Hero," "How you remind me" e "Lullaby".

Estou sentindo falta de conhecer músicas novas, mas acho que todas essas músicas antigas estão voltando a tocar no meu rádio interno porque desde ano passado estou passando por uma fase nostálgica. Resgatei músicas do U2 (como "The sweetest thing" e "Sunday Bloody Sunday") e dos Beatles (como "If I fel") que são uma grande paixão para mim. Tenho até uma canequinha deles aqui em casa da qual morro de ciúmes.

Espero descobrir um caminho para mim logo, mas de certa forma essa viagem ao interior que tenho feito e que a música tem ajudado a encontrar ,está contribuindo para me lembrar de quem sou. É estranho né você se dar conta de que esqueceu de você mesmo? Pois é, eu acho que eu estava enterrada em baixo dos escombros de uma grande explosão de conhecimento, situações, medos e mentalidades que não me pertenciam. Junto com essa descoberta vem batendo de vez em quando uma sensação gostosa de ser "dona de mim" e uma consciência crescente das minhas qualidades. Alguém já passou por isso? A sensação é de que estou me libertando de um monte de coisas que eu nem sabia que me sufocavam.

Enfim, como este post já está bem gigantesco vou terminar deixando para vocês um trecho de música que adoro e que combina com o dia de hoje:

"Um dia frio, um bom lugar para ler um livro, e o pensamento lá em você"

PS: Às vezes quando estamos muito felizes somos bem egoístas. Queria registrar aqui meus Parabéns à Parceira Sheila Antunes por seu segundo baby literário, que aguardo ansiosa para poder comprar. Espero que esse seja o primeiro de muitos Sheilinha!