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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Confissões de uma ex-otaku

Lá pelos meus 14 ou 15 anos a Band relançou Cavaleiros do Zodíaco. Para mim foi uma verdadeira festa porque quando eu tinha 5 anos a Manchete parou de passar do nada e nós não ficamos sabendo o final da história. Passei então a acompanhar o programa da Kelly Key.

O problema é que a Band, depois de um tempo, passou a não transmitir o desenho sempre no mesmo horário. Era a maior confusão porque toda hora mudava a programação, e mesmo quando eles anunciavam o desenho em um horário, era capaz dele não passar. Foi então que eu comecei a comprar os mangás, e logo depois resolvi aprender a baixar os episódios da internet. Aliais, se não fosse por isso, acho que eu ainda seria uma excluída digital.

Na época tínhamos só um pc com internet discada. Cada download levava 3 horas para terminar e eu ainda tinha que dividir o pc com meu irmão. Era uma verdadeira guerra! Meu irmão não podia ir no banheiro que eu pegava a cadeira pra mim. Graças a Deus meu tio me deu um netbook quando fiz 18 anos e a situação se abrandou, mas enquanto estava no período "inferno"[risos] eu até preferia gastar minhas economias comprando DVDS na loja de quadrinhos chamada "Metrópolis". Aliais, eu era tão viciada que fiz meu pai me levar lá pelas 18 horas nessa loja e tamanha era minha ansiedade de saber o que os Cavaleiros do Zodíaco estavam fazendo, que a vendedora resolveu me deixar entrar, mesmo que ela já estivesse fechando a loja.

Depois de algum tempo, eu passei a gostar também de outros mangás (porque eles saíam entre um volume e outro de CDZ) como YuYu Hakushô, que hoje em dia é o favorito do meu coração. Eu colecionei Fushigi Yûugi, Sakura Card Captors, Ranma 1/2, Inu Yasha, Bastard, ChonChu, Meru Puri , Sunadokei e vários outros em dvd como Tsubasa da Clamp e Death Note.

Gostar tanto assim de animes e mangás me levou aos famosos Eventos de Anime. Lembro até hoje da primeira vez que eu fui em um. Fui com a minha melhor amiga, o irmão dela e nossas mães. Elas ficaram do lado de fora e nós entramos com os braços carimbados (eles fizeram isso para caso saíssemos do evento não precisássemos pagar a entrada de novo). Foi uma verdadeira festa! Víamos um monte de gente fantasiada com nossos personagens favoritos, um monte de coisas (tipo acessórios) dos animes para comprar e muita gente louca andando por aí com plaquinhas pedindo abraços ou fazendo enquetes. A melhor parte porém, foi a entrevista com os dubladores. Era muito interessante ver a cara das pessoas que emprestavam a voz para nossos personagens favoritos. Eles ainda contavam que outros personagens tinham feito e ficávamos pasmos por nunca termos desconfiado (tipo a Miriam fischer que dublou a Vaca e o frango e a Botan de YuYu).

Infelizmente nessa primeira vez tivemos que sair cedo, porque nossas mães ficaram lá do lado de fora enchendo o saco. Mas fomos outras muitas vezes depois. Nos eventos grandes fiquei mais de 4 horas no calorão de dezembro esperando para entrar. Eu odiava as filas, mas não podia deixar de achar legal fazer amizades enquanto esperava. Conheci pessoas muito diferentes na fila e nos eventos e até ajudei  a entrarem sem pagar doando as minhas fitinhas (depois do meu primeiro evento a carimbada foi substituída por fitinhas coloridas), apesar de nunca ter pego a fitinha de ninguém pra entrar sem pagar (eu me sentiria muito culpada).

Também iniciei muitas amigas "no vício" dos eventos e algumas ficaram ainda mais empolgadas que eu.  Nunca gostei de tomar Muppy ou fiz algum cosplay em eventos eu ía mesmo era pra gastar, comprar tudo aquilo que eu não achava facilmente na Metrópolis e minha compra mais importante foi meu filhote de pelúcia: o Yusuke, vulgo cabeçudinho. Hoje em dia ele está muito velho tadinho, mas não tenho coragem de me desfazer dele, é meu baby amado!  Na verdade é a minha paixão mais duradoura. Nunca fiquei com um garoto nesses eventos, mas meu primeiro beijo foi com um otaku que uma amiga que viciei em animes me apresentou. Não vou contar como foi em detalhes porque me lembro disso como um verdadeiro fiasco, mas achei importante registrar.

Hoje em dia, eu não tenho paciência para assistir um anime novo. Não sei bem como me "desotakizei", mas foi durante a faculdade. Acho que até o terceiro período eu ainda acompanhava alguns shoujos, mas parei porque os preços aumentaram e eu tinha que gastar com as xeroxs da faculdade né? Depois de um tempo eu resolvi assistir de novo, mas não rolou, perdi a paciência em algum momento entre as aulas de medieval e Brasil império.  Acho que hoje eu só reveria YuYu Hakushô e Bastard se tivesse a oportunidade (um porque é meu favorito mesmo e o outro porque não terminei de ler). Não me sinto  melhor ou mais adulta por ter perdido o interesse (como alguns colegas me acusaram), mas foi algo que simplesmente aconteceu. Virei ex- otaku porque o destino quis.

Porém, uma confissão tem de ser feita. Quando fui a São paulo eu tive de conhecer o Bairro da Liberdade! Não comprei estatuetinhas  de anime pra mim, como a Jaci, mas trouxe um minion um  gato da Alice para mim (em outras palavras, ainda adoro desenhos, só não os orientais).

sábado, 16 de agosto de 2014

Sessão nostalgia: Branca de neve e A guardadora de gansos

Quando eu era um tiquinho de gente a Xuxa lançou uma coleção de contos infantis com livros e fitas cassetes, onde ela narrava as histórias. Tinha vários contos como o Barba Azul, Alladim e lâmpada maravilhosa, Chapeuzinho vermelho e muitos outros. Eu adorava minha coleção (incompleta) dessa  série "Conte outra vez", mas por algum motivo eu dei meus livrinhos (provavelmente eu me achava muito grande para continuar a lê-los)e até já tinha esquecido da existência dessa coleção.

Tudo mudou quando eu fui procurar no mercado livre o livro '''Juntos para sempre"que eu falei aqui há algum tempo. Por algum motivo, durante a busca o site me mostrou a foto da capa da Branca de Neve, mas logo depois eu vi um vendedor com a coleção completa. Ah se eu não tivesse dado para minha mãe a coleção da Mediadora! Ainda estou pagando as prestações desse presente : ( , mas felizmente pude ao menos comprar esse fascículo.

A versão da Branca de Neve é meio diferente sabe? A mãe dessa princesa ao espetar o dedo na agulha usou o sangue que caía para pedir (a quem ela pede não fica claro) que sua filha fosse branca como a neve com cabelos pretos como o ébano e lábios rubros como as gotas de sangue que caíram. No desenho da Disney já nos deparamos com a princesa adolescente, mas neste livro ela é uma criança ainda vejam:
É bem estranho ver uma criança dessas casando com um príncipe já adulto, por mais que ele pareça charmosão:

Acho que a ilustradora deveria ter feito ao menos um príncipe adolescente né?  Isso é meio pedófilo.Mas enfim, outro motivo para essa versão ser diferente, é que antes de Branca comer a maçã da madrasta, ela sofreu outros dois atentados: um pente envenenado e um cinto tão apertado que lhe cortou a respiração. Vocês já viram isso em outras versões do conto?

Bom, a outra historinha que veio nesse livro é a Guardadora de Gansos. Uma das minhas preferidas. Trata-se da história da princesa Carina, uma menina que viveu sem malícia até os 18 anos, quando seus pais lhe enviaram para casar com um príncipe.
O problema é que a ingenuidade da menina a leva a tomar um golpe da própria dama de companhia que rouba suas lindas vestes e o futuro marido dela.
A espertalhona deu um jeito de afastar a princesa do castelo mandando-a fazer o pior trabalho que o rei tinha para oferecer. Ela também decapitou o cavalo falante de Carina para que ele não a delatasse.

Todos os dias Carina passava pela cabeça de seu querido amigo Falante (que fora colocado de enfeite numa ponte) e ambos lamentavam o destino um do outro. A história ficava melancólica assim, quando entra o Conradinho, rapaz que junto com Carina tomava conta dos gansos. O garoto era um verdadeiro chato, ficava desarrumando os cabelos da princesa e implicando com ela o tempo todo. Então já meio bolada, Carina pede ao vento que leve o chapéu dele embora, e todos se divertem vendo Conradinho tomar vários olés do vento.
Carina mandando Conradinho às favas.


Nessa foto ela lembra um pouco a Merida não é? Engraçado como só pensei nisso depois de fotografar essa página...
 Bom, voltando à história, em razão desse desentendimento entre Conradinho e Carina, o rapaz foi dar queixa dela ao rei. Felizmente o garoto também contou das conversas que a princesa todos os dias travava com a cabeça do cavalo e o rei ficou intrigado. Há muito que vossa majestade desconfiava daquela sua nora mal-educada e caprichosa que nem parecia princesa. Então mandou chamar a guardadora de gansos para interrogá-la.

"Majestade, eu jurei que não falaria sobre esse assunto" disse Carina.
"Tudo bem. Se você me contasse quebraria sua promessa, mas não fará mal algum se contar para as paredes não é?" disse o rei.

A garota concordou em contar seu segredo para as paredes e o rei fingiu que a deixava sozinha na sala (na verdade se escondeu atrás da cortina). A menina cantou seu segredo para as paredes e o rei descobriu tudo. Aliais, meu personagem preferido nessa história é o rei [risos] eta pessoinha esperta! Mas o mais legal nessa coleção eram as ilustrações que até hoje me parecem perfeitas.

Espero que tenham gostado!
Um grande beijo
Alê.


sábado, 2 de agosto de 2014

Série "Escrito nas estrelas" parte 3 #Leão

Leão é um signo de fogo que rege o fim do mês de julho e vai até o final de agosto. Signos de fogo possuem muita energia, vivacidade e adoram a liberdade, mas o que leão possui de especial é seu jeito carinhoso e paciente (o que o distingue dos seus pares sagitarianos e arianos).

De fato, as pessoas nativas dessa casa astrológica se assemelham ao comportamento desse animal, pois o rei da selva fica calmo a maior parte do tempo. Sua leoa sai para caçar e ele fica lá  tranquilão com os moleques mordendo sua orelha, saindo no tapa e os outros animais avançando no seu território. Ele não demonstra irritação até estourar, e quando isso acontece põe todo mundo no seu devido lugar (mulher, filhos e os outros animais).

Uma leonina famosa é a JK Rowling. Isso me lembra de falar que muitas vezes eles são desprendidos e caridosos, no entanto o orgulho e a vaidade são seus maiores defeitos. Uma vez fiz um mapa astral automático no personare para um leonino (para fazer isso é só ter conta no site) e quando ele leu que era orgulhoso rejeitou totalmente a astrologia e nunca mais quis falar no assunto [kkkk]. É fato que o homem [e a mulher também] normalmente não gosta que apontem seus defeitos, eu mesma odeio quando alguém me chama de...sei lá de egoísta, mas quando eu leio no mapa astral sobre algum defeito meu, fico lá meditando sobre isso, pensando se dá para mudar essa característica e ser mais feliz. No caso dos leoninos, acho difícil terem essa flexibilidade.

Quanto a vaidade, já li em sites de astrologia que o leonino vende o almoço para comprar uma camisa para a festa de sexta a noite. Ele não liga para juntar dinheiro, para ele isso é só um meio de viver bem. Outra coisa que ouvi dizer, é que raramente as leoninas se submetem a ser a amante. Dizem que nos raros casos que fazem isso elas conseguem desbancar a esposa e tomar seu lugar. Disso eu não sei, mas com a aparência eu posso dizer que eles se preocupam muito. Meu pai vive fissurado pelo próprio bigode e o irmão da minha amiga Glaucia fica nos espelho admirando os próprios bíceps[risos].