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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O melhor presente de Natal. BC da Rosélia.

Peço perdão pelo atraso desta postagem. Eu gostaria de ter publicado no dia 12 quando a Rosélia marcou a Blogagem, mas acontece que esse era o dia do meu aniversário e eu passei o dia fora. Nos dias seguintes, por mais estranho que pareça, continuei comemorando meus 25 aninhos. Não consegui reunir todas as pessoas que convidei num lugar só então acabei saindo com grupos diferentes a semana toda (estou me sentido de ressaca, apesar de não ver graça em bebida), o que lembra muito um casamento indiano [risos], só que o meu só durou uns 10 dias.

Daenerys que a Pandora me deu.
Além disso, dessa comemoração prolongada [infinita seria melhor...]  ganhei um monte de presentes : Um celular boladão, uma caixa de bombons,três livros, uma boneca Daenerys (de Game of Thrones), um batom fofo,um punhado de moedas brilhantes, uma entrada de cinema e dois vestidos. Eu não esperava ganhar nada dessa vez porque passei o ano meio reclusa estudando para escrever a monografia e depois para o projeto de mestrado (que não deu certo) e não saí muito, mas acabei me surpreendendo com o carinho das pessoas a pesar da minha negligência [shame on me].

Sabe, a maioria das pessoas que fazem aniversário em dezembro reclamam de só ganharem um presente por causa do Natal, mas o meu caso sempre é diferente: ganho presente o mês todo. A única diferença é que normalmente os presentes vem da família, esse ano não, vieram de todos os lados, inclusive de Pernambuco [risos-pois é rio de tudo] e me fizeram sentir muito amada, não por ser dona de tudo isso, mas de saber que tanta gente quis demonstrar através deles, que se importam comigo. Sinto-me  com mais energia e disposta a enfrentar mais um ano, seja lá o que tiver pela frente para mim dessa vez....

Enfim, o melhor presente até hoje que ganhei de "Natalniversário" foi o carinho de todos e o aprendizado de que nem sempre é bom  juntar suas forças em prol de um único objetivo a ponto de não conseguir fazer qualquer outra coisa da sua vida. Sinto como se eu tivesse deixado de viver coisas boas e mesmo assim tivesse envelhecido uns 100 anos. Negligenciar meu corpo e meus sentimentos só criou sintomas psicossomáticos e eu me ferrei, então vou tentar aproveitar  mais o lado menos sério da vida. Um grande beijo a todos!

Alê Lemos.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Missão dezembro, ou todos os livros que quero ler.




Comecei o mês de dezembro querendo distrair minha cabeça. Estava me preparando para jogar as preocupações para o fundo da cabeça e viajar na maionese com romances água com açúcar. Juntou isso com a compulsão por livros e com o amigo oculto do blog "O que tem na nossa estante" e ganhei todos esses livros da foto. 

Missão dezembro
Até agora já li os três da" Saga Encantadas" ("Veneno", "Feitiço" e "Poder"), o "Deusa da Luz" e "Adormecida".  O tema de Contos de fadas tem bombado no momento, com séries baseadas neles como "Grimm", "Once Upon a time" e "Beauty and the Beast" e alguns filmes também como:  "Malévola" -que foi o melhor deles até agora-, mas tem também "Branca de Neve e o Caçador" , "Espelho, espelho meu", "A Bela e a fera" (um filme cuja produção francesa é bem mais fiel ao conto de madame D'Aulnoy) e deve estrear ano que vem "Cinderella" e "Caminhos da floresta". 

A literatura não ficou de fora dessa moda. Como podem ver na minha lista de dezembro tem 4 livros sobre o assunto. Gostei muito do romance futurista "Adormecida"  que dá uma pela lição sobre passividade e redime a Bela Adormecida medieval. O engraçado é que esse futuro interplanetário tem alguns problemas bem medievais, principalmente pelos surtos de peste."Encantadas" já não me conquistou muito. Como eu disse, queria umas leituras para me distrair, viajar e essa saga traz todos os problemas femininos atuais: sexualidade feminina, príncipe encantado como uma ideia machista, homossexualidade feminina e até masturbação. A feminista interior dá nota 10, mas a poetisa foi mais exigente e deu 6. Além disso, é uma série encomendada para aproveitar essa "nova" febre mundial e segue o modelo narrativo da série "Once upon a time" com histórias interligadas e personagens que muitas vezes assumem mais de uma função na história ( nota-se a semelhança com a série de tv quando Pinborough usa Rumplestilkin interligando Bela Adormecida com Rapunzel. Em "OUAT" o mesmo personagem interliga Branca de Neve, Peter Pan, Cinderela e Bela e a Fera principalmente, porque na verdade, todos os caminhos levam a Rumplestilskin).

A Deusa da Lenda foi uma grande frustração. Paguei caro por ele e o enredo foi fraco, a personagem  principal inconsistente e final previsível. A única coisa boa era a descrição do rei Arthur (é de dar vontade de cantar:"lindo, tesão, bonito e gostosão!"), mas mesmo ele ficou parecendo um bobão porque ficava em função da heroína Isabel (descrita como quarentona, mas que parecia uma adolescente). O importante porém, é que tenho mais livros para ler. Ontem comecei a série "Halo", e por mais que seja previsível também, espero que seja uma série melhor construída.

Estou reservando os três livros da série "como treinar seu dragão" para o final do mês porque descobri que tem outros livros antes desses que não li ainda, mas para mim representam a cereja do bolo. O único problema é que essa minha lista está crescendo muito rápido. Hoje já chegou o livro que ganhei numa aposta da Pandora na época da Copa (apostei que a Alemanha venceria a Argentina XD) e já fiquei com muita vontade de ler "O retrato de Dorian Gray". Esse é um livro que eu já tinha, mas fui seduzida pelas primeiras páginas outro dia e só não terminei de ler antes porque estava estudando a beça.

Ainda não sei o que vou fazer nesse mês de natal aqui na Menina das Ideias.. quer dizer, vou participar de uma BC da amiga Rosélia sobre "presente de natal", mas não tinha pensado em algo legal para o mês todo, afinal estou voltando aqui de uma forma bem desacelerada aqui no blog. Acho que devo voltar pra falar do resto dos livros desse mês, que tal?

Bom, enquanto isso desejo a todos muita felicidade durante esse mês abençoado.
Grande abraço, Alê Lemos.

domingo, 7 de dezembro de 2014

300 livros.



Depois de tantas imagens comemorativas, acho que você só entendeu que estou feliz não é mesmo? Bom, e não é para menos. Hoje as 20 horas mais ou menos, terminei de ler o 300º livro da minha vida! Bom, pelo menos é o trecentésimo desde que comecei a contar. Não dava para lembrar de todos aqueles livros infantis da época da escola e dos que herdei do meu irmão, então exceto aqueles que consegui puxar de memória muitos foram esquecidos, mas não importa, li mais 300 depois de qualquer forma (autora dando de ombros).

Falando nisso, deixa eu explicar porque eu parei para registrar esses livros. Ter uma lista como esta parece pura ostentação, pensando bem,-mais ostentação é escrever um post sobre isso dona Alê!- mas foi uma coisa quase natural sabe? Tudo começou quando um professor de história me disse que já tinha lido 500 livros na vida dele. Aparentemente ele não tinha 30 anos ainda e isso me deixou curiosa: "será mesmo que alguém consegue ler tudo isso em vida?" e imediatamente comecei a contar quantos já tinha lido, anotando num caderninho todos os títulos que conseguia lembrar. Para minha decepção, só consegui juntar 80. Isso foi em 2005 e só 9 anos depois é que consegui chegar na terceira centena. Bom, imagino que daqui a uns 5 anos eu consiga chegar na minha meta, mas acho que hoje já me provei que é possível sim ler tudo isso.

Tenho o hábito de ler desde meus 11 anos, em parte devo agradecer por isto a rede globo e o resto da tv aberta que só passavam programas que não me interessavam e ao fato de não poder pagar uma tv por assinatura- momento "não teria conseguido se não fossem vocês pessoal!"-, mas na verdade me sinto grata mesmo à biblioteca da minha escola que forneceu conteúdo alternativo de entretenimento para mim.

Enfim, acredito que todos esses livros mudaram minha vida sabe? Alguns atrapalharam para burro (principalmente os de autoajuda) outros inspiraram e me ensinaram a pensar por mim mesma (os da faculdade) e outros foram grandes amigos, pois estiveram mais presentes nas horas de necessidade que pessoas de verdade e tenho muito carinho por eles. Ah! eu já ía esquecendo de dizer, o ultimo livro foi "Veneno" da série "Encantadas", não gostei muito para falar a verdade, mas os outros livros da série são muito bons. Recomendo!

Beijos sonolentos,
Alê Lemos.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Indignação matinal.

Hoje de manhã abri meu face e vi minha amiga compartilhando uma foto. A cena retratada era de uma passeata pelos direitos heterossexuais. Nem é preciso dizer que achei a coisa meio ridícula porque até hoje nunca ouvi falar que os direitos dos heteros estavam em risco, só ouvi dos homossexuais na verdade. Porém, a frase que vinha a seguir dizia que pessoas "saradas" e "loiras" não sofriam preconceito, o que discordo totalmente.

Hoje em dia o padrão é ser magra, loira e sarada não é mesmo?  Quem tem tudo isso é obrigado a ser feliz né? ERRADO! Isso não é verdade e em parte é por causa do desprezo alheio. A pessoa quando é bela realmente atrai favores de algumas pessoas, ok, às vezes tem preferência em vagas de emprego e tal, mas todas elas já passaram por situações humilhantes. Afinal que loira nunca foi chamada de burra? Que sarado nunca foi taxado de mongoloide? Até parece que quem tem boa genética tem que obrigatoriamente ser desmiolado.

Não ficou satisfeito com esse argumento? Bom, muitas pessoas bonitas também sofrem exclusão social. Maria Fernanda Cândido confessou que não conseguia se enturmar na escola por causa de panelinhas e você acha que é porque? Vendo os programas ao vivo que ela participa você não poderia dizer que é alguém sem noção ou idiota. Na minha escola, as meninas excluíam a Paula e falavam mal dela pelas costas porque os garotos a elegeram como a mais bonita da turma e a maioria era apaixonada por ela. Minha comadre Aline me contou que ela e as amigas excluíam uma menina na época da escola pelos mesmos motivos. Isso só prova que há preconceito sim contra as pessoas bonitas.

Você que está lendo, pode achar que era uma coisa exclusiva de mulheres por causa da tal competição "característica" do gênero. Bobagem, não é o fato de ter um útero que transforma a pessoa num ser competitivo, meu irmão sempre que chegava numa escola nova tinha que brigar com a turma inteira (os garotos) pelo despeito deles e para ganhar respeito. É uma característica da nossa espécie por inteiro, afinal não se defende comumente a meritocracia? O que ela é além de  competição e exclusão dos mais "fracos"?

Ah! Lembrei de uma coisa, outro dia fui ver uma discussão num site sobre o corpo feminino. Lá tinha alguns desenhos das princesas Disney que alguém alterou para elas parecerem mais "normais "(gordinhas) e menos ideais. Muitos aplaudiram, mas teve uma menina que se revoltou. Segundo ela, sempre fora magra e seu corpo era tão normal como de qualquer outra. Eu concordo com ela, todo tipo de corpo é bonito, não é porque não estamos no padrão que devemos desprezar quem nasceu de acordo com o padrão, ou talvez devêssemos chamá-lo de "pseudo-padrão" porque as magrinhas também tem tanta dificuldade de comprar roupa como nós e também sofrem pressão social para engordar. Eu tenho duas amigas que vivem em médicos se tratando para ganhar peso porque querem se sentir bonitas e porque muitos acreditam que elas têm a saúde frágil. Pessoas insatisfeitas tentam alimentar a frustração dos outros sendo hostis com elas e apontando seus defeitos, e quando a pessoa não tem defeitos elas arrumam, transformando até o que não é defeito em defeito.

Enfim, não me ponho contra o movimento gay, nem ao negro e muito menos o feminista, acho que todos são muito importantes para a sociedade crescer humanamente, mas francamente, vamos parar de ignorar que não são só elas que sofrem preconceito.

Um abraço, Aleska Lemos.

sábado, 15 de novembro de 2014

Cine Menina das Ideias:O anel do dragão ou o filme da princesa que tinha um boneco mágico que realizava desejos.



Bom, o título extremamente longo desse post deve ter intrigado vocês, mas eu  já vou explicar. Quando eu tinha 6 anos passava no SBT um filme  italiano (eu não sabia que era italiano, só descobri há pouco) onde um rei mau adotava uma garotinha ruiva que ele encontrou na floresta. Esse rei tinha uma filha muito boa chamada Desidéria e muito bela também

Selva
O problema é que a a garotinha adotada era filha de um clã amaldiçoado por ter feito  mau uso do anel do dragão. A missão dessa princesa era herdar o anel do dragão por bom comportamento ao invés de Desidéria, só que Selva não era nenhuma florzinha. Fez de tudo para infernizar a vida da irmã mais velha com a magia que herdara de seus verdadeiros pais. A pobre boa moça cresceu se sentindo uma inútil (Selva arruinava seus bolos com magia e qualquer outra coisa que a irmã mais velha queria fazer), uma incapaz que não merecia herdar o trono do pai.

Só que Desidéria não precisava de uma irmã pentelha para se meter em confusão. Ela mesma tinha uma personalidade dificil, apesar de ser uma boa moça. Ela desobedece ao pais, foge, liberta um prisioneiro, se recusa a casar com os pretendentes, recusa o anel do dragão de seu pai entre outras peripécias que a colocavam de castigo e quase fizeram seu pai dar cabo de sua vida.

Por algum motivo, a emissora parou de transmitir esse filme há muitos anos. Com o advento da internet, do mr Google e  do Download (principalmente) achei que poderia recuperar o filme para rever, mas infelizmente eu não sabia o título e fiquei anos procurando. Só achava uma outra pessoa perguntando desse filme no "yahoo-respostas". Digitei a sinopse do filme várias vezes e nada! procurei por contos de fadas e nada, mas quando coloquei na busca por imagens do Mr Google "contos de fadas dos anos 90" me deparei com  uma foto da princesa Desidéria. Não era essa aí em baixo, mas reconheci na hora.


Não sei como me lembrei da cara dessa atriz, já faz mais de 10 anos que eu via isso no SBT (após a propaganda eleitoral, olha quanto sacrifício eu fazia para ver o filme!), mas fui direcionada para este site:Mundo Drive e a espera acabou! É claro que ainda procurei um pouco por um link de download e quase tive que assistir inteiro em italiano sem saber nada da língua, mas consegui assistir tudo em castelhano e matei a saudade.  Não achei que era essa coca cola toda que eu lembrava, porque tem aquela coisa do amor a primeira vista e muito drama na relação de Desidéria e Selva, mas foi legal identificar o "tom italiano" nos contos de fadas (segundo um autor que eu li dias atrás o conto de fadas italiano cai mais pro cômico enquanto que  o francês cai pro lado do golpe e o alemão para a violência) e descobrir que já nos anos 90 existiam princesas que salvavam príncipes e lutavam de espada.

Ah! Antes de me despedir, vou explicar o título imenso: queria facilitar  a busca para os próximos nostálgicos que se lembrarem desse filme ^_^. E como sou realmente muito boazinha já deixo aqui embaixo o link das duas partes do filme (em castelhano) que achei no YouTube:



Parte 1:


Parte2:

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Cine menina das Ideias: Drácula-A história nunca contada.

Ai gente eu estava com saudades de escrever aqui sabe? Meu blog é meu lugar de desestresse, mas não conseguia escrever enquanto estava enfocada nos meus estudos. Quando me concentro em resolver um problema, com certa urgência, minha criatividade fecha/seca/vai para a cochinchina e eu não consigo escrever.

Nos últimos tempos, porém, peguei uma doença atrás da outra e nem to conseguindo mais entender o que leio. Acho que necessito de um retiro espiritual e um descanso urgente. Deve ter sido  por isso que no sábado  saí de casa na primeira oportunidade e fui assistir "Drácula- A história nunca contada". Não sei se vocês sabem, mas tenho não uma "quedinha", mas uma tara por épicos e histórias de aventura e apesar de Drácula normalmente ser uma história de terror, fui com essa intenção de me aventurar nas terras longínquas da Transilvânia.

Nesse filme Vlad Tebes é um príncipe traumatizado por ter servido ao império turco desde os 7 anos de idade. Ele aprendeu com os muçulmanos a ser irrascível, cruel e invencível em batalha, mas após ter terminado seu tempo de "serviço" ele volta para o lar e deseja só a paz. O problema acontece quando 10 anos depois o rei turco volta e exige 1000 crianças do reino de Vlad para servir ao exército otomano durante a invasão da Europa. O problema é que devido a desentendimentos diplomáticos, o rei exige de Vlad que seu herdeiro esteja incluído no "pacote". É nesse momento que mais uma vez o príncipe das trevas abdica de sua humanidade para obter a força de 100 homens.

Luke Evans convence muito como pai e marido apaixonado. Está longe de ser o cara cruel dos tradicionais filmes draculinos, apesar de ter empalado um monte de inimigos, cortado muitas cabeças na frente do próprio filho (para salvá-lo, claro) e não apresentar remorso algum depois de matar. Contraditório né? Saí com essa sensação do cinema, mas quem não é contraditório? Apesar de ter duas facetas muito díspares ele parecia saber conciliá-las, quer dizer não é como se fossem duas personalidades diferentes, ele era um só. Acho que era a historinha que ele se contava que o impedia de ficar maluco.

Teve gente que riu no cinema porque teve muita mentirada, tipo quando o Vlad enfrentou sozinho uns 100 mil soldados (tá, é bizarro até para um vampirão), mas tipo: cinema não é lugar da mentira? Quem cresceu vendo carro subindo escada e "missão impossível"(ou mesmo 300 de Esparta que são 300 contra milhares e sobrevivem muito mais que o esperado) não devia se surpreender com esse tipo de coisa [risos], é só sentar e se divertir com a pancadaria. Aliás foi uma boa pancadaria! Não foi como a sequência de 300 (que chegou a ser nojenta de tanta realidade nos ferimentos) com lanças atravessadas na cabeça de soldados, mas discordo da filha do Zé do caixão quando classificou o filme como "história para pré-adolescente", eu com meus 12 anos quase não dormi de medo do "homem da máscara de ferro" (tá isso é ridículo, mas aconteceu) imagina com dezenas de decapitações e empalamentos?

Bom, por último, esse filme não investiu muito na parceira de Vlad, para você ver não tenho nem certeza de qual era o nome dela. Ela era um bibelô sim, linda loura e voltada para a família, mas não foi representada como mulher fútil e sua opinião era respeitada pelo marido. Em nenhum momento ela foi castigada por falar alto com o príncipe na frente dos turcos, no entanto não dá para esquecer que ela é uma mulher da era medieval e estava em segundo plano.

Espero que tenha continuação, se não fico frustrada!
Beijos, Alê.

PS: A amiga Nádia me deu um pito útil e fiz uma correção no meu texto. Eu havia usado o termo "árabe" como sinônimo para "turco", o que é um grande engano pois os povos árabes foram muitas vezes oprimidos pelos turcos (motivo pelo qual muitos árabes imigraram par ao Brasil segundo Jorge Safady). No entanto, acredito que meu engano se deve à semelhança da representação do cinema americano para os povos do oriente médio. É só ver "o príncipe do deserto" ou "cruzada" e fazer uma comparação das características físicas dos personagens. Dessa forma, ainda aposto que em Drácula- A História nunca contada há sim uma referência aos conflitos entre oriente e ocidente.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Liberdade é poder admitir que possui defeitos.

O orgulho foi a primeira lição que aprendi.
a segunda foi a necessidade de negar-me,
em nome da fé, da auto proteção
e da infeliz adaptação
ao mundo real.

Doutrinas simplificativas me incentivavam a coibir
 a destruir meus defeitos, antes mesmo de aprender a superá-los.
Ora, o que resulta disso é apenas máscara,
desejo camuflado de virtude
e frustração contínua.

Não creio que por isso eu deva largar a moral
jogá-la fora como algo inútil, um refugo cultural.
Só me livro da angústia de lutar contra mim.
Uma alma barroca não triunfa,
A vitória não é de quem se mutila.

Não se deve viver querendo mudar, pois assim se continua.
A transformação é a certeza de quem simplesmente vive,
pois vivendo,é que o aprendizado é sentido
e a alma se purifica.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Dicionário de Carioquês

O bom de conhecer outros estados do Brasil é que a gente percebe como existem vários jeitos de ser  e várias formas de se pensar como brasileiro. Quando fui a São Paulo ano passado, conhecer uma paulista e uma pernambucana, passei por alguns apertos e situações engraçadas que me fizeram entender melhor a minha própria cultura e o que na verdade é o Brasil.

o tal clipse de cabelo
Enquanto eu entendia o "jeitinho brasileiro" como uma extensão do '"jeitinho carioca", paguei um monte de mico. Primeiro porque o pessoal daqui cumprimenta  dando dois beijinhos (às vezes até três quando querem passar uma cantada, pois três beijos dizem que é "pra casar") e em muitos outros lugares é só com um. Perdi a conta de quantas vezes fiquei no vácuo entre os paulistas sempre apressados. Depois pedi um clipse de cabelo (daqueles que colocamos para fazer touca no cabelo, tomar banho sem lavar a cabeça ou penteados de casamentos) e me deram um clipse de papel. Mais tarde fiquei sabendo que no nordeste clipse é o mesmo que birilo, mas até hoje não sei como chamam em São Paulo. Acabei tendo que dar um nó para não molhar as madeixas.

Então, pensando com meus botões esses dias, resolvi fazer um dicionário de carioquês para ajudar os turistas que vierem a minha terra. Vejamos alguns termos específicos da região:

1- "Cagando e Andando"
Se você ouvir um carioca falar isso não estranhe. Ele simplesmente quis dizer que "não está nem aí" para o que foi dito ou feito. Eu uso bastante, apesar de evitar colocar alguns palavrões aqui no blog (apesar de palavrão ser vírgula para muitos cariocas).

2- "Bolacha"

Certa vez uma colega de classe paulista me disse que ficou muito surpresa com o significado de bolacha aqui no Rio. Quer dizer, você encontra o termo significando biscoito, porque nós sabemos que esse é o significado real, mas usamos mais dessa forma:  "Fulano me disse uma coisa que me deu vontade de dar uma bolacha na cara dele" ou seja: tapa.

3- "Pique-pega"

Nacionalmente conhecido como "pega-pega" aqui no Rio é comumente conhecido como pique-pega. Aliais nós usamos a palavra pique para todas as brincadeiras de correr como veremos a seguir.

4-"Pique-cola"

É um tipo de pique-pega só que quando alguém pega o outro essa pessoa fica "colada" e não pode mais correr até que alguém que ainda não foi pega der um tapinha nela pra descolar.

5- "Pique - esconde"

Vulgo "esconde - esconde" nem precisa explicar né? 
Falando em brincadeiras infantis acho que esse vídeo do molejo é bem explicativo sobre nossas antigas brincadeiras infantis. Algumas até devem ter por aí né? (tipo salada mista, se não tiver me fale que eu explico)



6- "Cara"

Provavelmente você vai ouvir isso no final de cada frase dos cariocas. "Cara", é um termo genérico que serve tanto para homem quanto para mulher normalmente é usado assim: "Pô, cara, fulano me contou a maior mentira!" ou "Eu me ferrei, Cara" ou ainda: "Caraaaaaa, que maneiro! Não acredito caraaaa!" um vocativo muito usado mesmo.

Bom, isso é tudo que me lembro agora. Depois quando eu tiver mais ideias de gírias e expressões populares volto a postar nesse dicionário virtual.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Só para não dizerem que não falo de música.

Outro dia vi um Stand up no canal TBS e eu estava rindo muito até ele mexer com o coldplay. Ele disse: "Quando a gente é garoto, a mulher só precisa ter peitos, mas depois de uma certa idade a gente fica mais criterioso, não dá mais para falar que coldplay é legal" pronto, bastou para eu começar a pensar mal dele.

É claro que eu já tinha ouvido comentários semelhantes antes e é claro também que não dá para compará-los (os meninos da banda) com gigantes da música (tipo beatles ou Eric Clapton, que eu também gosto muito), mas Coldplay é minha terapia musical. A voz de Chris Martin nas canções é suave, aveludada. O tipo de voz que acaricia os ouvidos sabe? Eu achava que ele não tinha uma voz muito grave por isso, mas quando o vi na ultima temporada de The Voice fiquei muito surpresa. Que voz Grossa que ele tem! Nem parece a mesma pessoa quando está falando normal. Tá, confesso que o acho muito atraente por causa daquele jeito tranquilão que ele tem (e por causa da voz também), mas o motivo de eu gostar da banda é realmente o estilo musical deles, afinal só fui ver a cara dele de verdade muito depois de começar a ouví-los.

Voltando ao assunto, gosto da banda (meu pai diria "conjunto") porque o jeito suave e às vezes melancólico me ajudava a ficar calma e a organiza e meus sentimentos, quando eles ficavam realmente confusos. No início eu gostava de The Scientist, Clocks (já foi minha favorita da banda), Talk, Speed of sound e In My Place. Apesar de ainda considerá-las boas músicas, ouvi tantas vezes que acabei tendo que mudar minhas preferências, e hoje gosto mais dessas duas aqui:
                                                (Magic- Coldplay)



                                               (Life in tecnicolor)

Acho que ainda é minha banda favorita, porque continuo a me sentir super bem ouvindo-a no meu mp3 (sim ainda tenho mp3 ) e em épocas de ansiedade elas quebram um bom galho. Limpam a alma.

 E você? Tem uma banda que te faça sentir bem assim?

domingo, 7 de setembro de 2014

Ganhei um selo!


Estava moderando os comentários do ultimo post quando Li que a Lu Cachivioli do  blog My sweet house  tinha me indicado para este prêmio. Parece que se destina a todos os blogs com menos de 200 seguidores (será um prêmio de consolação? kkkkk) e eu tenho que responder umas perguntas também. Obrigada por lembrar de mim Lu, só não sei se conheço algum blog com menos de 200 seguidores, acho que sou uma das únicas nos dias de hoje mas enfim,confira as regras:

1- Colocar o Prêmio em seu blog
2- Responder às questões
3-Remeter o selinho para 4 blogs que tenham menos de 200 seguidores com as mesmas questões
4-Não repassar para o blog que lhe enviou
5-Informar o blog que o nomeou para que o mesmo possa acompanhar suas indicações

E agora as perguntas:

 

O que você acha do nível de blogs na internet?
R: Acho que tem muito blog bom na internet, com pessoas inteligentes falando coisas interessantes, mas também tem muita gente que bloga para falar as mesmas coisas sempre.
Como você definiria seu blog?
R:Definir é cair numa armadilha. Eu tentei definir meus blogs anteriores e acabei enjoando de todos eles, mas aqui na Menina das ideias eu tenho a liberdade de escrever de tudo, desde críticas a qualquer coisa que me desgoste, a besteiras que eu penso ou coisas que invento. Então se é para definir defino com um conceito vago: meu blog é um espaço para extravasar qualquer coisa que eu queira.

 Está difícil blogar hoje em dia?

R: Está um pouco. Minhas ideias não cessam mas com muitos colegas abandonando ou se afastando temporariamente de seus blogs desanima.

Que tipo de conteúdo você não gosta de ver num blog?
R: Não gosto de ler posts machistas e ideias muito manjadas.
Assuntos Diversos

O que no Brasil necessita de melhoras?
R: A Educação primeiramente, porque as escolas só socam conteúdo pela goela dos alunos condicionando-os a acreditarem em uma forma simplista de sociedade. Depois tem a intolerância religiosa e racial que precisam acabar para que a sociedade funcione de verdade e por último, devíamos conhecer melhor as pessoas de outros estados. Sinto que inventamos uma ideia de Brasil que só traduz a região sudeste e ficamos alienados das situações que as outras regiões vivem.
Já tem seu candidato à Presidência?

R:Sim.

Quais assuntos você não abordaria numa conversa entre amigos?

R: A cada dia a minha lista cresce mais. Quer dizer, os amigos nos amam nos dão apoio, mas às vezes dão conselhos que nos confundem e ficamos cada vez mais sem saber como agir.
Filme Preferido?
R:Eu tenho alguns filmes favoritos mas como só posso citar um, ao invés de falar de Orgulho e Preconceito (que já falei várias vezes) vou deixar um filme maravilhoso da Nathalie Portman: "Onde mora o coração". Fala de abandono, gravidez na adolescência, violência contra a mulher e contra as crianças, realização de sonhos e de encontro do amor em lugares que menos esperamos.
Onde Gostaria de morar?
R:Eu já quis morar em Minas Gerais quando pequena, mas hoje não me vejo morando tão longe da família.
Como você se vê?
R: Uma pessoa teimosa e perfeccionista (pelo menos é do que eu sinto orgulho) mas também alguém cheia de sonhos que adora trabalhar em grupo.

Como gostaria que as pessoas lhes vissem?
R: Gostaria que me vissem com amor, como uma boa amiga mas também como alguém independente.

Blogs indicados ao Selo

                                              Devaneios e Desvarios
                                                 Mata hari e 007
                                                  DesHorizontes
                                                  Despassarado

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Blogagem Coletiva: Livros que marcaram a infância

Bom, eu não ía fazer essa BC. Eu queria muito, mas mesmo assim não ía fazer. Estou tentando sair da internet e enfocar nos estudos como falei no ultimo post, mas foi só entrar no face que vi um monte de gente postando e bateu a maior vontade de participar. Não sei se ainda dá tempo, mas aqui está a lista de livros que me lembro de ter gostado muito:

O Mistério de feiurinha
 Feiurinha era uma princesa de contos de fadas que havia sumido. Chapeuzinho Vermelho, Branca de neve, Cinderela e Bela Adormecida então, largam seus "felizes para sempre" (não tão felizes assim) para procurá-la.

Achei muito legal o autor se incluir na história. Para mim era um jeito de contar bem diferente na época. Li com 10 anos numa escola pequena, onde a panelinha me excluía muito e sofri quando a tia não me sorteou para ficar com ele e a minha coleguinha não quis trocá-lo comigo. (pipipipipipipipipipi)






A Centopeia

Lembro que li repetidas vezes esse livro porque estava doente e não tinha mais o que fazer.(e porque seria tema de prova) É claro que gostei muito dele também, mas por algum acaso não consigo me lembrar direito do que se trata.






As férias da Bruxa Onilda


Esse livro eu peguei emprestado (sem permissão) do meu irmão. Acho que ele leu para a escola e fez um trabalho, mas eu só me diverti com a bruxa que foi passar as férias na praia e acabou se acidentando com uma vassoura não-mágica.







Série "Conte outra vez" da Xuxa.

Acho que falei recentemente dessa série aqui no blog, até porque eu consegui recuperar um dos livros dela no mercado livre. O meu favorito era o conto de uma moça muito boazinha que era maltratada pela madrasta. A mulher era tão má que mandou a enteada ir colher morangos na floresta vestindo apenas um vestido de papel (detalhe tava frio pra burro!). A garota porém, encontra anõezinhos na floresta que lhe dão abrigo durante a tempestade e lhe abençoam com o dom de cuspir uma moeda de ouro a cada vez que falasse. A madrasta morrendo de raiva manda a própria filha ir colher morangos na floresta para ganhar um dom, mas a menina era malvada e egoísta, e por isso os anões lhe amaldiçoaram com sapos a toda vez que falasse. É uma história engraçada não? Parece uma mistura de Cinderela com Branca de neve e aquele conto da princesa que vira cisne (pois a madrasta ainda apronta mais uma com a protagonista no fim). Na época (quando eu tinha 6 anos) eu adorava, mas hoje vejo o quão problemático ele era, pois dava a entender que pessoas feias eram más e pessoas bonitas eram boas.

Bom, acho que isso é tudo o que lembro desses livros. Espero que tenham gostado.
Um beijo Alê Lemos.

PS: Eu esqueci de mencionar, mas o blog que está promovendo essa blogagem é o Momentum Saga da Lady Sybylla.

Sanidade

Pensamentos,
Caminhos,
Asfaltos: ruas.

Um: bom dia!
um sorriso,
um rosto conhecido,
uma rotina.

Tudo transpira segurança.
E segurança é permissão,
de apreciar a sensação.

Sentimentos plenos, que se desvelam
e trazem um gosto de paz
através de um simples movimento
de uma caneta sobre o papel.

Vai, vai folha!
Leve para longe
 e traga de volta
a minha sanidade.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Um presente de aniversário 8 meses atrasado







Coloquei 8 mas na verdade são 7 meses atrasado. O motivo, aliás os motivos, são que eu prefiro números pares e que adoro exagerar as coisas, mas o fato é que meu presente finalmente chegou.

Eu já andava pensando que até ele tinha viajado pelo mundo só para chegar aqui e me sacanear com o excesso de selos (para quem não sabe eu morro de vontade de viajar, mas um bando de coisas atrapalharam), mas Graças ao bom Deus foi só a lerdice do serviço de entregas. Vejam só que lindo meu mimo:


Vira-tempo e álbum de figurinhas.



Pra quem não sabe essa corrente com ampulheta é o vira-tempo da Hermione (a paradinha que ela usa no terceiro livro/filme para voltar no tempo). Eu já dei tantas voltas nele que temo voltar uns 500 anos no tempo quando ele fizer algum efeito. Vai ser legal como historiadora, mas enfim: como eu sobreviveria sem chuveiro com água quente?#impossívelbofe!

De qualquer forma isso é melhor que ganhar a carta de Hogwarts. Obrigada por isso Pandora! Estou bem feliz com o presente, me sentindo criança de novo. 

Outra coisa que me animou hoje foi receber esses dois livros que comprei no submarino: "Cultura Popular na Idade Moderna" do historiador Peter Burke e "Mito e realidade" do Mircea Eliade. Estava mesmo precisando deles, e receber as coisas de surpresa dá muita alegria, principalmente quando a gente corre contra o tempo (eu terminei a faculdade, mas a faculdade ainda não terminou comigo ) porque tchãran: fui selecionada pra fazer o ENADE.

Não que vá me fazer algum mal tirar uma pontuação pequena nessa prova, pois bem sei que a maioria das pessoas do meu curso boicotam a prova, mas faz parte de ser Alê Lemos não gostar de chegar despreparada para o meu maior inimigo: o exame (detesto provas, na escola eu costumava fugir delas, mas depois entendi que isso só tira a boa vontade do professor na hora de corrigir).

Bom, era só isso que vim dizer mesmo. Estou devendo um post sobre virgem, mas tudo indica que terei de escrevê-lo mês que vem. Estou bem ocupada esse mês e o próximo texto que eu postar provavelmente vai ser sobre a coletânea que promovi no inicio do ano mas que está pior que "masturbação de velho"* porque ainda não saiu. Obrigada por compartilhar da minha alegria!

Beijos da Alê.

* Essa expressão não fui eu que inventei, mas não tinha algo bonito que tivesse o mesmo impacto.


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Confissões de uma ex-otaku

Lá pelos meus 14 ou 15 anos a Band relançou Cavaleiros do Zodíaco. Para mim foi uma verdadeira festa porque quando eu tinha 5 anos a Manchete parou de passar do nada e nós não ficamos sabendo o final da história. Passei então a acompanhar o programa da Kelly Key.

O problema é que a Band, depois de um tempo, passou a não transmitir o desenho sempre no mesmo horário. Era a maior confusão porque toda hora mudava a programação, e mesmo quando eles anunciavam o desenho em um horário, era capaz dele não passar. Foi então que eu comecei a comprar os mangás, e logo depois resolvi aprender a baixar os episódios da internet. Aliais, se não fosse por isso, acho que eu ainda seria uma excluída digital.

Na época tínhamos só um pc com internet discada. Cada download levava 3 horas para terminar e eu ainda tinha que dividir o pc com meu irmão. Era uma verdadeira guerra! Meu irmão não podia ir no banheiro que eu pegava a cadeira pra mim. Graças a Deus meu tio me deu um netbook quando fiz 18 anos e a situação se abrandou, mas enquanto estava no período "inferno"[risos] eu até preferia gastar minhas economias comprando DVDS na loja de quadrinhos chamada "Metrópolis". Aliais, eu era tão viciada que fiz meu pai me levar lá pelas 18 horas nessa loja e tamanha era minha ansiedade de saber o que os Cavaleiros do Zodíaco estavam fazendo, que a vendedora resolveu me deixar entrar, mesmo que ela já estivesse fechando a loja.

Depois de algum tempo, eu passei a gostar também de outros mangás (porque eles saíam entre um volume e outro de CDZ) como YuYu Hakushô, que hoje em dia é o favorito do meu coração. Eu colecionei Fushigi Yûugi, Sakura Card Captors, Ranma 1/2, Inu Yasha, Bastard, ChonChu, Meru Puri , Sunadokei e vários outros em dvd como Tsubasa da Clamp e Death Note.

Gostar tanto assim de animes e mangás me levou aos famosos Eventos de Anime. Lembro até hoje da primeira vez que eu fui em um. Fui com a minha melhor amiga, o irmão dela e nossas mães. Elas ficaram do lado de fora e nós entramos com os braços carimbados (eles fizeram isso para caso saíssemos do evento não precisássemos pagar a entrada de novo). Foi uma verdadeira festa! Víamos um monte de gente fantasiada com nossos personagens favoritos, um monte de coisas (tipo acessórios) dos animes para comprar e muita gente louca andando por aí com plaquinhas pedindo abraços ou fazendo enquetes. A melhor parte porém, foi a entrevista com os dubladores. Era muito interessante ver a cara das pessoas que emprestavam a voz para nossos personagens favoritos. Eles ainda contavam que outros personagens tinham feito e ficávamos pasmos por nunca termos desconfiado (tipo a Miriam fischer que dublou a Vaca e o frango e a Botan de YuYu).

Infelizmente nessa primeira vez tivemos que sair cedo, porque nossas mães ficaram lá do lado de fora enchendo o saco. Mas fomos outras muitas vezes depois. Nos eventos grandes fiquei mais de 4 horas no calorão de dezembro esperando para entrar. Eu odiava as filas, mas não podia deixar de achar legal fazer amizades enquanto esperava. Conheci pessoas muito diferentes na fila e nos eventos e até ajudei  a entrarem sem pagar doando as minhas fitinhas (depois do meu primeiro evento a carimbada foi substituída por fitinhas coloridas), apesar de nunca ter pego a fitinha de ninguém pra entrar sem pagar (eu me sentiria muito culpada).

Também iniciei muitas amigas "no vício" dos eventos e algumas ficaram ainda mais empolgadas que eu.  Nunca gostei de tomar Muppy ou fiz algum cosplay em eventos eu ía mesmo era pra gastar, comprar tudo aquilo que eu não achava facilmente na Metrópolis e minha compra mais importante foi meu filhote de pelúcia: o Yusuke, vulgo cabeçudinho. Hoje em dia ele está muito velho tadinho, mas não tenho coragem de me desfazer dele, é meu baby amado!  Na verdade é a minha paixão mais duradoura. Nunca fiquei com um garoto nesses eventos, mas meu primeiro beijo foi com um otaku que uma amiga que viciei em animes me apresentou. Não vou contar como foi em detalhes porque me lembro disso como um verdadeiro fiasco, mas achei importante registrar.

Hoje em dia, eu não tenho paciência para assistir um anime novo. Não sei bem como me "desotakizei", mas foi durante a faculdade. Acho que até o terceiro período eu ainda acompanhava alguns shoujos, mas parei porque os preços aumentaram e eu tinha que gastar com as xeroxs da faculdade né? Depois de um tempo eu resolvi assistir de novo, mas não rolou, perdi a paciência em algum momento entre as aulas de medieval e Brasil império.  Acho que hoje eu só reveria YuYu Hakushô e Bastard se tivesse a oportunidade (um porque é meu favorito mesmo e o outro porque não terminei de ler). Não me sinto  melhor ou mais adulta por ter perdido o interesse (como alguns colegas me acusaram), mas foi algo que simplesmente aconteceu. Virei ex- otaku porque o destino quis.

Porém, uma confissão tem de ser feita. Quando fui a São paulo eu tive de conhecer o Bairro da Liberdade! Não comprei estatuetinhas  de anime pra mim, como a Jaci, mas trouxe um minion um  gato da Alice para mim (em outras palavras, ainda adoro desenhos, só não os orientais).

sábado, 16 de agosto de 2014

Sessão nostalgia: Branca de neve e A guardadora de gansos

Quando eu era um tiquinho de gente a Xuxa lançou uma coleção de contos infantis com livros e fitas cassetes, onde ela narrava as histórias. Tinha vários contos como o Barba Azul, Alladim e lâmpada maravilhosa, Chapeuzinho vermelho e muitos outros. Eu adorava minha coleção (incompleta) dessa  série "Conte outra vez", mas por algum motivo eu dei meus livrinhos (provavelmente eu me achava muito grande para continuar a lê-los)e até já tinha esquecido da existência dessa coleção.

Tudo mudou quando eu fui procurar no mercado livre o livro '''Juntos para sempre"que eu falei aqui há algum tempo. Por algum motivo, durante a busca o site me mostrou a foto da capa da Branca de Neve, mas logo depois eu vi um vendedor com a coleção completa. Ah se eu não tivesse dado para minha mãe a coleção da Mediadora! Ainda estou pagando as prestações desse presente : ( , mas felizmente pude ao menos comprar esse fascículo.

A versão da Branca de Neve é meio diferente sabe? A mãe dessa princesa ao espetar o dedo na agulha usou o sangue que caía para pedir (a quem ela pede não fica claro) que sua filha fosse branca como a neve com cabelos pretos como o ébano e lábios rubros como as gotas de sangue que caíram. No desenho da Disney já nos deparamos com a princesa adolescente, mas neste livro ela é uma criança ainda vejam:
É bem estranho ver uma criança dessas casando com um príncipe já adulto, por mais que ele pareça charmosão:

Acho que a ilustradora deveria ter feito ao menos um príncipe adolescente né?  Isso é meio pedófilo.Mas enfim, outro motivo para essa versão ser diferente, é que antes de Branca comer a maçã da madrasta, ela sofreu outros dois atentados: um pente envenenado e um cinto tão apertado que lhe cortou a respiração. Vocês já viram isso em outras versões do conto?

Bom, a outra historinha que veio nesse livro é a Guardadora de Gansos. Uma das minhas preferidas. Trata-se da história da princesa Carina, uma menina que viveu sem malícia até os 18 anos, quando seus pais lhe enviaram para casar com um príncipe.
O problema é que a ingenuidade da menina a leva a tomar um golpe da própria dama de companhia que rouba suas lindas vestes e o futuro marido dela.
A espertalhona deu um jeito de afastar a princesa do castelo mandando-a fazer o pior trabalho que o rei tinha para oferecer. Ela também decapitou o cavalo falante de Carina para que ele não a delatasse.

Todos os dias Carina passava pela cabeça de seu querido amigo Falante (que fora colocado de enfeite numa ponte) e ambos lamentavam o destino um do outro. A história ficava melancólica assim, quando entra o Conradinho, rapaz que junto com Carina tomava conta dos gansos. O garoto era um verdadeiro chato, ficava desarrumando os cabelos da princesa e implicando com ela o tempo todo. Então já meio bolada, Carina pede ao vento que leve o chapéu dele embora, e todos se divertem vendo Conradinho tomar vários olés do vento.
Carina mandando Conradinho às favas.


Nessa foto ela lembra um pouco a Merida não é? Engraçado como só pensei nisso depois de fotografar essa página...
 Bom, voltando à história, em razão desse desentendimento entre Conradinho e Carina, o rapaz foi dar queixa dela ao rei. Felizmente o garoto também contou das conversas que a princesa todos os dias travava com a cabeça do cavalo e o rei ficou intrigado. Há muito que vossa majestade desconfiava daquela sua nora mal-educada e caprichosa que nem parecia princesa. Então mandou chamar a guardadora de gansos para interrogá-la.

"Majestade, eu jurei que não falaria sobre esse assunto" disse Carina.
"Tudo bem. Se você me contasse quebraria sua promessa, mas não fará mal algum se contar para as paredes não é?" disse o rei.

A garota concordou em contar seu segredo para as paredes e o rei fingiu que a deixava sozinha na sala (na verdade se escondeu atrás da cortina). A menina cantou seu segredo para as paredes e o rei descobriu tudo. Aliais, meu personagem preferido nessa história é o rei [risos] eta pessoinha esperta! Mas o mais legal nessa coleção eram as ilustrações que até hoje me parecem perfeitas.

Espero que tenham gostado!
Um grande beijo
Alê.


sábado, 2 de agosto de 2014

Série "Escrito nas estrelas" parte 3 #Leão

Leão é um signo de fogo que rege o fim do mês de julho e vai até o final de agosto. Signos de fogo possuem muita energia, vivacidade e adoram a liberdade, mas o que leão possui de especial é seu jeito carinhoso e paciente (o que o distingue dos seus pares sagitarianos e arianos).

De fato, as pessoas nativas dessa casa astrológica se assemelham ao comportamento desse animal, pois o rei da selva fica calmo a maior parte do tempo. Sua leoa sai para caçar e ele fica lá  tranquilão com os moleques mordendo sua orelha, saindo no tapa e os outros animais avançando no seu território. Ele não demonstra irritação até estourar, e quando isso acontece põe todo mundo no seu devido lugar (mulher, filhos e os outros animais).

Uma leonina famosa é a JK Rowling. Isso me lembra de falar que muitas vezes eles são desprendidos e caridosos, no entanto o orgulho e a vaidade são seus maiores defeitos. Uma vez fiz um mapa astral automático no personare para um leonino (para fazer isso é só ter conta no site) e quando ele leu que era orgulhoso rejeitou totalmente a astrologia e nunca mais quis falar no assunto [kkkk]. É fato que o homem [e a mulher também] normalmente não gosta que apontem seus defeitos, eu mesma odeio quando alguém me chama de...sei lá de egoísta, mas quando eu leio no mapa astral sobre algum defeito meu, fico lá meditando sobre isso, pensando se dá para mudar essa característica e ser mais feliz. No caso dos leoninos, acho difícil terem essa flexibilidade.

Quanto a vaidade, já li em sites de astrologia que o leonino vende o almoço para comprar uma camisa para a festa de sexta a noite. Ele não liga para juntar dinheiro, para ele isso é só um meio de viver bem. Outra coisa que ouvi dizer, é que raramente as leoninas se submetem a ser a amante. Dizem que nos raros casos que fazem isso elas conseguem desbancar a esposa e tomar seu lugar. Disso eu não sei, mas com a aparência eu posso dizer que eles se preocupam muito. Meu pai vive fissurado pelo próprio bigode e o irmão da minha amiga Glaucia fica nos espelho admirando os próprios bíceps[risos].


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Terceira parte da Exposição do Salvador Dalí no Rio de Janeiro

 Então retomamos a exposição de Dalí no CCBB. Nessa parte o artista explora a natureza com bastante criatividade. Uma amiga me disse durante nossa visita que ele gostava muito de animais africanos, e realmente encontrei um quadro(que me pareceu meio cubista) de um leão, mas há ainda peças muito delicadas como esta à esquerda. Dalí brinca com as formas de um vestido e de uma borboleta para compor a figura da jovem e pregar peças ao nosso olhar.


Além dos animais, o pintor espanhol também faz experiências com frutas e plantas hibridizando-as com a forma humana:



        Nessa parte o interessante era adivinhar quem eram as personagens de chapéu envolvidas com as plantas.
Eu reconheci o chapéu do Napoleão aqui  à direita, mas quem é esse cara esquisito à esquerda? Tenho a impressão que já vi em algum lugar, mas seria ele Robin Hood? O Curinga do baralho? Um bobo da corte? As dúvidas não param de chegar.
 Sabem, eu tenho um pouco de pavor de ver sangue ou mesmo carne crua e órgãos abertos mas fiquei um pouco curiosa em saber porque o artista transformou essa fruta num coração aberto (ou será que estou vendo isso devido ao meu pavor?). Preciso estudar Dalí mais a fundo um dia desses....







Essa imagem abaixo não tinha me despertado a curiosidade. Desenhar um olho dentro de uma maça até é esquisito, mas não me chamou tanto a atnção quanto os outros quadros, mas observando agora, quem(ou o que) seria a figura marrom atrás da planta? Um mago?




 
 Esta figura já me pareceu com algo que vi em livros infantis. Não me pergunte qual. A única coisa que não parece infantil nela são as flores que estão fechadas. Não seis e sou muito maliciosa, mas estas figuras quando não estão com as pétalas abertas parecem outra parte do corpo humano....







Saindo dessa parte de experiências com plantas, temos os seguintes quadros:





Deste eu gostei muito. Apesar de estar em preto e branco, dá para captar muita doçura do olhar da moça.


Esse aqui eu achei meio tenebroso e ao mesmo tempo engraçado. Tive que fotografar para mostrar para o blogueiro Rodrigo Shampoo. Ele escreve e desenha tirinhas  da turminha do Dogcão, um cachorro malandro e engraçado como os cariocas normalmente são. Mas enfim, lembrei da tirinha porque tem um personagem que é um bode cujo nome é: Ôbódi.

 Aqui meu pseudo intelectualismo não deixa eu dar um palpite, porque faltou criatividade.


Mas aqui eu fiquei encantada com o cavaleiro solitário. Juro que ele segura uma cabeça, ou uma caveira, o que logicamente nos remete ao grande poeta inglês: Shakspeare.



(Ah! Olha aqui o leão cubista que eu tinha falado!)

Esta, meus caros é a esposa de Dalí, a Dona Gala. Acho que eu falei que o guia da exposição comentou da obsessão do artista poe ela né?  


E por ultimo chegamos neste quadro tão lindo, que infelizmente minha foto sem flash enfeiou. Acho que as pinturas mais bonitas dele são as que mexem com figuras quase transparentes e angelicais. Dá uma paz sabe? Ai como adoro ir em exposições!



Um beijo pessoal! Se tiverem a oportunidade de visitar esta exposição não percam. Eu vou tentar ir de novo e ver se acho algo sobre o pintor na loja do CCBB. Espero também conseguir ver a exposição do hiper realismo que está lá também.

Fui...

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Sessão Nostalgia: Juntos para sempre.

Li esse livro quando estava na quinta ou na sexta série. Lembro que na época eu julguei a Natalie porque acreditava mais na astrologia do que nos próprios sentimentos e nas coisas que ela percebia. Eu não era de acreditar muito em horóscopos porque esses que tem em jornais nunca batiam com as coisas que me aconteciam.

Os anos passaram e o cuspi que dei para o alto caiu na minha testa. Uma amiga minha passou a me explicar sobre astrologia e me indicou o site do personare. Lá eu encontrei previsões diárias um pouco mais precisas (ainda não confio muito na capacidade da astrologia para prever o futuro), e o mapa astral que fiz lá deu muito certo. Acertou muita coisa sobre mim e por isso passei a me interessar e reparar mais nas atitudes dos outros para entender as características clássicas de cada signo.

Quando dei por mim sobre essa contradição entre a Alê do passado e a do presente, senti vontade de reler esse livro. O problema é que eu não lembrava do título desse livro, só consegui rememorar que a menina procurava um garoto de touro porque acreditava que este era o signo perfeito para ela [lembrei também que essa história rodou de mão em mão na minha sala depois que li. Foi uma experiência muito gostosa poder discutir algo com a turma toda].  Fiquei frustrada durante meses por não conseguir achar o título e porque nem o google conseguiu me ajudar nessa empreitada, mas eis que certo dia o skoob me sacaneou.  Por mais que eu adicionasse vários livros a minha estante virtual ele empacou no número 204 (tenho 50 a mais que isso lá), foi então que resolvi fazer uma outra conta lá e adicionar tudo de novo[eta saco de jó que tu tem Alê!] . Como eu tenho uma listinha em papel foi bem mais fácil de adicionar os livros. Quando cheguei ao 79 livro tive a agradável surpresa: "Juntos para sempre" estava escrito e eu acabei descobrindo o que tanto procurava.

O problema era achar para comprar. Era mais fácil comprar o livro de mesmo nome do Walcir Carrasco que estava disponível em todas as livrarias, mas me lembrei que muitos livros antigos são encontrados no Mercado Livre, e eu realmente achei o que queria lá. Não imaginam a minha felicidade! É um livro para adolescentes muito divertido, fofo e curtinho [na minha memória era mais longo, mas imagino que eu ainda não tivesse muita prática em leitura] e que dá uma pequena cutucada no jeito radical de muitos adolescentes.

Pode parecer um pouco contraditório eu acreditar em astrologia e ao mesmo tempo gostar de um livro que a critique, mas se tem algo que aprendi com o site personare, é que não tem um signo que seja perfeito para outro. Qualquer nativo de escorpião (por exemplo) pode se apaixonar por um geminiano e dar certo com ele (escorpião e gêmeos são os signos do casal do livro) ou se apaixonar por um leonino ou um virginiano. A Astrologia não determina quais signos são ideais para cada um, até porque, para uma combinação astral perfeita seria necessário analisar mais do que a posição solar do mapa astral da pessoa (o signo definido pelo mês e dia que a pessoa nasceu não é nada mais do que a posição do sol no nascimento da pessoa). É mais significativo no caso do amor, saber onde o planeta Vênus estava na época que o casal veio ao mundo, pois assim dá para entender como cada um ama, mas mesmo assim, a astrologia não pode determinar se vai ou não dar certo o relacionamento analisado. O que os astros podem dizer são os pontos de convergência das personalidades e os possíveis desafios que o casal pode enfrentar.

No meu caso, por exemplo, a maioria dos sites de "astrologia marrom" (acabei de inventar rss) diz que o signo perfeito para eu me apaixonar é áries. É fato consumado [pelo menos quanto a mim] que signos mais sentimentais (como câncer e peixes) me enchem a paciência, por causa da minha essência sagitariana(posição solar no meu mapa), mas perto de áries eu sou a pessoa mais sensível da face da terra. Eu até tenho amigos arianos, mas volta e meia dou uma afastada básica para não me estressar. Tenho dois rompimentos traumáticos com pessoas desse signo.

Normalmente eu diria que nem todo ariano acha que é o dono do universo mas que é uma característica comum entre muitos, só que até agora eu não conheci um ariano ligth.É muito sacal discutir com eles, porque não sabem trocar ideias, eles simplesmente doutrinam. Se você souber de algum ariano que não seja assim por favor me avise, ficarei feliz em saber [risos].

Acabou que não contei muito da história né? Mas não se preocupem, em breve vou fazer uma resenha para o "O que tem na nossa estante"  (eu espero) e contarei mais sobre Natalie e Dean. Agora quero saber uma coisa: vocês já tiveram uma odisseia assim atrás de um livro de infância?

domingo, 20 de julho de 2014

Sobre a polêmica do parto normal.

Nos últimos meses muitas notícias sobre violência contra a mulher tem estourado na rede.
Ouvi muito sobre mulheres perseguidas em faculdades (sim é a menina da UERJ), pesquisas de opinião duvidosas sobre estupro e até sobre gênero e racismo, mas algo que vem chamando atenção mesmo, é a crítica aos médicos que fazem a cabeça das gestantes para preferirem a cesariana.
 
 É verdade que existem muitos médicos carniceiros ou maníacos por cirurgia (pois todos sabemos que são elas que colocam o "cascalho" no bolso deles) e realmente há essa pressão pela cesárea, mas acredito que antes de colocar o médico contra parede você tem que ouvi-lo. Afinal, teoricamente ele sabe mais de saúde que você. Se por acaso você suspeita da opinião do cara ouça uma segunda opinião. É fundamental tirar a dúvida, nem que seja com mais 3 especialistas. Eu mesma fiz isso quando a dentista disse que eu precisava quebrar a mandíbula para colocar aparelho (e realmente não era necessário) nos dentes. Porém, se os outros médicos concordarem com o primeiro dizendo que seu caso é grave e que precisa de cesariana, encare-a! Não se coloque em risco e nem ao seu bebê. Ficar mais de 3 horas em trabalho de parto pode romper o oxigênio que sai de você para a criança.
 
Sei que o Brasil ainda precisa crescer muito em matéria de igualdade entre gêneros, mas não podemos lutar de qualquer jeito e nem espalhar histórias  duvidosas para convencer os outros a seguir o feminismo. Relatos sem embasamento desacreditam o movimento. Hoje de manhã, li o "drama" de uma parturiente que se disse torturada pela equipe médica. De início até fiquei solidária, mas conforme ela narrava parecia que ela nem tinha parido ninguém, quer dizer, como uma bolsa de água pode estourar durante as contrações? As coisas acontecem na ordem inversa gente!
Não dou razão ao médico, mas não consigo acreditar no relato dela...
 
Antes que os mais xiitas digam que sou contra o parto normal, devo dizer que pesquisei com uma amiga que faz medicina antes de escrever. Ela me convenceu de que o parto normal é melhor para a mãe porque a ajuda  a não ter depressão pós parto e a produzir leite (o que é bom pro bebê), além de equilibrar as descargas hormonais do nosso corpo, no entanto se for necessário fazer cesárea porque o neném está com o cordão enrolado no pescoço, porque sentou ou porque a mãe não teve dilatação necessária não se deve ficar teimando com o médico. Cada caso é um caso, não podemos agir no 8 ou no 80 (tipo: nem fazer cesáreas desnecessárias ou insistir em parto normal quando há uma emergência). Vamos pensar um pouquinho antes de tomar atitudes extremas ok?
 
 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Sobre as empregadas domésticas e faxineiras

Inicio essa postagem com uma foto  de uma maravilhosa guloseima, para falar de algo muito sério e por vezes muito triste [ou ao menos que me deprime]

Semana passada eu voltava para casa no horário do rush quando uma advogada resolveu puxar assunto comigo. No início estava bem produtivo porque ela estava me informando do novo funcionamento dos ônibus. O problema é que rapidamente o assunto passou a ser política e ela revelou logo que era uma "coxinha". Olha o que a "pessonha" me disse:

" Eu vou voltar no Eduardo Paes, ele ao menos fez melhorias urbanas na cidade, agora não voto de jeito nenhum é no governo do PT. Não é que eu seja contra não[ela se referia ao bolsa família], mas o governo do PT só pensa em sustentar vagabundo. Por causa do Bolsa Família eu não consegui mais uma empregada porque elas podem ter vários filhos e ganham dinheiro para isso. Elas não querem mais trabalhar porque vivem da mamata do governo. Eu fui pobre e não tive nada disso sempre lutei para conquistar o que é meu."

Bom, não vou discutir os méritos do prefeito, mas achei um absurdo ela colocar a culpa da falta de empregadas domésticas e faxineiras no Bolsa Família. Todos sabem que agora a lei exige que os patrões paguem fundo de garantia para as empregadas, e que isso gerou uma grande demissão em massa, pois a classe média não podia pagar por isso. Então onde essas pessoas foram buscar emprego?De acordo com a moça que passa roupa aqui em casa, as amigas dela  estão evitando trabalhar em casa de família porque as empresas de limpeza terceirizadas podem oferecer esses benefícios. É claro que o mercado vai ficar bem saturado,  mas quem é que vai querer abrir mão desse benefício? Um dinheirinho a mais sempre ajuda.

No fundo, acho que as pessoas que ascendem socialmente são as que mais se ressentem das políticas públicas contra as desigualdades sociais. Deve ser porque gostariam de ter tido e não puderam. Estão tão loucas para terem o próprio valor reconhecido que não enxergam as necessidades dos outros. Eu fico muito triste com esse tipo de opinião. É verdade que muita gente depende do Bolsa Família, mas chamá-los de vagabundo é um erro tremendo. Não acredito que esse programa deveria existir para sempre, porque é um paliativo para uma situação ainda mais grave que é a desigualdade social. O governo tem que criar meios para que as camadas mais baixas da sociedade possam construir seu espaço e o mais importante e tradicional é a educação. Quando alguém tiver uma grande ideia para melhorar o ensino público e democratizar as oportunidades de emprego o Bolsa família não será necessário.

Essa história de premiar quem tem mérito é balela. O que é mais necessário? Dar a quem já tem ou socorrer quem passa necessidade e não tem condições de lutar? Por que gente, esse negócio de "quem quer consegue" não é para todo mundo não, principalmente quando há pessoas afortunadas que por inveja/ciúme ou recalque fazem de tudo para dificultar a vida de quem está por baixo. Pierre Bourdieu já dizia que para se crescer na sociedade é necessário vários tipos de capital (o cultural, o social etc)e quem nasceu na miséria sempre tem que fazer o dobro do esforço que alguém da classe média. Então, na minha opinião a gente não deve julgar as ações dos outros quando não sabemos se seríamos capazes de fazer melhor se estivéssemos na mesma situação.

Bom, isso é tudo por hoje.
Um abraço!

domingo, 13 de julho de 2014

"Brazuca é bom de bola", mas e quando não é?

Estive pensando com meus botões nessa questão do futebol. Muita gente está se sentindo mal, humilhado com a goleada e em compensação também há muita gente que vem criticando quem está decepcionado. De fato, apesar de não gostar muito de jogos eu também estive chateada com essa goleada e fiquei me perguntando porque. Afinal não tem coerência gostar de futebol só nessas épocas né?

Bom, colocando o tico e o teco para funcionar, percebi que tanto quanto eu, a muitas pessoas nesse país não são nacionalistas todos os dias. Somos uma pátria de coxinhas e pelegos e adoramos falar mal de nós mesmos. É difícil a multidão se juntar em uma só em prol de algum motivo. Hoje em dia temos as manifestações que cumpriram esse papel por um tempinho, mas tradicionalmente o futebol é que tem essa função. Claro que tem umas "anomalias" por aí que resolvem não torcer pela seleção, mas em geral é com o futebol que a maioria se lembra do hino, da bandeira e da nação brasileira. Eu diria que nosso esporte do coração é o verdadeiro símbolo nacional, é a nossa identidade, pois é a única coisa que integra todas as regiões do país.

Por causa disso, acho que essa velha música do Gabriel pensador vem a calhar:




Não é que eu despreze quem gosta de futebol, mas depender de algo que envolve  mais sorte do que talento para ter uma identidade, mostra como nossa autoimagem é frágil. Seríamos mais respeitados mundo afora se tivéssemos educação de qualidade e uma realidade menos injusta como denuncia a música do Gabriel Pensador.

Que tal repensar a nação?