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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Post Acumulado: Série Outras meninas cheias de ideias e Dia das Bruxas.

 Recebi da Michele o desafio de falar das minhas cinco bruxas preferidas, no entanto duas delas estavam no meu planejamento para a série "Outras Meninas cheias de ideias", e por isso fiz um Mix das duas coisas para o post de hoje, já que três personagens que eu escolhi para a série são bruxas. Em primeiro lugar vou colocar as bruxas cheias de ideias e depois as que são apenas legais:

Luna Lovegood
Luna é uma bruxinha que estuda em Hogwarts junto com o Harry Potter. A casa dela é a Corvinal, o que mostra que essa menina é muito inteligente, só que Luna tem uma quedinha pela fantasia e muitas vezes acredita em coisas muito fantasiosas e cômicas. Ela tem isso em comum comigo. Fico viajando na maionese e alio inteligencia e imaginação para ter algumas ideias mirabolantes. Quem não se lembra da Luna ajudando o Harry no ultimo filme dizendo que o Horcruxe era a diadema da Rowena e que para encontrá-lo Harry teria que conversar com os mortos? Ela tem um tipo de raciocínio bem incomum na minha opinião....



Hermione Granger
Inteligente e sagaz, Hermione é a bruxa mais inteligente de Hogwarts. Ela poderia ir para a Corvinal, mas o Chapéu seletor decidiu que ela teria uma boa serventia para a grifinória. E não é que ele estava certo? A garota não só acumulou muitos pontos respondendo frenéticamente aos professores, como também auxiliou Harry Potter em várias enrascadas em que ele se meteu. Desde os 11 ela já tinha muitas ideias e sacadas rápidas, como perceber que "Fofo" estava guardando um alçapão, descobrir que o monstro na Camara secreta era um basilisco, que o professor Lupin era um lobisomen e que o único jeito de escapar com vida do Gringotes era pular no cangote do dragão (ao menos no filme).


A Rainha Branca: Mirana
Irmã da rainha vermelha, Mirana é a verdadeira herdeira da coroa do mundo inferior, ou nas palavras de Alice, do "País das Maravilhas". Ela é a irmã boa da história, mas também é maluca e vive inventando poções mágicas com urina de varejeira e dedos amanteigados. Acredita sinceramente que um tipo de tumor cresceu na cabeça de sua irmã mais velha e por isso que ela tem uma cabeçorra daquelas. Eta ideia de girico!  






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4- Bruxa Onilda
Eu fiz uma extensa biografia dessa bruxinha simpática no meu outro blog, mas não podia deixar passar, afinal não teria outra para colocar no lugar. Onilda é protagonista da própria série de livros infantis, mas foi reaproveitada no desenho das trigêmeas que passou por muito tempo no canal Futura. Nessa série, Onilda levava as trigêmeas para o passado ou para dentro dos contos de fadas quando elas faziam algo errado, e as desafiava tentando fazer os personagens fracassarem quando as meninas tentavam ajudá-los. Mozart, Van Gogh e o Capitão Nemo são gratos até hoje aos esforços das trigêmeas contra as dificuldades criadas pela Bruxa onilda.

5-Beladona
 Na verdade, não há uma foto da Beladona nesse livro. A bruxa da capa é a vilã da história. Nesse livro, conta-se a história das bruxas de uma certa cidadezinha que entraram num concurso para casar com o grande bruxo malvado do norte: o nobre Arrimã.  O grande mago queria se casar com a bruxa mais maligna de todo o condado, porém só havia um bando de barangas desajeitadas, como a bruxa do mar viuva de um cirurgião que lhe deu duas pernas de escamas, a bruxa que se transformava em mesa quando ficava nervosa, a perua maligna da capa entre outras feeldades. Somente Beladona era bonita, boa e meiga (era ela quem destranformava a bruxa que virava mesa). Nos seus cabelos cacheados vivia um morceguinho apaixonado por ela que a ajudou a passar no concurso, pois Beladona não conseguia fazer nenhuma magia das trevas. Dando um spoiler, Beladona acaba casando com Arrimã, mesmo quando ele descobre que ela não é má continua hiperapaixonado. Espero mesmo assim que alguém queira ler esse livro. É muito bom!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Série "Outras meninas cheias de ideias": Caty: uma professora muito maluquinha.

Resolvi fazer um post para todas as personagens da Tv e da literatura que se pareciam comigo e agradecer assim, aos seus autores por terem me inspirado a ser quem sou hoje: uma menina cheia de ideias. Quero agradecer em especial à parceira Pandora por ter valorizado essa minha característica e me batizado de "A menina das ideias" porque pude me enxergar de uma outra forma (bem positiva).
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A professora maluquinha.
Caty é uma personagem de Ziraldo que foi adaptada para o cinema por Paola de Oliveira. A história parece se passar lá pelos tempos da segunda guerra mundial numa cidadezinha pequena. 

O menino que narra a história conta como uma professora muito incomum o fez se apaixonar pelo conhecimento. E não foi só a ele que ela conquistou não! Assim que entrou em sala os meninos se apaixonaram por ela e as garotas quiseram ser como Caty, mas depois do impacto inicial, tudo ficou muito melhor.

A nova professora levou as crianças para o cinema, inventou a maquina de leitura, ensinou músicas que ajudavam a gravar a tabuada, levou os meninos e meninas para o campo na hora de estudar geografia, distribuiu presentes para quem estava atento e muito mais. Porém, o maior triunfo da professora foi quando as crianças ficaram fascinadas pela história de Cleopátra e pediram para elas lhes dar mais informações sobre o Egito.

O problema é que (muitas vezes) as pessoas que nascem com uma luz muito forte ofuscam os outros e atraem a inveja. A diretora da escola e as outras professoras ficavam abismadas como a sala da Caty ficava silenciosa durante as aulas e por seus alunos ficarem mais interessados em aprender do os estudantes do resto da escola. Eu mesma fiquei pasma quando uma delas entrou na sala de Caty e disse: "vamos parar com essa felicidade!". Fiquei aqui pensando (depois dessa pérola) que realmente muitas escolas são feitas para inibir a criatividade do aluno e transformá-lo num saco de onde deve-se depositar o conhecimento. É quase como se não tratassem as crianças como pessoas em formação. É quase como se ser feliz na escola fosse um problema.

Caty me inspirou muito. Se um dia eu virar mesmo uma professora, queria ser como ela: uma pessoa que inspira o amor pelo conhecimento. Ela valorizava os alunos pelo que eles eram e no fim até deu medalha de ouro pra cada um. Ri muito om o primeiro lugar em simpatia e cuspe a distância. Acho que vou comprar os quadrinhos qualquer dia desses!
Entrevista com a Paloma de Oliveira.


PS:
Se quiser saber mais da personagem aqui vai o site do filme: http://www.professoramaluquinha.com.br/

Alê Lemos

domingo, 20 de outubro de 2013

Harry Potter, Brecht e Jesus.

O Título desse post é bem apelativo, mas são reflexões que fazem sentido na minha opinião (é claro). Vou começar contando como tive essas ideias e espero que me perdoem pelo suspense:

Um outro dia meus pais e meu sobrinho estavam assistindo ao Harry Potter e a Câmara Secreta na tv. Não tendo mais o que fazer sentei-me ao lado deles e assisti até o fim.

Depois veio um outro filme, mas não era a sequencia de A Câmara Secreta, era um dos ultimos, e assisti também até o fim.  Durante o resto da semana fiquei vendo os filmes restantes, e só ontem é que cheguei ao fim da saga.

Bertold Brecht
Acontece que quando Harry decidiu se entregar ao Voldemort eu percebi uma coisa e lembrei de outra. Como estou estudando História do Teatro, na faculdade, não deu para não lembrar da Peça de Brecht onde o menino que busca remédios para sua mãe é jogado no precipício. Este dramaturgo costumava criticar o teatro que transmite valores nobres como o auto sacrifício, e nesta peça ele nos apresenta duas versões desta mesma história do menino. A primeira como vocês já viram, ele se deixa jogar no precipício para que o grupo que está com ele não precise voltar à cidade para deixá-lo em segurança. Na segunda, o menino argumenta com seus colegas e todos passam a achar  que o Velho Costume é na verdade uma baita violência desnecessária. Eu quando ouvi essa peça pela primeira vez também achei super desnecessário, mas percebi que nos personagens os valores de honra e dever eram muito fortes, e isso não os deixava questionar o costume. O mesmo acontece com Harry Potter, quando ele descobre que precisa morrer para destruir a horcrux. Quem leu o livro conseguiu acompanhar a tristeza e o conflito interno dele por ter que deixar seus amigos e família (os weasley na minha opinião exerceram essa função), mas mesmo assim ele escolhe o bem maior e os valores nobres e se entrega ao Voldemort para morrer.

É claro que JK não o matou de verdade, pois Harry teve a opção de continuar vivendo, caso quisesse, mas ainda percebo isso no livro: forte transmissão de valores. De fato, nem sempre é ruim, pois quando ela tratou de preconceito contra os nascidos trouxas, provavelmente causou impacto e reflexão na vida de muita gente, mas será que causou alguma alguma reflexão sobre o ato de Harry? Ou os leitores apenas assimilaram esse gesto?

Outra coisa que me chamou atenção foi o seguinte: Harry Potter, assim como o Cristo veio para ser um salvador, e essa função foi construída da mesma forma. Vou explicar melhor: Quando estudei Jesus na faculdade, descobri que o argumento mais forte para que o seguidores de Jesus achassem que ele era o messias era a questão da linhagem, afinal o "Deus menino" descendia nada menos que de todos os profetas e reis sábios da história judaica. Isso dá um peso imenso para o povo hebreu, pois como ignorar um descendente da casa de Davi? Com Harry a coisa é parecida. O pai de Harry pode ser apontado como um ancestral de peso, afinal ele e Lilian enfrentaram Voldemort e saíram vivos 3 vezes, mas o mais importante é que descobre-se no fim que Harry era o descendente do irmão Paravell mais sábio: aquele que não tinha humilhado a morte e nem pedido um presente muito ambicioso. Por mais que conheçamos poucos homens e mulheres importantes na linhagem de Harry, sabemos que todos eram "sangues puros", o que tinha um grande peso para a sociedade.

Harry Potter: o Eleito. 
Podemos citar também outras semelhanças: Harry foi anunciado por profecia, teve um inimigo que queria matá-lo ainda criança (quem não se lembra de Herodes e o massacre dos pequeninos? De certa forma, Jesus também foi um menino que sobreviveu) e também se sacrificou pela humanidade. Não creio que Rowling tenha querido reproduzir a história do Cristo, porque Harry não tem nada de santo em sua personalidade, mas percebo que a moral cristã está tão enraizada no imaginário coletivo que ainda se mantém como referência, mesmo que de modo intuitivo. Pensando bem, Harry até ressuscitou né? Caraca....

Eu queria que desse tempo para falar de Neville Longbottom, tenho uma teoria sobre ele também kkkkk. Apesar de que não é muito original, esse já vem sendo debatido por algum tempo. Quer dizer, não sei se o que escrevi neste post é inédito, mas ao menos não ouvi nada por aí sobre o assunto. Já quanto ao Neville ouvi sim. Bom, mas já é hora de terminar. Um abraço!

Alê lemos

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Série Sonhos Estranhos:001 Choro no Cemitério.

Estava tudo escuro. Um homem à minha frente, se despedia da ex mulher em frente ao túmulo dela. Não sei como a moça havia morrido, só sei que eu via seu espírito entre as folhas secas do cemitério. Ela chorava alto me dando nervoso e pena ao mesmo tempo.

Aos poucos o homem veio à luz e eu soube que ele era meu namorado (não tenho certeza se estava noiva do cara ou não), e quando ele foi embora fiquei na dúvida se estava fazendo o certo em ficar com ele, afinal aquele espírito sofria tanto né?

Infelizmente, após meus devaneios, resolvi tranquilizar a fantasminha (será que era a Murta que Geme?) que gemia de frustração e tristeza, mas a chatonilda resolveu implicar comigo e lambeu meu pescoço. Nem preciso dizer o nervoso que isso me deu né? Gelou minha espinha toda e acabei acordando, depois de dar um belo esporro na defunta.

Acho que apesar da bizarrice isso até que dava um romance de banca né?

Alê Lemos.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Não faça assim Globo!

Hoje, assim que acordei, liguei na Globo News para ver notícias sobre o protesto de ontem no centro do Rio. Minha amiga Glaucia tinha ido e me contou que a passeata foi linda, ao menos até a hora que ela saiu de lá. Então liguei a tv para ver se mais uma vez houve quebra quebra.


Não me entendam mal, não sou a favor de quebrar prédios públicos- meu coração ficou pequenininho quando vi essa igreja linda depredada, na ultima quarta feira- mas sou contra o modo como a rede globo vem falando desses manifestantes mais violentos.


No início dos protestos aqui no RJ, os manifestantes mascarados ou infiltrados (até hoje não sei como classificá-los) do nada transformavam o movimento em quebra quebra, mas o que tenho ouvido agora é que eles tem esperado as pessoas que querem manifestar pacificamente irem embora para começar o protesto deles. Todo mundo que conheço que tem ido me fala isso: "Aleska, o macete é sair da passeata no máximo entre 19:30 e 20 horas, depois disso rola quebra-quebra". Não sei se é ilusão minha, mas ter uma hora marcada para a confusão me parece uma forma de respeito com a maioria dos protestantes que defendem o pacifismo. A opção pela ação violenta não deve realmente ser imposta, pois nem todos concordam que a violência seja uma ferramenta útil de transformação.

Outra curiosidade que ouvi num debate aberto ao público em minha faculdade- ah sim essas manifestações tem sido um momento muito lindo, pois a UFRJ tem organizado a população para discutir a pauta das manifestações. Finalmente o saber acadêmico daqui tem chegado à vida cotidiana e feito a diferença- é que o pessoal que faz esse tipo de protesto violento vem da zona oeste e do complexo da Maré. Não sei se o noticiário de outros estados veiculou isso, mas a moça que contou no debate sobre os mascarados da zona oeste, era moradora do complexo da Maré e nos contou do extermínio que vem acontecendo por lá. Se isso for verdade, acho hipocrisia da polícia pedir que eles tirem as mascaras, pois é assim que eles entram nas favelas. Não acredito que todos os manifestantes violentos tenham essa origem, pois meu irmão que é rato de passeata (ele ia em passeatas e protestos contra a Supervia* e a Veja muito antes que o "gigante adormecido" acordasse) já tinha me avisado que manifestantes de bandeiras pretas eram anarquistas, e esses também estão batendo o cartão nas manifestações (segundo ouvi dizer).

Deixando essa discussão de lado e voltando para o programa da Globo News que assisti hoje cedo, o que me chocou foi que antes do telejornal veio um programa sobre pixação. Nele a gente entendia a mensagem de que pixe e grafite são tipos de arte, mas quando voltou o noticiário, os apresentadores repudiaram as inscrições de protesto na fachada da ALERJ. Antes pixações que depredação, na minha opinião, e além do mais esse tipo de protesto é a História se fazendo. Até hoje no meu prédio da faculdade, que é patrimônio histórico tombado pelo IPHAN possui pixações de protesto contra a ditadura, dentro do prédio e fora também! Vejam:

Fiquei triste em saber que estão apagando as inscrições da Alerj, devia ter tirado foto na outra semana para postar aqui. Felizmente é muito provável que pixem de novo, mas o ato de apagar mostra que as pessoas não vem essa forma de expressão como parte de sua identidade nacional. Não sentem orgulho dos heróis que foram presos (não estou falando só do batman das passeatas [risos]) por essa causa justa.

Enfim, foi só um desabafo e uma tentativa de informar as pessoas de outros lugares que não sabem o que está acontecendo por aqui. Ouvi dizer que os protestos diminuíram pelo resto do país, mas vejam meus amigos, aproveitem o momento para endossar a causa também, pois estamos lutando pela educação, e essa sempre foi uma ferida aberta na História do país inteiro.

Agradecidamente,
Alê Lemos.



*Supervia é a empresa de transporte ferroviario do RJ, que há alguns anos deu de chicote nos passageiros para fechar as portas dos trens. Todo mundo sabe como é entrar num trem as 5 da tarde né? É um baita tumulto, e aqui na minha cidade, os agentes do metrô e do trem nunca mandam ninguém sair para fechar as portas, eles simplesmente amassam os cidadãos para fechar as portas.

PS: Esqueci de dizer, mas a Zona Oeste tem histórico de ação miliciana. O meu bairro mesmo teve por muito tempo a presença da Milicia a que chamávamos de "mineira". Para quem mora no asfalto era ótimo, mas quem morava lá em cima era o terror. Quando a empregada do meu avô roubou a comida dele, a mineira se ofereceu para cortar fora a mão dela.

Por ultimo um link de apoio: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/hoje-e-um-dia-diferente

sábado, 12 de outubro de 2013

Dia da Criança, último post da série "Epoca das crianças"

Bom, o mais esperto seria postar no inicio do dia, mas eu queria escrever sobre como foi o dia de hoje, logo o mais tarde que eu pudesse postar seria melhor.

Bom, eu até ganhei presentes de dia das crianças, como essa boneca aqui da princesa Aurora:



Mas o astro do dia foi meu sobrinho. Dei a ele um pião do Patati que toca a música da Coisa  que ele adorou. Meus pais só puderam apresentar seus presentes depois que o pião sumiu em baixo do sofá. Fomos também no shopping assistir a um teatrinho, mas o pequeno não deu a menor bola. Só se divertiu mesmo quando passeando pelas lojas deu de cara com um min parque infantil. Lá ele brincou na piscina de bolas, nos carrinhos e nos videogames (com auxílio do pai é claro).

Na volta pra casa ele brincou mais um pouco com os novos e velhos presentes e assistiu Harry potter e a Câmara Secreta comigo. O problema foi que ele teve medo na hora que apareceram as aranhas gigantes e saiu correndo para ficar com o pai. Eu, porém, fiquei assistindo para relembrar os velhos tempos.

Assisti Harry potter pela primeira vez aos 12 anos. Eu tinha um pouco de preconceito com a série, mas quando assisti ao filme (por falta de opção na locadora) me apaixonei. Hoje assistir a esse filme foi um tanto diferente. Continuo gostando, mas minha vida não depende mais da quantidade de vezes que revejo (ser fanático e o ó).  As pessoas mudam tanto não é? Pensando na minha relação com Harry Potter e com alguns fatos desse filme (principalmente por causa da parte que mostra o Snape criança e depois adulto) chego a conclusão de que mudei muito, sem perceber, e as dúvidas que ficam são : mudei exatamente em que aspecto? Será que mudei para melhor?

 Pensando bem, essas perguntas me fazem achar que ser adulto é se conformar em não ter as respostas que precisa toda vez que fizer perguntas. 'Adultecer' é saber viver na incerteza, e mesmo assim ficar bem. É contemplar o infinito e ter a certeza de que é uma importante micropartícula dele. Filosofei muito né? Enfim, não fumei nada não hein? Agora eu me vou. Beijos e Parabéns para todas crianças pequenas e crianças interiores que não puderam sair para brincar, mas aproveitaram o dia de outro jeito(através de filhos, afilhados e o resto da parentada).

E você como passou o dia das crianças?


Quem já está participando:

Postagem número 1:
Pandora
Milene
Tina
Rosélia
Ana paula
Michele
Christian V Louis
Silvana
Alê Lemos

Postagem número 2:
Alê Lemos
Rosélia
Milene galvão
Tina
Postagem número 3:
Tina
Silvana
Alê Lemos
Milene Galvão
Rosélia

Postagem4:
Silvana
Alê Lemos

Milene Galvão 
Orvalho do céu

Postagem 5:
Rosélia
Silvana 
Michele
Alê Lemos

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Quinta postagem da série "Época das Crianças": Programas de tv.

Bom, para homenagear a criançada e lembrar de verdade da nossa infância, não dava para deixar de falar da TV né? A geração coca-cola e a geração Y conheceram intimamente os prazeres da "telinha", e eu como parte da segunda não podia deixar de citar alguns filmes e desenhos que eu adorava:

1- Fantástico Mundo de Bob.

Era um desenho muito divertido porque Bob entendia tudo ao pé da letra e tinha uma família muito engraçada. Meu favorito era o Tio dele que embarcava nas viagens do menino, e odiava os irmãos mais velhos que caçoavam do Bob. Acho que eu era bem parecida (e ainda sou né?) com ele por causa de suas ideias malucas, mas confesso que achei burrice o episódio em que Bob imagina a mãe com duas bocas porque ela disse : "terei mais uma boca para alimentar" .  Acho porém que eu é que recebi a informação de onde vinham os bebês cedo demais, e por isso sabia o que significava aquele barrigão da dona Martha.

2-Curtindo a vida a doidado.

Esse era meu filme favorito da sessão da tarde. Ferris Buller era um garoto popular- não porque fosse o fortão do time de futebol, mas porque falava com todo mundo, inclusive com os nerds- em sua escola e que era amado por todos, exceto o diretor. Ele tinha o maior número de faltas entre os alunos, mas desde os anos oitenta já sabia invadir os computadores da escola e alterar os seus dados de presença. Ferris tinha um amigo hipocondríaco e uma namorada bonitona e juntos os três roubam o cadilac do pai do amigo e dirigem pela cidade fazendo um monte de besteiras, inclusive invadir um desfile para cantar "twist and shout".

3-Corrida maluca.

Esse desenho é da época de meus pais, mas eu adorava ver no SBT. Torcia sempre para a Penélope Charmosa, porque era a única menina e eu achava justo que ela ganhasse mais vezes, mas por algum motivo (acho q machista) ela nunca ganhou mais que uma ou duas vezes. Eu adorava o Mutley e sua risadinha debochada quando o DIck Vigarista se ferrava. Eu gostava do carro da gangue, dos caras da idade da pedra e do cientista maluco. O mais engraçado é que até hoje vemos a figura da penélope na estampa de cadernos e blusas, mas ninguém usa nada do resto dos competidores. Por que será?

4-Poderoso Joe.
Este filme fala da relação de uma menina com um gorila mutante que atinge mais de 5 metros de altura. Acho que se passa na Ásia, mas não tenho certeza (sempre achei que gorilas fossem africanos). A menina era filha de uma bióloga que morre ao tentar salvar uma família de gorilas de um grupo de caçadores. A menina e o gorila Joe crescem como irmãos, um protegendo o outro, e por causa dessa relação que ambos vão para os Estados Unidos em busca de proteção num zoológico (a menina vira a treinadora do Joe), mas algo acaba muito errado e ambos entram em perigo.

5-Pernalonga.
Dentre todos os desenhos clássicos, Pernalonga era meu favorito. Adorava aquele coelho esperto, e um tanto cruel às vezes, que vencia todos os vilões com seu intelecto  e deboche hiper criativos. Tive uma camisa dele que eu adorava usar, mas minha mãe passou a implicar com ela porque eu não deixava de usar, mesmo que estivesse velha e desbotada. Nem precisa falar que eu adorava Space jam só por causa dele né?


6-Cavaleiros do Zodíaco.

"é nas constelações que a luta vai começar"

Esses são da extinta rede Manchete, e contavam a história da deusa Atena e seus cavaleiros conectados a constelações. Das estrelas eles tiravam a força necessária para proteger a deusa e vencer as guerras contra outros deuses do panteão grego. Depois de conhecer esse anime, meu sonho era ser a deusa Atena, por mais que eu não soubesse direito o que ser um deus significava. Meus personagens favoritos eram a Saori, o Shiryu, Aiolos (cavaleiro do meu signo), Aiolia (cavaleiro de leão que astrologicamente é amigo de sagitário) e mestre ancião. Eu odiava o Seiya porque ele era um chato pentelho, apesar de ser o principal, aliais ele virou referência de protagonista chato na web.

Daria para falar de muitos outros também, como Sailor Moon, Tom e Jerry, Chaves e Chapolin, Beatlle Juice (um fantasma nojento de um filme, mas que depois ganhou desenho animado próprio), as princesas Disney (que acho que merecem um post próprio), A princesinha(filme) e o Jardim secreto, assim como page master, karatê kid e esqueceram de mim. Só que esse post já está gigante e eu preciso começar a estudar para a prova! Ai, ai,ai tomara que eu me dê bem.Um Biejos a todos e muito obrigada por comentarem e/ou participarem. Essa semana foi cheia de imprevistos, bons e ruins, que pretendo contar aqui depois, e que me exigiram atenção durante os dias inteirinhos, e por isso eu me desculpo com quem não foi visitado ainda, mas amanhã eu prometo que coloco as coisas em dia. Um grande beiojo(beijo de miojo?) da Alê.

PS: O que você assistia quando pequeno?

domingo, 6 de outubro de 2013

Quarta postagem da série "época das crianças": Inocência.


Nessa era da informação, cada vez mais cedo vemos a inocência se perder.  Há quem tenha prazer em destruir as ilusões de mundo das crianças e torná-las adultas mais cedo, mas me pergunto: para que? Na vida adulta, temos mais liberdade de fazermos o que quisermos, mas recebemos tantas obrigações da sociedade que essa liberdade passa a ser questionável.

Quando crianças não podemos sair sozinhas à noite nem comprar nada que nos interessa sem a companhia ou ajuda dos pais, mas podemos fazer besteira à vontade sem sermos censurados. É claro que os pais dão uma ou outra bronca para nos educar e nos dizem o que não podemos fazer, mas não nos impedem de correr, pular estourar bolhas de sabão ou brincar. Ás vezes até mesmo nos desculpam a indiscrição e os "pitis" pois ainda não sabemos o que estamos fazendo. Quando viramos adultos, não podemos agir com ingenuidade cada ato deve ser bem pensado e cada palavra deve ser bem dita, para que não haja super interpretações alheias e para que não agridamos as regras sociais à toa. Isso tudo me parece muito sufocante.

No entanto, como adultos temos o poder de nos reinventar e de recriar as regras e convenções. Então por que não defender a inocência?Acho que   devíamos lembrar mais de como é na infância e batalhar para que a vida não fosse tão sofrida para as próximas gerações. E a primeira coisa a se fazer seria não destruir as coisas boas que as crianças trazem com elas, como o amor incondicional, a alegria de aprender e descobrir como o mundo funciona, a sinceridade e a meiguice. Nem estou falando de ajudar crianças na África ou na Ásia que passam necessidades, mas penso nos nossos filhos que vão para uma escola que ao invés de estimular a curiosidade e a vontade de aprender, transformam os estudantes em "alunos", ou seja, seres sem luz, passivos e despreparados para conviver em sociedade. Penso também na desigualdade social, filha do ideal de felicidade ligada ao consumo irrefreável e no despreparo psicológico de alguns pais que só maltratam as crianças, por causa de seu egoísmo.

Também não estou fazendo propaganda de criança esperança, ou de algum projeto de caridade, até porque não acredito nisso. Já ouvi falar que a Globo só repassa 10% dos lucros do Criança Esperança para os projetos sociais, não sei se é verdade, mas se for, a verdadeira mudança tem que partir dos indivíduos. O dinheiro que você poderia doar serve para ajudar alguém que está precisando e que está bem perto de você. O mais importante, porém, é que precisamos repensar nossos valores e devemos influenciar aos outros a mudar , mesmo que seja apenas através do nosso exemplo.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Terceiro post da série "época das crianças": Brincadeira de Criança

"Brincadeira de Criança, como é bom, com é bom!" Molejão.

Ok a citação foi péssima, mas não deu para evitar. Afinal é para isso que estamos aqui não é verdade?

Bom, hoje venho contar a vocês sobre uma brincadeira que eu fazia com meu irmão. Não é uma coisa típica da infância como polícia e ladrão ou pique-pega, mas dá muita saudade.Vou registrar o que lembro dela pois já havia quase esquecido, e adoraria compartilhar com vocês e com meus descendentes (quando eles vierem).

Bom, quando eu era um tico de gente, morava num lugar onde só tinha uma coleguinha, que infelizmente ficava 33 dias de castigo. Quando eu estava em casa tinha o meu irmão para brincar comigo, e ele era sempre muito receptivo para isso, diferente da maioria dos irmãos mais velhos. Eu só não me dava bem em brincar com muitos garotos ao mesmo tempo. Nunca gostei de me enturmar com os meninos para jogar futebol ou qualquer outra brincadeira mais violenta. Preferia ficar em casa com meu "bro" porque eu podia pegar minhas bonecas  juntar com os brinquedos deles e ora fazíamos um campeonato de luta livre  meio "meninas contra meninos"(barbies versus jaspion)  ou brincávamos de "TV Bebezinho".

"Tv Bebezinho" era um programa de TV tipo Domingo Legal ou Domingão do Faustão, na nossa imaginação, é claro. Tinha vários quadros, como o de culinária, o de humor (onde imitávamos a praça é nossa), o Você sabia? (onde o coelho sabe-tudo dava suas dicas inteligentes) e um programa de auditório. Os apresentadores eram "Pedro Henrique" (o boneco que ganhei de Natal que fazia xixi quando bebia água), "Sabe- Tudo o coelho", minha barbie preferida  chamada "Saori"(acredita que eu gostava dessa boneca só porque os pés dela eram retos?), minha boneca de pano Yorozel e o boneco paraguaio do meu irmão chamado Yorozú.

Sempre inventávamos várias estórias para os programas, mas o melhor dessa brincadeira era o telespectador burro que ligava para dizer que as receitas culinárias estavam erradas, pois a cozinha dele explodiu.  Na verdade, ele sempre errava a receita porque fazia exatamente o que o chef do programa implorou para ninguém fazer. Ficávamos um tempão criando os diálogos do chato burrão com o apresentador da TV Bebezinho até que resolvemos desligar o"telefone" invisível ou de brinquedo. Mas o personagem implicante sempre voltava a ligar, às vezes na mesma "edição" do programa.

Era legal porque sentávamos todos os brinquedos na cama e improvisávamos cenários e falas. Na época de carnaval improvisávamos desfiles de escolas de samba com os brinquedos e fazíamos a cobertura da TV bebezinho. Lembrando agora de um detalhe, vejo com as crianças são expertas.Acho que já sabíamos que os desfiles de carnaval eram marmelada, pois quem sempre vencia (na nossa brincadeira)era o Acadêmicos do Salgueiro.
 E vocês? De que brincavam na infância?

PS: Oi Amigos! Vim avisar que criei uma aba/página no topo do blog e lá é que vão ficar os links dos participantes até o dia 12 de outubro, quando vou copiar a lista para o ultimo post dessa série. Confiram o trabalho dos seus amigos lá em cima. Beijos!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Série A época das crianças. Post numero 2- Conto

Estudiosos das ciências humanas discutem se o homem tem ou não a sede do conhecimento. Há quem diga que só procuramos conhecer quando uma força estranha (Deus?) nos impele numa direção, mas eu me pergunto: será que essa pessoa se lembra da própria infância?
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Ana Lisa nasceu no final do ano de 1991. No início ela via as coisas  mas não sabia o que eram. Tudo acontecia a sua volta e nada fazia sentido. Eram seres enormes que faziam som engraçadinhos e falavam lentamente.  Aos poucos   a primeira coisa que ela passou a entender  foi o que era a criatura enorme que se dizia sua "mamãe" e lhe cuidava com tanto carinho. O motivo da descoberta, era que "mamãe" tinha a função de acabar com a sensação ruim na barriga de Ana lisa a cada 3 horas.

Um dia ao provar o leitinho decidiu:

"As coisas fazem mais sentido depois que eu coloco na boca"

Foi um inferno para "mamãe" e "papai", que tiveram que tirar muita coisa imprópria de sua boca, mas Aninha agora já estava entendendo melhor o seu mundo.

Quando ficou mais velhinha e aprendeu a falar e a andar, começou a imitar os adultos e as outras crianças para ver no que ía dar. Descobriu o riso, a dor, o frio, o calor, os números, as letras e mil perguntas vieram em sua cabeça:

"-Mamãe? O ovo de uma avestruz é maior que o de uma águia?"
"Porque já sou grandinha demais para fazer xixi na cama, mas sou pequena demais para subir na árvore?"
"Papai, você não faz xixi sentado?"
"Como será que Deus se parece?"
"Onde fica os Estados Unidos?"
"Quem foi Airton Senna?"

Na escola, os professores lhe contavam sobre um mundo que ela desconhecia, mas que diziam ser o seu. Havia aulas que detestava, mas as outras lhe instigavam a procurar saber mais. No início, seus pais eram os alvos das enxurradas de questões, mas Ana Lisa descobriu o dicionário e a enciclopédia. Anos mais tarde veio a internet e o google passou a ser seu melhor amigo, junto com os livros que tanto adorava. 

Procurou entender de política, religião, arte, cultura, arqueologia e tudo o mais que pudesse acessar. Quando achou que estivesse cansada de aprender e tentar compreender, descobriu que ela mesma era objeto de conhecimento, e partiu na  jornada de desbravamento da própria alma. Virou poetisa.




PS: Amigos me desculpem se por acaso ainda não fui no blog de todos. Estou com um pouco de enxaqueca, e como o computador piora a dor estou economizando os neurônios para os textos da faculdade. Mas por favor, se eu negligenciei alguém me cobrem a visita! Não é preguiça não hein? beijos a todos!

PS2: Se quiserem saber do que se trata para participar também, leia: Proposta