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terça-feira, 25 de março de 2014

Fã Desesperada. Não cancelem o Drácula de jonathan Rhys Meyers!


 Eu não sou muito de acompanhar novelas, séries certinho sabe? Prefiro ou baixar tudo na internet ou abandonar, como acabei fazendo com Once upon a time que começou a ficar chato na segunda temporada.

 Mas um dia desses eu me encantei com a propaganda do Drácula interpretado por Jonnathan Rhys Meyers e resolvi assistir. Bom, eu estava adorando, porque é romantico, violento, cheio de tramoias  e exige bastante atenção para não perder os detalhes, sem falar que a produção às vezes nos trolla nas cenas dos próximos capítulos com cenas horripilantemente reveladoras.

Eu queria mesmo acompanhar na tv, como a maioria das pessoas faz, mas depois do segundo capítulo fiquei numa ansiedade tal que resolvi baixar. Agora quando estava chegando ao último episódio da temporada, eis que resolvo procurar quando virá a segunda temporada (porque game of thrones que também acompanho só vem uma vez por ano) e me deparo com notícias decepcionantes: a baixa audiência nos EUA e na Inglaterra está para acarretar o cancelamento do seriado.

Não entendo porque não faz sucesso. Ele é bonito, másculo, muito malvadão com a maioria do elenco, e nem brilha no sol ou morde a fronha! kkkkkk enfim, se vc é fã ajude o abaixo assinado pra série continuar através do link abaixo:




Não espero que vá ter 9 temporadas como muitas séries tem, mas bem que podia ter mais uns 4 episódios mostrando como ele se livrou da Ordem do Dragão e ficou com a Mina né?








Ah sim, para que não conhece a série lá vai uma pequena sinopse:

Em finais do século XIX o dr Van Helsing desenterra o conde Drácula de seu sarcófago. O motivo é que uma certa Ordem do Dragão havia matado sua mulher e filhos e o médico queria vingá-los.

Para realizar essa façanha, Van Helsing coloca Drácula como seu testa de ferro para ir destruindo um a um dos altos conselheiros dessa organização que dominava a Inglaterra e sua economia. É assim, que o vampiro toma a identidade de Alexander Grayson, e passa a ser um magnata da empresa de energia bolada por Van Helsing.

A relação do médico com o vampiro não é a das melhores, e tudo indica que quando o ultimo burocrata da ordem do dragão cair, Grayson se voltará contra Helsing e vice-versa. Porém, enquanto o ódio ainda os une,  vão passando por diversas situações juntos, mas a confiança do drácula, está apenas em seu advogado, o senhor Reinfield, o único que sabe que a jovem estudante de medicina Mina Murray, é na verdade a reencarnação da esposa assassinada do conde. No entanto, esse segredo está para ser revelado e a pobre jovem (a única realmente inocente da história) correrá muitos riscos. O que será que Drácula fará para defendê-la?

E é por isso que eu preciso saber qual é o final dessa história. Ai dona NBC faz mais uns 4 ou 5 capítulos pra finalizar essa história!




sábado, 22 de março de 2014

Tag Sequestrada: Disney

Pois é meus amigos, andei pelo lado do crime e sequestrei essa tag de um blog que não conheço, mas que encontrei ao acaso na internet. Vejam só:


1º- Qual seu filme favorito da Disney?

A Bela Adormecida. Não sei se é porque adoro dormir e durmo quando estou chateada, ou se simplesmente fiquei impressionada com a arte desse longa metragem.Outra hipótese é que eu quisesse ser essa personagem. Eu lembro que eu sempre era a Aurora na escola.

 
 
 
 
 
2º- Qual seu herói/protagonista favorito e porquê?

Hércules. Simplesmente adoro aquele grandalhão bonzinho e inocente que a Disney criou para o mito greto do herói. Ah sim, eu adoooro mitologia grega, desde que conheci Cavaleiros do Zodíaco sempre queria aprender alguma coisa sobre os mitos. Teve uma época em que eu colecionava aqueles papeizinhos do lanche do Mc donalds só por que eles falavam algo interessante sobre mitologia.

3º-Quem é seu vilão favorito e porquê?

 Acho que meu vilão favorito é o Hades. Ele é engraçado, mau humorado e cínico. Até hoje ainda uso algumas de suas frases no cotidiano, como quando atendo o telefone com aquele "Alooou" característico do Hades. Agonia e pânico também eram hilários. Lembro até hoje de quando enganaram o Hércules se passando por crianças e disseram: "Do balaco baco, o senhor é bem forte!"

 
 
 
 
 
 
 
 
 

4º-Um filme da Disney que merecia mais destaque?

A Espada era a Lei. Esse filme é fofinho, engraçado e tem personagens muito marcantes, é uma adaptação de um livro infantil que conta a história do Rei Arthur, e que foge daquela dramaticidade dos contos de fadas. Outro desenho bem legal e que ninguém conhece é o Robin Hood. Todos os personagens são animais o que dá mais graça a tudo.

 
 
 
5º- Uma cena de qualquer filme da Disney que você gostaria de experimentar.
 
Hehehehe com certeza um final feliz com o prícipe Filipe da Bela Adormecida, mas também adoraria ser transformada temporariamente num pássaro pelo Merlin.


6º-Qual é a sua música favorita da Disney?

Por mais incrível que pareça não gosto muito da Valsa da Bela e a Fera e nem de "Um mundo ideal" do Alladin. Acho que fico com "Uma vez num sonho" da Bela Adormecida e em segundo lugar fica uma música de 'A espada era a lei' chamada "o que faz o mundo andar".O que faz o mundo andar

7º-Que tipo de filme você prefere, animação 2D ou 3D?

Eu adorei ver "Up- Altas aventuras" em 3D, é uma sensação magnifica de estar interagindo com a história, mas não é algo do qual eu sinta muita falta. 3D dá dor de cabeça e é mais caro (meu lado salim fala mais alto), prefiro assistir em 2D.

8º-Qual foi o seu primeiro filme da Disney?
 
Esse eu não me lembro. Mas lá pelos meus 4 ou 5 anos, lembro de assistir muito a Cinderela e a Bela Adormecida.

 
 
 

9º- Qual é a sua frase ou citação favorita da Disney?


"A flor que desabrocha na diversidade é a mais rara e bela de todas" Mulan. Tem também essa outra do mesmo desenho: "Um grão de arroz pode desequilibrar a balança" parece meio bobo, mas na hora que você perde a fé lembra do grão de arroz.

10º- Algum filme da Disney já assustou você quando criança?
 
 
Já!Eu morria de medo da entrada da Bela e a Fera e da bruxa da Branca de Neve. No caso do primeiro, eu ficava amedrontada com a voz do narrador que parecia sinistra demais para meus ouvidos, e os vitrais da abertura também não pareciam muito fofos.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Crise existencial



Certa vez deitei na cama ao lado da minha mãe e descobri esse seriado. Chama-se ""Joan of Arcadia" e conta a História de uma garota (Joan) que fala com Deus. A Musica tema é "What if god was one of us?" e na série realmente Deus assumia a forma de várias pessoas diferentes só para conversar disfarçadamente com a adolescente.

Joan é uma garota normal que tem um melhor amigo que virou seu namorado, um irmão que ficou paralítico por causa de um acidente e um monte de amigos tão problemáticos quanto ela. Aliais na aborrecência, não ser problemático é exceção.   Voltando à vaca fria,o caso é que Joan está naquela fase em que se definir é  tão importante que a pessoa passa a procurar estereótipos para assumir ao invés de apenas ser, e Joan já tentou ser otimista, rebelde, certinha e cansou de todos eles. Agora só  lhe resta ser ela mesma, mas infelizmente a vontade de ser "legal" está atrapalhando esse encontro da Joan com ela mesma.

Não acompanho a Joan desde a primeira temporada, então não sei exatamente porque Deus está na cola dela (talvez pelo irmão?) pedindo que ela ajude a família e os amigos, mas isso não importa muito, comecei a falar sobre ela, porque eu vivi essa coisa de tentar vários estereótipos, e por mais que pareça sintoma de personalidade fraca (e talvez seja mesmo) é uma experiência enriquecedora. A pessoa conhece tantas coisas e incorpora um pouco de cada saindo da adolescência com uma experiência de vida diversificada e por isso se torna mais flexível (menos intolerante com as escolhas das outras pessoas).É claro que é muito duro, porque em cada estereótipo há uma desilusão nova (ou mesmo velha) a se experimentar, mas ajuda a ser um adulto mais esperto.

Se algum adolescente estiver lendo isso, por causa de crise existencial, recomendo que pare e respire beeeem fundo. Pela minha experiência, a gente tem algumas pequenas características que vem de berço conosco, mas 90% da nossa personalidade é fruto da nossa história de vida. O "Eu" é fruto de processos, que levaram você a optar por diversos caminhos durante toda a sua vida. Eu acredito que até a morte estaremos mudando, e é bom que seja assim. É bom estar aberto  ao novo, porque se não você fica que nem o Senhor Wilson do Dennis o Pimentinha: um verdadeiro rabugento.

É claro que também não estou dizendo para aceitar qualquer modinha, mas não rechace uma ideia só porque ela é nova, ou porque o seu grupinho não aceita, reflita sobre ela e depois veja no que dá. Quando alguém se define assume o compromisso de ser sempre de um jeito só, o melhor é agir naturalmente, de acordo com seu código de regras pessoal e ver no que dá. Seja espontâneo e se faça feliz. Se a sua felicidade incomoda, ligue o f#d@-se e vá curtir.

Um abraço!
Alê lemos.

domingo, 9 de março de 2014

Pelo quê Lutar?

Na última sexta, fui com uma amiga no CCBB. Fui ver uma amostra sobre a ditadura, totalmente 0800. Não gosto do tema como historiadora, não por desprezar o significado do período, mas porque é mega complicado e amplo (sem falar nos textos hiper pesados e sonolentos que são tradicionais do pessoal dessa área) e mexe comigo de uma forma não tão científica como deveria.

Mesmo assim, acho uma obrigação dos profissionais da História irem a esses eventos. É um exercício observar como foi montada a exposição e organizada a memória do período histórico escolhido. Então fui. Na entrada foram colocados painéis com notícias de jornais organizadas por ano. Desde 1960
até 1985. O legal é que os jornais nos painéis também contavam o que estava acontecendo no resto do mundo, e se você for lá preste atenção nisso, pois o contexto internacional também ajuda a entender porque certas coisas aconteciam no país.

Do outro lado da sala, de frente para os painéis, tinha muita arte feita no período ditatorial. Muitas denúncias montadas e desenhadas em cartoons, charges, esculturas etc. Tinha frases de todos os tipos, As músicas de Chico Buarque eram citadas várias vezes, mas a frase principal era essa ==> 
do Vladimir Herzog, que perdi a conta de quantas vezes foi repetida. É uma boa citação na minha opinião, a não ser pela palavra "civilizados", acho que  já estaria completa se parasse no "seres humanos", mas enfim, como isso aqui é blogosfera, não vou entrar em problemas historiográficos chatos. Quero contar uma reflexão que tive lá na exposição despertada pela foto a seguir e pela frase do jornalista acima:

Quando vi esse desenho lembrei logo do menino de rua que foi acorrentado no poste há alguns dias. As pessoas falam mal da ditadura, mas apoiam esse tipo de crueldade, e fico me perguntando se elas não param para pensar que é a mesma coisa. Quer dizer é tudo gente não é? O menino de rua com certeza é um marginal, rouba para sobreviver, se droga porque tem uma sobrevida péssima, entre outras coisas, mas quem não roubaria se tivesse nascido à mercê do destino? Pode falar a vontade que teria lutado e vencido, mas para quem nasceu sem nenhum privilégio é uma luta muito mais dificil. Para tudo na vida é preciso ter boas relações sociais, o famoso "QI"(Quem Indica) , que  Bourdieu chamaria de "capital social" que o menino de rua não tem para sair da margem. Não adianta você se formar, se um conhecido não te recomenda lá pro patrão dele. Quer dizer, você pode até conseguir  se tiver a sorte de ninguém que tinha a "peixada" foi aprovado, mas isso é mais raro. Sem falar no preconceito, se vazar que você foi presidiário, ou garoto de rua, as pessoas normalmente vão desconfiar de você, não importa que você demonstre o contrário. Vai ter que passar a vida lutando contra o preconceito, se a vida mesmo não te boicotar (como nos casos de boas pessoas que moram em favelas que tomam bala perdida).

Entende como o buraco é mais embaixo? Não adianta culpar os excluídos/ marginalizados pelo problema da violência, é preciso lutar para incluí-los*, e esse não é um dever só do governo é de todo cidadão. Acho que deveria ser obrigatório que todo bairro tivesse um centro onde as pessoas trabalhassem comunitariamente ensinando seus ofícios para as populações carentes (aqui no Rio não tem muito essa de bairro de pobre ou de rico, é tudo misturado em todos os bairros) e oferecessem serviços para a comunidade em geral.  A Globo várias vezes já falou que em locais que tinham atividades culturais para pessoas carentes, a violência diminuiu. É só uma questão de dar oportunidade sabe? Claro que nem todos "se salvarão" mas provavelmente teremos uma redução do número de jovens marginalizados.

Essa ideia já estava presa na minha garganta há bastante tempo, mas a frustração de viver nesse mundo, onde a maioria discorda de mim, tem feito com que eu engula os sapos. Esse país é muito bárbaro, e a cada vez mais eu vejo pessoas deixando de serem humanas como falou o "colega" Herzog. Por isso acho que foi bom eu ter ido na exposição da Ditadura. Essa foto do fim, me deu um belo impacto, (como todos os verbos no imperativo costumam fazer) assim como todas as salas da amostra, que falaram da resistência, das torturas, dos exílios, e essas pinturas na parede (atrás do Lute) que reforçavam cada artigo da Declaração dos Direitos Humanos.

De certa forma, acho que a geração atual é muito mimada e individualista, não sabe ainda lutar pelas inúmeras coisas que ainda restam a fazer para melhorar nossas condições de vida. Não aprendemos a sair nas ruas unidos,  cada um vai com sua reivindicação e sua raiva, mas sem proposta clara de mudança efetiva. Vamos assim,indisciplinados, enfrentar  aos autoridades, e só conseguimos depredar prédios públicos. Quanto aos nossos prefeitos e governadores ,  percebo que ainda possuem um quê de intolerância (vide a proposta de lei de prisão perpétua para quem manifestar contra a copa, a repressão contra os bombeiros, a demissão dos garis) e tecnicismo ultrapassados que precisamos ensinar a mudar. Devemos mostrar para eles qual tipo de governo queremos, para mudar essa visão de que progresso é "construir estradas e arranha-céus". Progresso para mim, é mais que tecnologia, é qualidade de vida estendida a todos e dada com qualidade. É Ensino para tornar cidadão, e não para tornar robô. É educar para realizar sonhos, mas sonhos de uma vida melhor.

Pensei muito nessa visita ao passado né? Mas não tem como ir lá e não sair meio balançado com a coisa toda. Principalmente com esse "Lute "enorme e m vermelho provocando nosso espírito. Recomendo que quem mora no RJ vá assistir. Quem é leigo e quem é da área vai tirar muito proveito, mesmo que não goste.

 Um Abraço! 
Alê Lemos.
* Há quem diga que não há espaço para essas pessoas, mas porque então, é que o governo está importando trabalhadores hein?


sábado, 8 de março de 2014

Sorteio do Desafio Literário e alguns comentários sobre o Oscar.

 Eu não podia ficar sem falar do Oscar. Não costumo ver porque sei que os "critérios" da academia são guiados por esquemas políticos por detrás dos panos, (perdi a fé nela também porque Harry Potter quase nunca foi indicado, e na época era minha série favorita rsss) mas dessa vez assisti por causa da Ellen Degeneris. Às vezes vejo o programa de entrevistas dela e a acho maravilhosa.

E não me decepcionei. Ellen foi demais, apareceu vestida de fada, mobilizou os artistas para aparecer no twitter, comprou pizza para os convidados e ainda fez zuações com a plateia. Ela deixou os gigantes de Hollywood parecendo gente como a gente, aliais, apenas pessoas (principalmente a Jenniffer Lawrence, que nas telas parece uma pessoa forte, decidida, dura, mas que sempre paga mico nas premiações).

Eu não tinha visto os filmes que foram parar na premiação (como sempre), mas imediatamente comecei a torcer pelo 12 anos de escravidão quando vi o trailler. Infelizmente Gravidade começou a ganhar todos os Oscars, e apesar de não saber se foi merecido, acabei desligando a tv meio entendiada com os resultados.

Agora o resultado que não vai entediar vocês é o do sorteio do meu Desafio Literário. Para quem não lembra, é esse Desafio aqui:




 As concorrentes eram:
1-Chica
2-Rosélia
3-Roberta Aline
4-Valquíria
5-Anne Lieri

 O prêmio é:
1-Dois marcadores da Menina das ideias, feita pela própria Menina das ideias;
2- Um caderno das Ideias, também feito por mim;
3-Um chaveiro de lâmpada que acende de verdade. 

E o "Oscar" vai para:


Que rufem os tambores!




 Anne Lieri!!!!!!!

Parabéns Anne! Agora é só enviar um endereço para contato para esse email aqui: ameninadasideias@outlook.com.
Um abraço a todos!

Alê Lemos.







quinta-feira, 6 de março de 2014

Sobre o Carnaval e o fim do Desafio Literário.

Nesse feriado do Carnaval fiquei em casa, assisti alguns filmes (um deles era russo, devo falar sobre ele nas próximas postagens) e  fui num único bloco de carnaval.

Quando a mulher azul se transforma na lady gaga.
Como eu já disse aqui, não sou nenhuma foliã. Não me fantasiei de nada para ir no bloco. Apenas fiz uma maquiagem azul que combinava com o vestido e as pedrinhas no meu rosto, para entrar no clima de festa. Saí dizendo que era a mulher azul, mesmo que esse personagem não existisse. No caminho até arrumei uma piranha (nome local do prendedor de cabelo dentado) em formato de flor para dar mais na vista, mas não me esforcei muito. Acho que só coloquei tudo isso, porque meu irmão e minha cunhada estavam hiper fantasiados e acabaram me contagiando com tanta empolgação.

Íamos no  bloco do Sargento Pimenta, mas ao acompanhar dois piscianos você tem que estar ciente de que vai se atrasar. Acabou que fomos num outro bloco nerd chamado "Cinebloco". Pegamos primeiro o ônibus e depois o metrô. Quando eu chegava na superfície do bairro da Glória tomei um baita susto. Alguém me puxou pra trás e eu bem pensei que ía ser assaltada, mas dei de cara com Mariana, uma amiga da faculdade que nunca mais vi porque resolveu fazer concurso público e praticamente sumiu das nossas rodinhas. Bati papo um tempão com ela e com o namorado e soube de umas fofocas tensas do nosso tempo de graduação (isso sempre acontece no fim da facul né?) enquanto Bart Simpson implicava com meu irmão dizendo que ele estava fantasiado de "Largo do Machado". Ao contrário do meu irmão, até achei a pilhéria engraçada, o que foi feio mesmo, foi o que Bart fez com a Mulher Maravilha (balançou possessivamente os peitos dela) e o que ela fez com a Alice do país das Maravilhas ("Tô sentindo cheiro de vadia de longe!" disse a M M, e logo depois esfregaram os peitos uma na outra felizes). Como minha cunhada disse, aquelas pessoas estavam me fazendo sentir muito "conservadora".

Lá pelas 19 horas, encontramos os amigos da minha amiga e me dividi entre dar atenção para o Grupo da Mariana e o do meu irmão. Infelizmente no grupo da minha amiga tinha muitos casais e eu sobrei mesmo, então, acabei dando mais atenção ao grupo do meu irmão. Mas apesar disso, foi muito divertido. Não sei exatamente como, mas um sacolé batizado veio parar na minha mão. Quando senti o gosto da vodca, tentei repassar porque realmente não aguento tomar nenhum tipo de bebida alcoólica (acho tudo muito ruim) e acabou que ninguém quis e voltou pro dono kkkkk.

Enquanto eu morria de vergonha por causa dessa desfeita que sem querer acabei fazendo, algo hilário ocorreu: meu irmão que resolveu ir de "O iluminado" acabou travando uma luta de machados com um cara fantasiado de açougueiro, que surgiu do nada, e quando começou a perder, jogou um porquinho de borracha no meu irmão, que desatou a rir (assim como todos nós) e perdeu a batalha. Dois dias depois descobriu que o estranho era amigo de um amigo dele. Mundo pequeno não?

Não peguei ninguém, não por falta de oportunidade, mas porque estavam todos tão bêbados e sem noção que dava até nojo. Falando nisso, acho que a cantada mais razoável que eu vi foi de um francês. Infelizmente ele acha que nosso povo entende espanhol, e não arrumou nada, porque a menina que ele cantou ,ficou boiando.

Não foi um carnaval ruim, valeu pelo reencontro e pelos micos épicos que vi as pessoas pagarem (um amigo do meu irmão bateu com o machado dele num cara que queria interromper a "ideia" que ele estava dando numas meninas e o outro pegou a varinha de condão da minha cunhada para negociá-la em troca de beijos), mas agora não me sinto tão mal por preferir passá-lo em casa. É muita loucura junta, sem falar na falta de educação das pessoas que mesmo sabendo da greve dos garis, não contribuem para a limpeza da cidade. Limpar toda essa bagunça é para quem tem muita coragem, então esta Menina cheia de Ideias apoia a greve e apela para que as pessoas continuem brincando, mas que tenham mais consciência. Todo esse lixo junta rato e faz mal para nossa saúde.

Antes de me despedir, venho avisar às participantes do Desafio Literário "E se eu fosse o Eu-lírico" que sábado eu vou sortear o primeiro kit da Menina das ideias. Ainda estou confeccionando, mas no sábado eu vou ter terminado e espero que venham conferir a vencedora! Acho que falarei um pouco do Oscar também. Assisti parte esse ano e adorei a apresentação da Ellen Degeneris. Mas ao invés de anunciar um pequeno homenzinho, vou deixar vocês com a visão do primeiro kit personalizado desse blog:

caderno e dois marcadores.



domingo, 2 de março de 2014

O carnaval no Rio de Janeiro.

Eu não curto sair no carnaval. Não acredito que seja coisa do demônio ou uma festa sem moral, apesar de que tradicionalmente, sua função é gastar a cota de pecados dos foliões antes da quaresma, período de 40 dias antes da Páscoa onde os católicos se abstém de qualquer excesso.-Um ótimo filme sobre esse período do calendário cristão é o: "Chocolate" com o Johnny Depp- Mas nos dias de hoje acho que até a Quaresma já perdeu o sentido para a maior parte das pessoas, ao menos na minha cidade, já o carnaval ainda está firme e forte.

Voltando à vaca fria, acho que o carnaval é o momento que as pessoas vivem uma fantasia de liberdade, transgridem milhares de regras sociais dos "dias úteis" (para alguns não são tão uteis assim) e cometem as maiores loucuras para lavar a alma. Penso que é muito justo ter uma data assim no calendário, pois o resto do ano temos que nos segurar para ficar nos nossos "quadrados" , como dizia um sábio funk que foi o "hit" de alguns verões passados. 

Vocês devem se perguntar então por que eu prefiro ficar no aconchego do meu lar. Simples, apesar de ter menos gente na cidade, porque uma grande massa prefere ir para a Região dos Lagos (não entendo porque, fui uma vez e só vi um palanque montado na praia, que puxava toda luz da região, enquanto as casas ficavam no escuro), os que ficam bebem pra cacete, batem de carro, atropelam os outros, entre outras coisas.

Mas não só tem essas coisas ruins não. Todos sabem que o Rio tem a tradição dos desfiles de escolas de samba. Passa toda hora na tv, e tem muito artista que vai curtir a avenida e ficar nos camarotes, mas na minha opinião o forte daqui são os blocos de rua. É lá que os anônimos pulam seu Carnaval, misturados com estrangeiros queimados de sol (que ficam gaguejando  a palavra "mulata"), e todas as camadas e classes da sociedade carioca.  A maioria se fantasia de alguma coisa, de sininho (a fada piriguete) à diabo, pirata, odalisca, Tony Montana e as mais variadas bizarrices.

Uma característica dos blocos são os nomes criativos e quase sempre de duplo sentido, tais como: "Largo do Machado, mas não largo do copo" (referência a um bairro da zona sul chamado "largo do Machado") que tem sua versão infantil também:" Largo do machadinho, mas não largo do suquinho" (eu fui nesse commeu sobrinho, mas foi um total fiasco porque ele teve medo), "Suvaco do Cristo" (que foi uma adaptação de uma frase dita por um famoso), "Lavou tá limpo", "Sargento Pimenta e o clube dos corações solitários" (que toca as músicas dos beatles no ritmo do samba), "Buda da barra", o famoso Bola Preta (que enche tanto que não vale a pena), o "Que merda é essa?", "Seca Copo", "Rebola preta de Cascadura", "perereca Nervosa", "Gladiadores de Copacabana", "Cachorro Cansado", "Passa a régua de Bangu" , "Boi sem chifre"e muitos outros que você acha facilmente na wikipédia.

Os meios de transporte funcionam com horários especiais para atender aos foliões. Inclusive, no metrô, vem a lista dos blocos mais próximos das estações, bem como a data em que cada um vai acontecer. Eu fui em alguns blocos (3 no máximo) e o que mais gostei foi um no bairro da Tijuca, que não me lembro o nome, mas que tocava várias marchinhas tradicionais do carnaval. O pior foi um na zona sul, e esse não consigo esquecer o nome pois foi traumático. Chama-se "Volta Alice" e acontece na Rua Alice, onde me disseram que existia um puteiro, e que provavelmente a Alice original morava lá, mas é preciso averiguar antes de afirmar, por isso deixo a história apenas como um boato. Mas enfim, odiei esse bloco porque no ano em que fui a banda só cantava a marchinha do bloco em homenagem a Alice o tempo todo (" Ei volta aliceee!"), e a música só tinha uma frase que se repetia sem parar. O bloco foi apenas até o fim da rua e voltou. Imagina sair de casa em tremendo fevereiro (o mês mais quente e seco da cidade) para participar disso e ainda tem que segurar a maior vela? #odeio muito tudo isso. Mas tenho que confessar que já ouvi algumas pessoas falando bem dele, às vezes eu é que não dei muita sorte né mesmo?

Esse ano vou tentar me divertir num bloco, nem sei do que que vou me vestir, na verdade, mas vou tirar umas fotos para colocar aqui.  Agora eu me vou, e desejo a todos um bom feriado!

Alê Lemos.