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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Flores do Oriente


Outro dia vi um filme muito bom chamado: "Flores do Oriente". Ele conta as memórias de uma estudante chinesa sobre a invasão da China pelos japoneses. A menina estudava numa igreja católica, e tentou fugir com as amigas no barco que seu pai havia arrumado para levá-la embora, mas infelizmente, não havia vaga para todas e tiveram que voltar para a igreja.

O problema é que na confusão dos tiros, os soldados mataram muitos inocentes, inclusive duas das amigas da menina. Em meio a histeria, elas conhecem o "maquiador de mortos" John Miller que por acaso ía para a igreja delas enterrar o padre inglês responsável por ela. John as leva em segurança para o templo cristão e acaba descobrindo que seus serviços eram inúteis, pois não havia mais um corpo para ele aprontar para um enterro, o padre fora explodido.

Sem ter muito o que fazer, e aonde ir, Miller fica na igreja e toma a responsabilidade pelas crianças e pelas prostitutas que invadiram a igreja em busca de asilo. No início as crianças destratam as "mulheres da vida", mas o legal é ver que aos poucos elas crescem e passam a admirar aquelas mulheres maduras e sofridas, que escondiam seus problemas por baixo da capa de beleza e força feminina.

Yumo e suas meninas tem um papel muito heroico nessa trama, mas não devo contar para não estragar a surpresa. Vou contar apenas que aprende-se um pouco da cultura popular chinesa com elas, e elas dão um belo tapa na cara do preconceito social e nos mostram como as pessoas que menos esperamos são as que nos estendem a mão.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Sobre o desrespeito com os médicos cubanos.



Li essa declaração ontem à noite e fiquei estarrecida. No Facebook anda circulando uma charge muito engraçada sobre a autora da frase, mas não me arrisco a colocar aqui para não dar em barraco e porque meu propósito não é rir da infelicidade que Micheline Borges compartilhou. Resolvi comentar essa frase porque ela demonstra o que vai de boca em boca no país.


Falando a verdade? Eu não sei muito bem como foi que se acertou essa importação de mão de obra, mas tenho um palpite de que essa imigração não vai dar certo. Algumas pessoas dizem que eles foram contratados para ficarem em cidades do interior, mas eu acredito que com o tempo eles poderão querer buscar cidades com maiores infra-estrutura, ou seja, os grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro e acabem por inchar o setor da medicina. Acho também que é por isso que a população não está vendo com bons olhos a chegada desse povo, mas a senhorita  está completamente enganada. Os médicos de Cuba são muito bons e totalmente capazes de lidar com a dengue, afinal o Brasil mesmo importava remédio contra dengue de lá, na época do FHC (época em que eu ainda assistia ao telejornal global) e Cuba erradicou a dengue e a febre amarela no século passado. Mesmo se a autora não estiver satisfeita com essa declaração, podemos argumentar que quando houve a explosão nuclear em Shernobil os feridos foram tratados em Cuba, tudo isso porque Cuba é altamente avançado em medicina.

O que me surpreende é essa moça achar que um bom médico é aquele que tem "porte" ou "boa aparência". Se isso fosse necessário para saber medicina eu vestia meu ex professor de educação física da academia de branco e pedia para ele me passar uma receita.  É claro que limpeza é necessária, mas pelo que entendi a jovem estava criticando o jeito de vestir das estrangeiras, fato totalmente irrelevante. Se levássemos em conta a cultura cubana teríamos mais motivos para sentir vergonha de nós mesmos do que de criticá-los, pois Cuba sobrevive há muitos anos com dificuldades econômicas, fruto de um bloqueio econômico ordenado pelos EUA  que deixou profundas marcas no país. Já ouvi relatos de viajantes e algumas reportagens da globo também, dizendo que os cubanos viviam até pouco tempo do mesmo modo que viviam nos anos 50. Os carros são antigos, aparelhos de dvd são difíceis de achar e a maioria dos cubanos vivem com 18 dólares por mês. No entanto, eles tem garantidos os direitos a saúde e a educação públicas. É uma vida hiper simples e humilde, mas me parece que eles dão prioridade ao que verdadeiramente interessa não é?

Não estou fazendo propaganda da ditadura castrista, mas admiro um país que consegue manter um bom sistema educacional. Se por acaso eles não tem escova progressiva lá para que as médicas possam ter "porte de médicas" não faz falta nenhuma, pois se não sustentam a soberba dos médicos daqui, mas tem  a competência que falta em muitos dos nossos (me desculpem a sinceridade, mas há cada médico falcatrua que não tá no gibi. Passei um ano sentindo dor no joelho porque o cara não conseguia ver que ele era torto) pra mim já basta. É o suficiente. Meus compatriotas estarão em boas mãos.

 A minha questão não é a competência dos médicos, mas sim se essa política vai dar certo. O que vocês acham? De certa forma, é necessário importar a mão de obra porque os médicos brasileiros não querem viver no interior (talvez seja por causa da soberba deles, afinal todos sabemos como eles se sentem né?) e por outro há essa possibilidade de migração do interior para as metrópoles (ou eu acho que existe). De qualquer jeito, penso que não adianta  virar adepto da xenofobia e do preconceito, os culpados não são os cubanos, os culpados são os médicos daqui que possuem essa mentalidade estranha.









Quer saber mais sobre Cuba? Veja os links:
http://www.latinoamericano.jor.br/imagens_cuba.html
http://topicos.estadao.com.br/cuba

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Você quebrou a maquina de lavar!





Você quebroooou, a maquina de lavar,
Você a ferrooou, pro seu próprio azar!
Agora é na mãaaao que vai esfregar,
a calcinha, o sutiã e a samba-canção.

Não adianta pediiir
que o técnico não vai vir!
E o maridãaao não vai contribuir...

Você quebroooou a maquina de lavaaar!
Você se ferroooou
dona de casa vai virar!




Um pequena homenagem aos desastres cotidianos.

sábado, 24 de agosto de 2013

Um novo baby à bordo.

Amigos e parceiros da blogosfera,

Recentemente eu, Pandora, Michele Lima e Ana Seerig juntamos nossos cromossomos e fizemos mais um baby virtual.  Eu tinha a intenção de transformar o Entre Livros num blog que tivesse uma ou duas parcerias com editoras em troca de resenhas, mas isso só seria possível ano que vem. Entretanto, dona Michele, a prefeita dos podcasts, fez um convite de parceria para um blog que já nasceria com essa intenção um tanto comercial e desisti desse projeto para o meu blog, afinal é sempre melhor que outros fiquem responsáveis pela burocracia né verdade?

Ainda não temos um layout personalizado, nem um banner de título, mas temos algumas ideias. De início, pensei em usar uma foto da minha prateleira, vejam:

Mas ficou muito escura. A Bela Adormecida está quase anônima por causa das sombras em seu rosto. Meu dragãozinho é o que está melhor, (falando nisso, simpática essa figura né?) mas tive que tentar de novo:




Estão vendo os "guardiões de prateleira"? Temos uma bailarina, uma gueixa (que Pandora me deu), uma Betty Boop (sim paguei 17 reais por ela, loucura não?) e uma miniatura de professora que fiquei mais de ano procurando. A vela que vocês estão vendo foi usada para dar mais luz na foto da prateleira, mas não deu certo, e pensando bem foi uma burrice podia ter tocar fogo nos meus livros queridos.

Então lembrei que Pandora tinha uma estante muito fofa também, feita pelo tio dela, eu acho. Ainda não fizemos o banner (e se tiver uma alma caridosa disposta a fazer é só se pronunciar nos comentários) mas já temos a foto escolhida:

Só falta dizer qual é o nome do blog né verdade? Pois bem, chama-se "O que tem na nossa estante"  e já tem dois posts lá de resenhas. Venham conferir o blog! Um bom final de semana para todos!

Alê Lemos.





sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Por que sou ativista da amamentação?






Desde a ultima vez que vi essa BC circulando na Blogosfera eu senti vontade de participar, mas como nunca fui mãe eu não sabia bem como argumentar. Dessa vez vou contar duas histórias: a minha e a do meu sobrinho.

Lá para o início dos anos 90 do século XX eu nasci. Era o bebê mais gordo e mais alto do berçário. Não mamei durante 3 horas como meu irmão (ele foi guloso desde sempre né?), mas tive uma história engraçada com a amamentação. Durante dez meses, eu fui o bebê que toda mãe quis ter, pois não chorava nem quando precisava comer ou trocar fralda. Minha mãe dizia que eu apenas comia e dormia e ela é que tinha que se lembrar de me dar comida ou verificar minhas fraldas.

Enquanto eu mamei fui uma menina saudável, entretanto um dia minha mãe perdeu a hora e acordou com o peito roxo. Teve que tomar injeção de bezetassil (não sei se é assim que escreve) para o leite secar. Desmamada tão de repente, passei a não aceitar comida alguma nem mamadeira. Um dia eu resolvi comer queijo catupiry, mas como isso não sustenta, minha mãe teve que comprar uma mamadeira cujo bico tinha formato de peito (e que eu só aceitava se estivesse dormindo). Acho que a brusca interrupção da amamentação me fez sentir rejeitada, então acredito que além de doar anticorpos e vitaminas, o leite materno é um elo de amor entre mãe e filho que precisa ser mantido até que o bebê não mais necessite.

No caso do meu sobrinho, o primeiro leite que ele tomou foi o leite em pó. A mãe dele teve uma síndrome pós-parto bem complicada e não podia amamentar pois corria o risco de passar a infecção para ele. Foi meio ruim sabe? O Átila tinha cólicas horríveis, de chorar durante horas. Quando a Suzanne teve alta, ela voltou a amamentar o bebê, só que o leite dela era muito fraco porque ficou em dieta zero na maternidade. O resultado foi que meu sobrinho ficava o dia inteiro com fome "chupetando" o peito dela na esperança de vir algum leite. O pior de tudo, eu acho,  foi a mãe dela ,que contrariando as ordens da médica impediu que ela tomasse as vitaminas dizendo que ía fazer mal ao bebê.

Bom, a minha conclusão nessa história, é que se você tem uma mãe meio maluca, confie no seu médico e tome vitaminas. Evite a qualquer custo o leite em pó antes de 6 meses.

Fim!

Ps: Quer participar dessa Blogagem coletiva? Visite o blog da Luma! É só clicar aqui: Luz de Luma

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Tag Sequestrada.

 Bom, eu estava olhando as atualizações na minha página incial do blogspot quando me deparei com a tag a seguir. Como mal conheço a pessoa que postou, não fui indicada para a tag, então eu a sequestrei kkkk espero que o dono dela me perdoe por este pequeno pecado, mas é que adorei a ideia.
 


Se eu fosse ...

Se eu fosse um mês...  Maio
Se eu fosse um dia da semana... QUINTA-FEIRA
Se eu fosse uma hora do dia... 8 DA MANHà
Se eu fosse uma estação do ano... OUTONO
Se eu fosse um planeta... JÚPITER
Se eu fosse uma direção... NORTE
Se eu fosse um móvel... ESCRIVANINHA
Se eu fosse um pecado... ORGULHO
Se eu fosse um sentido... VISÃO
Se eu fosse uma pedra... JADE
Se eu fosse uma planta... CEREJEIRA
Se eu fosse uma flor... ROSA
Se eu fosse clima... AMENO
Se eu fosse um prato... MACARRÃO GOELA DE PATO RECHEADO DE CATUPIRY (TÔ ME ACHANDO A GOSTOSA NÉ NÃO?)
Se eu fosse um instrumento ...  FLAUTA
Se eu fosse um elemento... FOGO
Se eu fosse uma cor... BRANCO
Se eu fosse um animal... BEM TE VI
Se eu fosse um som... SERIA UM JAZZ
Se eu fosse uma música... UNWRITTEN
Se eu fosse um sentimento... CARINHO
Se eu fosse um lugar... A CASA DA VOVÓ
Se eu fosse um sabor... DOCE DE LEITE
Se eu fosse uma palavra... LIBERDADE
Se eu fosse um objeto... UM LÁPIS
Se eu fosse uma parte do corpo...  EU SERIA UMA MÃO.
Se eu fosse um número... 5
Se eu fosse um símbolo... SERIA UM SIMBOLO DA IGUALDADE.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Marnie

Outro dia eu estava passando os canais, quando um filme me fez estacionar no telecine cult. O nome dele (do filme) era Marnie, e coincidentemente era uma adaptação de um livro que eu havia tentado ler anos atrás mas que abandonei por achar a personagem muito "sequelada" (traduzindo: pirada).

Achei que se assistisse ao filme enfim saberia o fim da história sem ter que me aprofundar demais nos sentimentos doentios da personagem, e assim não me abalaria como na época que tentei ler o livro. Eu estava certa. Dessa vez assisti com a cabeça e não com o coração (na época que tentei ler tinha uns 12 ou 14 anos e era muito espírita, então ao invés de apreciar a obra pela análise psicológica de Marnie fiquei criticando a garota o tempo todo por sua moral "decadente").

Bom, o filme é uma adaptação antiga, possivelmente dos anos 50 do século passado. A interpretação dos atores é fraca, mas a história compensa. Enfim, Marnie é uma ladra que vaga de cidade em cidade roubando as empresas em que trabalha. Ela não suporta o toque de homens, nem mesmo um aperto de mão inofensivo, e tem pavor da cor vermelha. Certo dia ela se emprega numa empresa e se envolve com um psiquiatra. Não sei ao certo se ele é o dono da empresa porque peguei o filme pela metade, mas Marnie confessa que só aceitou beijá-lo porque achou que aguentaria se fosse para obter um álibi para seus roubos. Só que os dois se apaixonam um pelo outro e a coisa se complica. 

A protagonista então resolve fugir com o dinheiro roubado de sua empresa, mas então descobrimos que o psiquiatra sabia quem ela era e que ela havia roubado várias empresas. Ele a encurrala e obriga Marnie a casar com ele. Além disso, se propõe a pagar cada uma das vítimas de sua esposa.

É bonito ver como ele se esforçou para ajudar a moça, e não foi apenas materialmente não, ele tratou de seus distúrbios um a um. É claro que na realidade isso seria mais complicado porque um psiquiatra não deve tratar de alguém com quem tenha envolvimento afetivo, mas pode-se ver que há um método científico em todas as ações do personagem. Ele se mantém calmo mesmo quando Marnie resolve atacá-lo por tentar invadir seus pensamentos.

Não devo dar muitos spoillers mas o final é muito bacana. Não digo surpreendente, porque (ao menos pra mim) as reações de Marnie mostraram desde o início que ela tinha tido algum trauma com o sexo masculino na infância, mas a forma como esse trauma se contruiu é interessante. Dá para entender porque Freud disse que "a culpa é da mãe". Bom, se eu falar mais estraga, fica a dica para vocês. Boa semana!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Um dia de Mãe.

Ontem foi dia dos pais, mas eu passei foi um dia de mãe. Aliais foram uns 5 dias. Não que eu tenha dado presente pra minha mãe ao invés de dar pro meu pai, na verdade, como minha mãe adoeceu acabei tendo que substituí-la.

Cara, foi tenso! O dia de uma mãe começa bem cedinho. Aqui em casa como tenho uma avó doente, quando minha mãe adoeceu, fiquei totalmente responsável pela "véia". Então de manhã eu já acordava dava café da manhã a ela e depois trocava fralda. Ai esse era meu maior desafio! Nunca colocava direito, porque ou esquecia alguma coisa (pomada, remédio ou curativo de escara) ou não conseguia colocar a fralda na vó sem que ficasse torta.

Depois eu tinha que fazer comida para nós e para minha avó. Nunca fui boa na cozinha. Só faço algumas receitinhas fáceis da Sheila e coisas básicas na cozinha. Minha especialidade é "restodonté", que nada mais é que os restos do almoço de ontem misturados no ovo frito. Dessa vez porém, fiz arroz temperadinho, strogonoff (ou algo que parecia com um), sopa, músculo e feijão (esse minha mãe teve que ajudar, mesmo se sentindo muito mal). Deu pra sobreviver.

Mas a vida de uma dona de casa não é só isso né verdade? Varri a sala, guardei os brinquedos do sobrinho, lavei louça, estendi roupa, separei o feijão em potes pra colocar no freezer e quando vi o dia tinha passado. Em recompensa o que ganhei? Meu lençol ficou sujo de cocô do sobrinho, e no final do dia, minha cama estava tão cheia de bagulhos (travesseiros, roupa suja, brinquedos, capa de violão etc) que deu vontade de chorar (meus olhos estavam piscando de sono). Para complicar tudo, minha avó também ficou doente, e como ela não consegue dizer o que está sentindo, ainda tive que exercitar meu sexto sentido pra saber o que ela estava precisando.

No fundo, eu sabia que tudo acabaria assim que minha mãe se sentisse um pouco melhor. O que me espantou porém, é que durante esses 4 dias não consegui pensar em mim mesma e nas minhas necessidades. Eu precisava agir o tempo todo. Como as mães aguentam? Fazem tudo isso, e ainda arranjam tempo pra curar nossas mágoas, ler um livro, ir no cabeleireiro etc. Como fazem tanta coisa com tão pouco apoio dos homens e dos filhos? Eu gostaria de poder dizer que depois dessa vez eu serei menos egoísta com a minha mãe, mas considerando meu momento, provavelmente  vou ser um bocado egoísta para ver se termino a faculdade logo. No entanto, acho que terei mais respeito pelas donas de casa e empregadas domésticas.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Quais são os seus valores?

No século XIX, as pessoas viviam um tempo chamado de "Belle époque", em português seria a época bela. Nesse período havia uma intensa crença na evolução e no progresso humano,pois o mundo vivia uma época acelerada, vertiginosa causada pelas descobertas científicas e o alto desenvolvimento industrial que modificava a cada minuto a vida das pessoas.

Esse sentimento de esperança no progresso continuou mais ou menos até a Primeira Guerra, pois os horrores da Guerra Mundial frustraram as inocentes esperanças  de que no futuro tudo seria cada vez melhor. No entanto, acredito que as pessoas ainda cultuem um ideal de progresso nos dias de hoje. É um sentido diferente, mas progredir ainda é uma meta para a civilização ocidental.

Na minha singela opinião, esse novo valor consiste em acumular riquezas materiais. Os pobres são desprezados, acusados de serem vagabundos, de mamarem nas tetas do governo com as bolsas paternalistas e são tratados muito mal nos sistemas de saúde, educação e transportes. Entretanto, o ideal deles também é ficar rico, não para mudar a situação de sua classe, mas para ficar no topo da hierarquia, e poder dizer que venceu o sistema. Esse mesmo pobre que "subiu na vida" é o que vai destratar a empregada esquecendo o que é passar necessidades.

Além disso, nossas escolhas, principalmente a vocação, devem ser pensadas em função do retorno financeiro, e não dos sonhos que temos. Quantas pessoas não querem fazer História na faculdade, mas optam por direito para fazer concurso público? Há muitos outros casos, principalmente o dos artistas que se negam seu talento natural viram pessoas frustradas, mas se o seguem tem que ralar mais que todo mundo para sobreviver. Tudo isso porque as pessoas estão fascinadas pelo dinheiro, por luxos e supérfluos que não fazem ninguém feliz por mais de 5 minutos. É triste para mim constatar que não conseguir uma montanha de "bufunfa" no banco é o mesmo que ser uma pessoa frustrada. Quer dizer, eu me sentiria feliz só de conseguir ser uma boa historiadora da arte, poder viajar e conhecer um pouco do mundo, ter minha casinha e minha família (e continuar escrevendo também) mas me sinto triste quando vejo as outras pessoas de desprezando e competindo deslealmente para conseguir esse vazio.

Não acho que dinheiro seja uma coisa ruim e nem que pensar em progredir seja ruim, mas acho que devíamos enxergar essas duas coisas de modo diferente. Ao invés de pensar em consumir, devíamos nos preocupar em produzir, mesmo que fosse cultura, pensamento ou sentimentos. O dinheiro devia ser apenas necessidade e não meta. Apenas um instrumento que nos permitisse ter mais autoconhecimento e entendimento do mundo a nossa volta, e o progresso devia ser pessoal. As pessoas deviam pensar mais em melhorar seu espírito, independente de religiões. Aliais, acho que o que ajuda as pessoas a crescerem mesmo é a Filosofia. Sei que muitas pessoas não se identificam com a abstração excessiva dessa área do saber, mas todo mundo devia ter algum contato com ela. É preciso ter algo que nos desafie a sermos melhores, e a Filosofia sempre cava as mais profundas perguntas, que por mais que incomodem, angustiem, trazem um alívio que há muito esperávamos e não sabíamos onde procurar.

Religião é um caminho bacana também, afinal ela ajuda a desenvolver a espiritualidade, mas eu não gosto muito da ideia de adotar uma só. Todas elas possuem pontos cegos e exigem que os fiéis os defendam ao invés de procurar solucioná-los, mas é essencial que as pessoas procurem um sentido para suas vidas além do físico. Só assim, penso eu, seríamos felizes, repletos e verdadeiramente tolerantes uns com os outros. Só assim, desmaterializaríamos a vida e seríamos cidadãos dispostos a construir uma sociedade que funcionasse para todos, sem exclusão e sem preconceitos.


Gente eu acordei 100% idealista hoje. Desculpem a rigidez em alguns pontos da narrativa, mas eu tinha que provocar a reação de vocês. O que vocês pensam? Quais são seus valores? Qual a meta da sua vida?

domingo, 4 de agosto de 2013

Elizabeth Darcy


De Lizzie só esperamos palavras inteligentes,
de que tanto se orgulham essas gentes.
Seja no cotidiano ou nas festas,
Lizzie brilha com a estrela da manhã.
Eu e o resto de suas irmãs,
acompanhamos seu espírito crescer.
E isso é algo que nãopára
E não nos cansa de ver.

Lizzie só nos traz surpresas boas.
Sua alma cativante é deveras necessária,
nessa minha vida precária.
Você é a flor que Darcy teve a sorte de merecer.
Do jardim Bennet não mais florescerá uma igual.
Com certeza você é especial!

Jane,kitty, Lydia e eu somos espécies diferentes,
mas nos sentimos completas porque temos você.
Você é essencial. Se não nos sentiriamos carentes.
De vida e graça.
De espírito e garra.
Minha cara se acabaram as palavras!
E ainda não pude dizer tudo.