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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Genial é ter o coração puro

Nas últimas semanas os meios de comunicação não tem noticiado coisas boas. É muita corrupção na política e conspirações contra o povo brasileiro, a fim de nos tirar os direitos.

Mas já não é de hoje que venho duvidando da bondade humana, faz uns anos que desisti de ajudar o próximo porque muito boa vontade às vezes nos torna alvos e também porque em outros casos a gente pensa ajudar, mas acaba direcionando a pessoa para uma direção que ela não queria tomar. Então optei por guardar meu instinto caridoso no bolso e só ajudar em pequenas causas e de preferência em assuntos acadêmicos.

Só que aí no meio daquelas manchetes, uma nesguinha de luz solar se fez representar e conheci a Hailey:



                                                                                                       Hailey








http://revistacasaejardim.globo.com/Curiosidades/noticia/2015/06/menina-de-9-anos-constroi-casas-e-planta-alimentos-para-ajudar-pobres.html

A Hailey é uma menina lá dos Estados Unidos que resolveu fazer uma horta para saciar a fome dos mendigos do seu bairro. Com o tempo ela também criou moradias para eles e a pequena tem só 9 anos. Lembrei de mim há alguns anos atrás pedindo doações para uma menina cega ou tentando organizar uma festa de dia das crianças para uma comunidade carente. Era uma coisa muito boa, eu me sentia bastante feliz por ter dado esperança a pessoas mais necessitadas, era como se eu tivesse alguma utilidade dentro dessa nossa colmeia.


Bem, como "nem só de pão vive o homem", acho que não dá para não relembrar também da Giovanna, que também aos 9 anos resolveu alimentar o espírito das pessoas doando livros usados na avenida Paulista.






http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/08/11/menina-de-nove-anos-doa-livros-no-minhocao-em-sp-educacao-muda-vidas.htm

Esses dois casos me disseram muito. Espero que elas não esbarrem em pessoas mal intencionadas e não tenham essa luz sugada, porque estão fazendo mais diferença na vida de outras pessoas que muito marmanjo por aí. Se a sociedade seguir a lei da seleção natural, espero que se salvem pessoas assim e que a bondade e o caráter sejam os genes dominantes selecionados para a sociedade do futuro, porque o que mais vejo agora, são pessoas que dizem pensar no futuro do país, mas que na verdade estão pensando somente nos seus interesses pessoais.











terça-feira, 1 de dezembro de 2015

O Primeiro Feliz Aniversário de 2015!


Uma das coisas que sinto mais falta das amizades virtuais, são essas pequenas demonstrações de vida que chegam pelo correio quando menos esperamos. Receber cartinha inesperada de manhã cedo é ainda melhor ! Imagina minha alegria ao pegar o envelope das mãos de meu pai às 6 da manhã enquanto me amaldiçoava por ter que levantar cedo? (na noite anterior tinha feito uma maratona Netflix kkk) O mau humor praticamente evaporou.

O mais legal, foi que a Ana usou uma frase do Rubem Alves para me desejar feliz aniversário. Além dele ser um pensador muito legal e engraçado (coisa difícil na academia), tenho boas lembranças dele porque na aula que precisei estuda-lo na faculdade fiz bons amigos  e nos denominávamos "Grupo Rubem Alves" no Whastapp. Muito obrigada Ana! Você foi a primeira a me desejar feliz aniversário esse ano (com duas semanas de antecedência kkk), parabéns! XP Espero conseguir retribuir o carinho de alguma forma.

Um grande beijo!
Alê.

sábado, 28 de novembro de 2015

Em Gestação.

Há muitas opções:
direita, esquerda
frente e trás.
Os pés, porém não se movimentam,
quedam-se no lugar.

O passado os assombra,
A frente lhes apavora,
a direita é o caminho dos outros
e a esquerda é o caminho errado,
embora certo.

Solução? Só se for o limbo.
São muitos quereres distintos,
São muitos conflitos existenciais.

O ano parou.
Voltei para a barriga
e aqui estou: me desenvolvendo,
me descobrindo
e montando um caminho novo...
ou talvez uma pessoa nova?
    Aleska Lemos

Olá galerinha! (se é que alguém vai ler isso),

Nesse momento de gestação que estou passando, como expliquei um pouco mais a cima, estou reconsiderando se volto a escrever por aqui. Talvez de forma regular ou só quando der na telha mesmo (essa menina, eu, tem dificuldade de largar o osso!), mas ainda estou pensando se vale a a pena. De qualquer forma trouxe esse resumo da minha vida atual para atualizá-los [risos]. Até mais, meu povo!

Beijos da Aleska.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Escrever é...

Quando era criança, adorava brincar de faz de conta. Viagens no tempo, teletransporte, princesas que lutam contra o mal etc etc. Quando aprendi a escrever e as professoras pediam redações percebi que eu poderia gravar aquelas histórias pra sempre no papel, por isso adorava cada oportunidade que me davam em frente a uma folha em branco.

No início eu era terrivelmente ruim (pode parecer, mas não é exagero nem redundância) em contar histórias. Tinha muita criatividade e pouca prática na canalização dela. As professoras liam e nada entendiam, até o dia que meu irmão sentou comigo e me explicou:

"Você tem que seguir um roteiro. No primeiro parágrafo você escreve no máximo 4 linhas só apresentando o cenário e os personagens. Aí o segundo e o terceiro você usa para desenvolver a história e finaliza no 4º fechando os conflitos da história."

Com essa ferramenta na mão, minha média em redação saiu de 0,8 para 1,6 (o máximo era 2 pontos) e não parei por aí. Fiz muitas outras redações legais, mas alguém inventou a dissertação para a oitava série e só pude escrever sobre coisas abstratas o que foi um inferno para mim, só escrevia coisas mecanicamente. Hoje em dia até curto, mas narrativa sempre foi o meu forte, afinal não preciso de ajuda (nem de pessoas nem de entorpecentes)  para viajar na maionese.

Não tenho escrito muito ultimamente, sabe? Com essa minha aflição para conseguir um espaço na vida acadêmica, a criatividade se bloqueia. Agora até estou de férias (forçadas da faculdade por causa da greve), mas se pego uma caneta é só para escrever esses desabafos, mas o engraçado é que quando durmo eu sonho com histórias loucas e tudo o que acontece é narrado pela minha voz. Acho que meu subconsciente aproveita essa hora para extravasar a criatividade bloqueada, o que mostra o quão importante escrever é para mim.

Outra pista é que faço tudo melhor quando escrevo. Se estou confusa, me acalmo/me curo escrevendo; se quero estudar e preciso me lembrar de muita coisa, escrevo e consigo memorizar e se preciso prestar atenção em algo, anoto porque se não fico dispersa. Acho que uma boa paródia para mim é: "escrevo, logo existo".

Penso que escrever me define, infelizmente, porém, não tenho tido vontade de postar mais aqui. Quero tentar outras coisas e formas de escrever novas e as ideias estão sendo canalizadas para elas. Não sei se vou conseguir fechar de vez o blog, acho que vou deixá-lo como santuário virtual mesmo, ou quem sabe quando eu fizer algo interessante faço um post extraordinário (digo no sentido de emergência rss e não de autoelogio) e vejo o que vocês(pessoal da lista ao lado de blogs parceiros) estão escrevendo.

Ah sim! Já ía me esquecendo: fiz uma conta no whattpad e publiquei 2 contos lá. Caso exista alguém interessado em conhecer acesse o link: http://www.wattpad.com/story/43545877-alguns-quilos-a-mais . Um grande beijo! Aleska.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Trilogia Shiva 1- Os imortais de Meluha.




Autor: Amish Tripathi
Ano:2014 (em português)
Editora: nVersos.


Resumo do SkoobOs Imortais de Meluha - Os Imortais de MELUHA, primeiro volume da Trilogia SHIVA, é mais um lançamento da nVersos Editora e marca o início da história de Shiva, um homem que viveu cerca de 4.000 anos atrás, cujas aventuras eram tão grandiosas que as pessoas começaram a pensar nele como um Deus. A terra de Meluha, criada por um dos maiores monarcas, Lorde Rama, é um império cercado de perigos e ameaças, como a extinção do rio Saraswati reverenciado pelo povo, e que agora está lentamente secando. Eles também enfrentam ataques terroristas devastadores vindos do leste, a terra dos Chandravanshis. Para complicar ainda mais as coisas, estes parecem ter se aliado aos Nagas, uma linhagem de verdadeiros guerreiros que vivem à parte da sociedade em razão de suas deformidades físicas. A única esperança para os Suryavanshis é uma antiga lenda: Quando o mal atinge proporções épicas, quando tudo parece perdido, quando parece que os teus inimigos triunfaram, um herói vai emergir. Shiva é um rústico imigrante tibetano ou realmente esse herói? E afinal, ele quer ser esse herói? Desenhado de repente ao seu destino, por dever, bem como pelo amor, vai Shiva levar a vingança Suryavanshi e destruir o mal? Este é o primeiro volume da trilogia sobre Shiva, o homem simples cujo carma o transformou em o Deus dos Deuses.

 Na capa há várias opiniões positivas sobre a trilogia e a que me chamou mais a atenção foi a do "Hindustan Times", que comparava a obra com "o Senhor dos Anéis" de Tolkien. ]

Não sei qual a importância de Amish para a literatura da Índia, talvez ele acabe mesmo virando um clássico como a "Saga do Anel", mas acho a narrativa de Amish mais parecida com a de Bernard Cornwell. Digo isso, porque pelo pouco que li do Tolkien não vi personagens femininas tão fortes quanto a princesa Sati ou estratégias de batalhas tão ricas (a Batalha dos 5 exércitos por exemplo, é totalmente improvisada e definida pela chegada das águias, na minha opinião). Já em Cornwell, há muitas mulheres inteligentes, batalhas inteligentes e conversas filosóficas sobre a fé, a religião , a sociedade etc, assim como em "Os imortais de Meluha". 

É claro que o charme da história é a pegada oriental de Amish, que nos explica o sistema de castas, a formação do símbolo  sagrado do OM, sobre os rios sagrados da Índia, sobre os vikarmas, sobre os diferentes povos que viviam no território que hoje conhecemos como "Indía" e sobre a profecia do "Neelkath". Sobre isso, bem, os povos que viveram após Lorde Ramma e Lorde Rudra acreditavam que um estrangeiro beberia do "Somras" (uma espécie de elixir da juventude) e ficaria com a garganta azul, e por isso ele seria o destruidor do mal. Para quem não sabe, os deuses hindus muitas vezes são representados na cor azul para representar sua evolução espiritual, então, uma garganta azul quer dizer muita coisa não é? E é dessa forma que Shiva, um lider tribal tibetano que entra no território Suryavanshi, vira um lorde, ou melhor um Mahadeva.

Shiva me surpreendeu muito por não ser o tipo de herói comum na literatura ocidental. Quer dizer, ele até tem um trauma do passado que consome sua consciência e não aceita de cara sua missão, mas ele se destaca por ser alguém que busca crescer e ser justo, ético (me identifiquei) e é contestador, apesar de humilde. Ele valoriza pessoas que vivem de acordo com a lei de Ramma, mesmo que não gostem dele (Shiva) e com tudo isso (mais a sua inteligência e intuição em batalha) vai conquistando  a todos e descobrindo a verdade por trás dos discursos mal intencionados.

A única coisa que não entendi foi o deslumbre do herói com a Sociedade dos Suryavanshis. É claro que uma sociedade com medicina avançada e que mulheres tem a opção de quererem exercer qualquer profissão é legal, mas o sistema Maika, a lei dos vikarmas e as castas me pareceram chocantes. Desde o início achei muito estranho aquele papo do imperador Daksha para convencer Shiva de que eles eram uma sociedade ideal, mas enfim eu sou ocidental né? É claro que a cultura brâmane me pareceria estranha, mas mesmo assim, eu achei apaixonante essa leitura. A história é contada lentamente, mas não dá para se entediar porque volta e meia tem umas cenas fortes de luta, intercaladas com questionamentos filosóficos, bem como a sustentação do suspense e da rivalidade entre as nações até o ultimo instante.

Estou bem ansiosa pelo volume 2 "O segredo dos nagas", que em breve chegará para eu resenhar também.

sábado, 23 de maio de 2015

Luto.

















Quando um pássaro foge da gaiola, lamenta-se a falta do canto, da companhia. Sofre-se pelo carinho que não termina,
verte-se rios de dor.

Não se engane, porém, passarinho. Nós sabemos que você se realizou.
Na liberdade, vai viver em plenitude
e de nós se lembrará com carinho.

Aleska Lemos.


PS: Esse poema eu fiz agora há pouco em homenagem a minha avó paterna e ao resto da família que começa hoje a sentir sua falta.

sábado, 16 de maio de 2015

Blogagem Coletiva da Ana Paula


Quando eu li a imagem acima achei que essa Blogagem coletiva seria uma "metalinguagem", porque é assim que se chama quando usamos uma linguagem para falar de si mesma. Só que a proposta da Ana Paula é falar de amizades virtuais, e se elas são possíveis, em homenagem à blogueira Chica.

Bom, por meio deste e de outros blogs que já tive, conheci muitas pessoas. É claro que nem todas ficaram íntimas, algumas vieram e foram deixando saudades, como a finada Cris Henriques, ou não (no início eu ainda comentava em blogs de que não gostava só para ficar popular, coisas da adolescência), mas posso dizer que obtive sucesso com muitas amizades virtuais, pois com algumas mantenho o contato até hoje e com outras fiz alguns livros.

A própria idealizadora Ana Paula é uma pessoa que acompanho há muitos anos. Seus textos sempre me encantaram por causa da facilidade com que captam a beleza das coisas simples, e também por causa da maternidade palpável neles. Acho que virei seguidora de graça e um belo dia fiz um sorteio e a Ana ganhou, o engraçado é que antes de realizá-lo eu tinha pensado que serviria muito bem para os filhos dela. Qual não foi a minha surpresa quando ela me enviou um livro pedindo que eu lesse para discutir com ela! Infelizmente essa discussão nunca aconteceu (por minha culpa eu sei...) mas guardei o cartão e o livro com carinho e senti naquele momento que eu tinha uma amiga. Os comentários dela neste post são sempre espontâneos e acrescentam bastante na minha vida. Acho que só ela e o Renato Russo tem o dom de profetizar as coisas que eu descobri na vida. Muito feliz por ter esbarrado no seu blog Ana!

Mas além dela eu não poderia deixar de mencionar a Pandora,  o Alexandre, a Michele, o Rafael, a Marise e toda a equipe do blog "o que tem na nossa estante" que são grandes parceiros e amigos na vida real. Gostaria também de lembrar da Valquíria Paula, da Marina Carla, da Rosélia, da Roberta Aline que fizeram parte da coletânea de contos sobre violência contra a mulher que publiquei esse ano no wattpad. Todas habitam no meu coração por terem se voluntariado a participar de um projeto tão difícil por quererem me ajudar e por terem vontade de fazer a diferença. Vocês são umas tchutchucas!

E o melhor de tudo é quando a gente vê que existe carne por debaixo dos nicknames. Desvirtualizei poucas vezes é verdade, mas é uma sensação muito boa.  Passar 3 dias conhecendo outra cidade na companhia delas ou ser convidada para um chá da tarde e ser tratada a pão de ló é tudo de bom. E você tem amigos virtuais?

PS: Não sei se amigos que não tem blog contam, mas o meu amigo mais antigo da internet é o Alano. Não sei como até hoje ele me atura, mas temos uma história legal. Começamos a nos falar pelo orkut trocando várias ideias sobre animes e mangás e depois eu recomendei um monte de livros para ele. Anos depois ele é quem é o viciado por livros e me dá várias dicas de leitura kkkk ( O mundo dá voltas queridinha!).

PS2: Não sabia em qual grupo encaixar, então coloquei ela aqui também: A Sheila! Quem eu seria sem as receitinhas práticas da Sheila? Serei sempre a sua formiguinha numero 3 kkk. Devo muito a você que comprou postais pra mim e me deu uma pelúcia tão fofa como a sua alma.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Introspecção


Não é bem tristeza, nem raiva.
É falta de conexão. Aquelas coisas de antes
Não animam mais,

As conversas não despertam
Tanto interesse. 
Do alheio sou apenas uma observadora.


Do social nada mais sei, nem fingir sorrisos
Ou declarar o que não sinto. Acho até que aparento frieza.
Só que a alma é assim:se divide e precisa se reunir num ciclo infinito. 
Precisa de espaço do externo, 
Para reconectar suas fibras. 
E que doçura voltar à unidade! 
Encontrar prazer dentro de si
E se descobrir mais uma vez.
Como é bom viver!
Aleska Lemos. 13/ 5/ 2015 do celular.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Crônicas de 1/4 de século#001

Apesar de não ser o primeiro post em que menciono a minha idade, vou colocar como sendo o primeiro para oficializar a série ok? Então vamos lá ler a minha teoria maluca:

Outro dia escrevi um post sobre minha crise vocacional e alguém comentou uma coisa que me ajudou muito: a vida é bastante tediosa mesmo, coloque na sua rotina algo que lhe dê prazer que ajuda muito. A partir daí fiz uma retrospectiva e percebi que depois que entrei fisicamente (falo assim, porque mentalmente entrei bem depois) na vida adulta, lá pelo 4º período da faculdade, e as preocupações profissionais começaram (porque até então só pensava em sobreviver às disciplinas), não consegui mais me desligar completamente dos deveres, não podendo assim curtir períodos de paz e plenitude como nas férias da infância. Estava sempre preocupada com a monografia e em como poder melhorar como historiadora (era meio excessivo, mas como tive muita dificuldade de adaptação era uma preocupação constante) que até hoje não consigo mais "entrar em alfa" como adorava fazer.

Aí, junto com umas desilusões saudáveis que sofri concluí que a vida é realmente um bocado tediosa, mas a gente sai veiculando por aí ideias grandiosas como o "alma gêmea","ser mãe é padecer no paraíso", "o sangue fala mais alto"* entre outras coisas, para se distrair mesmo e manter a esperança de dias melhores. O problema  (ou não) é que os jovens acreditam e vivem procurando esses mitos, e quebrar a cara acaba sendo inevitável. Minha mãe acredita que faz parte da vida quebrar a cara e descobrir que o amor (o sexo também) é bom, mas bem diferente do que se propagandeia por aí, e talvez seja mesmo quem sabe? O fato é que para lidar com essa desilusão, eu percebo que as pessoas deste tempo ficam viciadas no entretenimento, para fugir de si mesmas. Estudando Eisenstein e Griffiths (teóricos do cinema), percebo que o segundo entendeu bem essa necessidade, enquanto que o primeiro tinha uma intenção até muito interessante, que é de fazer as pessoas pensarem sobre sua condição social, mas não percebeu, que se desligar da realidade é um movimento necessário (ao meu ver), para se livrar do estresse e esquecer-se de si. Não tiro o mérito de Eisenstein, se ficarmos só nos divertindo e esquecendo de pensar não melhoraríamos nada nesse mundo, mas acho que todos têm o direito de viajar na maionese quando tiverem vontade, porque ser engajando cansa, né?

Porém, além do entretenimento, as pessoas encontram outros tipos de fuga: os vícios. O vício diminui a nossa longevidade, mas nos permite um alívio temporário (tipo o cigarro ou o chocolate, para quem é viciado no hormônio da felicidade) ou mesmo entrar num estado de consciência alterado em que se esquece temporariamente o problema ou que nos permita externar nossas raivas sem aquela trava conhecida como "auto-censura" (como as drogas e o álcool). Aliás, acho que até a paixão pode entrar nessa categoria de mudança de estágio de consciência, porque certa vez vi na tv que a parte do cérebro ativada pela paixão é a mesma que a que é ativada com as drogas. Talvez seja por isso também que muita gente não saiba ficar sozinho, porque aí tem que voltar para a realidade e parar de enxergar as coisas como se tudo fosse cor de rosa.

Minha conclusão disso tudo é que nada nessa vida é perfeito, nem 100% maravilhoso, e felicidade são pequenos momentos eventuais que precisamos viver para ter coragem de viver mais dias tediosos até o próximo momento feliz. No intervalo entre um e outro a gente aproveita a magia do cinema, da literatura, da comida, do cigarro, do álcool e das coisas ilícitas. Quem tem na alma a poesia, tem uma ferramenta especial, porque qualquer coisa pequenina pode melhorar o seu dia, agora as que não têm precisam de um pacote do Netflix ou uma boa internet banda larga para suprir a sua necessidade de higiene mental.


* Cito isso porque nem toda família se ama né? Família unida é difícil, mas mesmo assim essa ideia do sangue é massificada na nossa cabeça. Não condeno a instituição, aliás nesse mundo em que vivemos, ter uma boa relação familiar pode significar um oásis da realidade.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

7 coisas

Olá! Essa semana recebi um convite para uma tag e me interessei pela tag que a Pandora fez, então resolvi responder as duas num post só vamos lá:









7 coisas que mais falo:

"Disponha"
" é lamentável!"
"será? será!"
"não namoro cancerianos"
"De fato"
"mega" (mega legal, mega cansada, mega triste etc)
"Adonde vas tan temprano?" (sempre falo isso quando meu irmão sai de casa. Repetíamos muito essa frase no curso de espanhol)

7 coisas que faço bem:

(Agora ficou difícil)

ter ideias doidas,
memorizar coisas que vão cair na prova,
brigadeiro,
panquecas,
sorvete de doce de leite,
bagunça,
imaginar histórias.


7 coisas que não faço bem:

arroz (sempre queimo ou deixo ficar papa),
guardar segredos, 
trocar fraldas geriátricas,
parcerias duradouras,
maquiagem,
pintar as unhas,
escrever músicas.

7 coisas que me encantam:

filmes infantis,
fotos de bebês,
videos de animais,
livros infantis,
generosidade,
pérolas do meu sobrinho,
pinturas de madonnas.

7 coisas que não gosto:

Maracujá,
rímel,
aranhas,
burocracias,
louça suja,
filmes de ação,
ter vício de ficar conectada o dia todo.



Tag do blog "Atrás da penteadeira".

Bom, eu não vou colocar o selo do blog porque não estou afim de seguir as regras kkkk (acordei rebelde). Mas vou responder as perguntas que a Valquíria me fez:

1 - Qual o seu estilo musical preferido?
Bom, eu gosto mais de música internacional. Rocky, Pop, Jazz e blues são muito legais de ouvir.
2 - Qual peça de roupa é sua queridinha no momento?
É uma blusa branca num estilo meio hippie.
3-  Qual de seus esmaltes é o mais divo? Marca e cor.
Esmalte? O que é isso? kkk não pinto as unhas com frequência, só para festas mesmo (quando insistem muito).
4 - Short ou saia? Por quê?
Saia. Não sei porque exatamente, short não levanta, está na moda e deixa a bunda empinada, mas eu prefiro a saia assim mesmo kkkkk.
5 - Cabelo liso ou cacheado?
Olha eu acho cabelos cacheados lindos, mas como são difíceis de domar, eu prefiro fazer um progressivão.
6-Salto ou sapatilha?
Sapatilha, com toda certeza. Elas machucam, mas não me fazem pagar mico.
7 - Brigadeiro ou sorvete?
Sorvete. Brigadeiro só quente.
8 - Doce ou salgado?
Doce. Por mais enjoativo que seja, eu preciso comer um pouquinho sempre.
9 - Como você define seu estilo?
Meu estilo de vida? Se for, eu sou meio lady  (tô podendo hahahaha).
10 - Você é do tipo de mulher consumista ou só compra o básico?
Consumista. Não posso ver um livro na promoção que lá vem a tentação.
11 - Você se considera muito vaidosa?
Sou vaidosa em algumas coisas.


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Primeiro dia de estágio.

Durante a graduação inteira eu temi fazer o estágio em sala de aula, tanto que larguei duas vezes a licenciatura, mas esse ano eu me prometi experimentar as coisas antes de dizer que não gosto, logo cá estou eu acompanhando o pessoal do ensino médio num colégio do Estado.

Era para ter começado em março, mas a minha faculdade não fez o seguro dos alunos e parece que sem isso, nenhum estagiário pode observar as turmas. Porém esse não foi o único motivo, pois a burocracia e o meu desânimo foram empecilhos bem grandes para que esse momento acontecesse, no entanto, finalmente aconteceu e.... tchantchantchantchan: foi bem legal.

Saí de casa, enfrentei o pesadelo enlatado do BRT e depois fiquei esperando o professor chegar, na salinha dos professores. O corpo docente me pareceu bem simpático e meu professor da prática (apesar de ser da universidade rival da minha) me deixou bem a vontade. Não fizemos muita coisa ontem porque as provas reapareceram (antes da licença paternidade o inspetor avisou meu professor de que as provas tinham sumido) e precisaram ser corrigidas e entregues para saber quais alunos iriam para a recuperação. Então lá fui eu linda e bela corrigir provas. Agora, imagina você uma recém-graduada saindo da academia ainda com todo o rigor do conhecimento universitário se deparar com provas escolares?  A sorte é que eu tenho bom humor, e como eu ri das pérolas que eles escreveram! É claro que não foi uma atitude caridosa, mas foi inevitável. Os alunos dominam a arte de enrolar para tentar receber um mínimo de pontos, mas às vezes escrevem as maiores besteiras tipo isso:

1) O que são as cidades-estados ou pólis?
Resposta do aluno 1: Lugares.
Resposta do aluno 2: Pólis são escravos.

2) O que aconteceu na Revolução de 1917 na Rússia?
Resposta: Os bolcheviques tiraram o socialismo.

Eu ri porque a comparação com meus anos de especialização foi inevitável, mas não acredito que eles sejam burros por isso. Acredito que na verdade muitos ali não quiseram estudar para a prova por não sentirem que aquele conteúdo seja importante, como muitos autores da pedagogia já falaram, Aliás dá para sentir pelas provas quem estudou realmente e quem não leu nada,mas o verdadeiro problema é que esses alunos não sabem se expressar através da escrita. Teve um que me explicou certinho o que era a cidadania ateniense, mas como a questão pedia para diferenciar Atenas e Esparta e desta ultima pólis ele não falou nada (e nem explicou que estava falando de Atenas) acabou tomando um zero na questão (não me culpem é critério do professor). Eu dei um dez, um zero e uma verdadeira chuva de notas baixas, mas gostei dos alunos, principalmente os do primeiro ano que são mais espontâneos.

Aliás eu tenho que contar sobre a aula do primeiro ano. Nas duas turmas de terceiro ano não conversei com ninguém, (exceto a aluna que disse ter mudado de sexo para ficar com o 10 do colega) mas depois do recreio quando o prof R foi conversar com a diretora e eu dei de burros n'água na biblioteca, fui esperar o professor na sala da 1001. Quando cheguei lá a turma estava concentrada na porta porque os alunos do dentro não queriam deixar os que estavam fora entrar. Quando me viram começaram a gritar: "II tem professora nova!"  e começaram a me fazem um catatau de perguntas. Depois que expliquei que era estagiária eles voltaram a bater na porta gritando que tinha estagiária querendo entrar e os meninos de dentro ficaram com medo de tomarem esporro e finalmente abriram a porta.

Eu acabei não entrando porque assim que o garoto abriu o pessoal de fora entrou já dando uns tapas nos de dentro. Era menina com menino, empurrão pra lá e pra cá tapas, risos e eu apenas fiquei olhando com aquela cara de susto como quem diz: "What the fuck?". Fiquei na dúvida se deveria dar esporro, mas como ainda não conheço a turma fiz o que  uma amiga disse: "Deixa eles se matarem" kkkkk mas rapidamente a confusão acabou. Quando o professor chegou, e começou a somar os pontos das provas, fiquei conversando com uma menina tímida que estava doida pra saber se dou aula particular. Tentei explicar a ela como se responde as provas para que não tirasse nota ruim de novo, mas acho que o caso dela e de outros alunos só se resolveria com um reforço nas aulas de redação e interpretação de texto.

No fim da aula, quando todos já tinham suas notas o prof R começou a falar de Idade Média.Ele pediu para que os alunos dissessem o que eles já sabiam sobre o assunto e foi escrevendo no quadro:

                                                        Idade Média

Castelos,
princesas,
dragões,
magia,
armas (porque as crianças tem fascinação por isso hein?),
igreja,
arquitetura,
cultura etc.

Como o professor tinha dito que gostava de participação eu levantei a mão e disse: "formação da cristandade" porque sabia que era um ponto central da matéria, mas o engraçado foi a reação das crianças:"nossa!" como se fosse uma coisa do outro mundo. Quando eu falei de feudalismo teve um garoto que disse: "Ah esse fui eu que falei!" como se eu tivesse colado dele kkkk. Nesse ponto acabei lembrando da minha turma da escola, certos engraçadinhos a gente encontra em qualquer lugar, seja na escola pública, seja na particular não é mesmo? Mas a pérola do dia foi quando o professor perguntou:

"Magia e dragão existia mesmo na idade média?"
Aluno engraçadinho:
"-Existia sim! Num tem aquela série lá que a mulé tem dragão de estimação?"*

Admirei o professor nessa hora. Ele não tirou a razão do aluno apenas disse que aquelas coisas existiam apenas no imaginário das pessoas. É preciso ter muita sensibilidade para lidar com os estudantes, porque enquanto não desenvolvem a personalidade tendem a se sentir muito incapazes quando criticados.

Bom, espero que a experiência continue sendo boa até eu completar as 300 horas. Um grande beijo!

Alê Lemos.




* Daenerys Targeryan em Game of thrones.

domingo, 3 de maio de 2015

Fazer coisas bonitas.

Desde pequena eu adorava criar coisas bonitas: pegava um papelão velho, colava nele papel branco, fazia uma moldura com papel de presente e adesivos e pimba: lá estava um cartão de aniversário, um porta retrato ou um desenho emoldurado pronto para fazer alguém sorrir.

Ah que prazer que me dava fazer cada um deles! Criar é uma coisa muito legal e descobrir formas diferentes de criar é ainda mais empolgante. No início eu só desenhava e fazia colagens (tinha até um saco gigante cheio de material que deveria ir para o lixo, para reaproveitar), mas aprendi a fazer biscuit por conta própria, tentei costurar algumas vezes (mas nunca deu muito certo) e aprendi a pintar. Tudo isso me dava um prazer enorme, tanto na hora de fazer quanto na hora de apreciar. É como se a arte me limpasse por dentro e me trouxesse plenitude.

Hoje em dia tenho pouco tempo para fazer essas coisas e perdi a paciência, ou talvez o afeto que me motivava. Ao invés de criar, cá estou eu estudando pra caramba para ter carreira acadêmica, falando sobre pintura e cinema (não deu para me afastar muito da arte no fim das contas), e todo o dia tenho que me lembrar porque estou fazendo isso, já que é uma coisa que me dá tanto tédio. Tem uma hora que a gente não consegue mais estudar, quer apenas que a vida comece e que se possa sair da teoria para a prática, mas a essa altura do campeonato, já nem tenho mais perspectiva de futuro. O que eu seria se não fosse acadêmica? Devo engolir o tédio e seguir em frente?

Gostaria de ter aprendido a seguir minhas próprias ideias mais cedo, ter tido mais conhecimento sobre mim mesma antes dos 20 para agora não estar tão frustrada e indecisa. Enfim, invejo a época em que eu sabia o que me realizava: criar beleza, criar objetos que inspiram um prazer afetivo nas pessoas.

Enfim, falei, cuspi o que estava entalado.

Alê Lemos.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Dormir fora de casa.

Quando eu era criança dormi muito poucas vezes na casa de outras pessoas. Acho que no máximo dormi na casa do meu tio materno ou na minha tia paterna. Minha mãe não gostava muito de deixar porque é muito desconfiada, mas conforme os anos foram passando acabei rompendo essa barreira. Acho inclusive que foi algo natural, porque se não eu não poderia ter feito um monte de coisas que só se faz a noite.

Mas enfim, o que que isso importa para vocês leitores?Bem, não sei se importa, só sei que concluí uma coisa e queria compartilhar: por mais que estudemos num mesmo modelo de escola, termos costumes tipicamente  brasileiros, cariocas, latinos e por aí vai, cada família tem uma cultura própria. Todas as pessoas vivem a cultura de seu povo de jeito particular: umas tem pavor de sujeira e te deixam meio constrangida de deixar uma chave sequer fora do lugar, mas dão a própria cama para que você não deite no chão. Algumas querem que você entre na rotina da casa, enquanto outras se desdobram para saber como você toma o café da manhã em casa para não estranhar o hábito da família. Outras querem conversar de madrugada e acordar super tarde e te tratam como se fosse da casa, e algumas a gente tem que tomar muito cuidado para não ofender (isso inclui comer tudo que a pessoa cozinha kkkk).

Eu gosto dessa experiência sabe? A gente acaba conhecendo melhor as pessoas e fica mais íntimo. Intimidade é uma coisa legal, (em parte, pelo menos) acho que sempre busquei ter intimidade com as pessoas, porque este é o primeiro passo para construir o afeto, mas ao mesmo tempo fico pensando em como somos mais individuais que congregacionais. É por isso que às vezes me pergunto se nacionalismo é uma categoria que faça sentido, já que não tem o poder de definir milhares de famílias diferentes (imagina tentar colocar famílias do Acre na mesma classificação que famílias daqui do Rio?*).

Dedico a todas as famílias que me abrigaram da chuva (chuva por aqui é coisa séria: alaga tudo e causa sérios deslizamentos), que me impediram de pegar ônibus em horários impróprios entre outros motivos. Obrigada mesmo pela mãozinha e pelo conhecimento que me passaram. Um grande abraço!
Alê Lemos.

* Quero frisar que só estou falando da diferença de hábitos hein? Nada de achar que estou colocando meu estado acima dos outros.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

25 anos e 1/4

Chega uma idade que você se sente bonita,                      
apesar de estar acima do peso.
Que você olha para os lados e vê graça
na diversidade,
e não fica reclamando
por todos não pensarem como você,
Porque você não quer ter
que pensar como todo mundo.

Chega uma idade que você percebe
como se deixou guiar por uma ansiedade sem sentido
e que deixou de viver coisas bonitas,
porque seu pensamento era duro demais.

Chega uma idade que você entende
que por mais que o mundo não seja como você pensa,
você não deve mudar para seguir
o  mundo.
Há coisas que não podem deixar de existir em você.

Chega uma hora que você concorda
com coisas opostas,
e se sente livre para ser contraditória,
que toma coragem para tomar a direção errada
só pelo prazer de descobrir-se.

Na minha hora, eu entendi que quero me expandir,
quero viver toda minha essência e vir a Ser.
Quero me aventurar,
quero aprender
e quero deixar o coração voar,
para as emoções virem a florescer.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Pois é gente, queimei a largada do sorteio!

Sim sim! vim divulgar o resultado do sorteio mais cedo. Acontece que estou com um tremendo pepino nas mãos: ao invés de ter quase um ano para escrever um projeto tenho apenas um mês.
 É verdade que sou uma pessoa enrolada, mas dessa vez foi obra do destino, porque alguém me deu uma data X e na verdade a data era X-9 (what the fuck!?). Então, para poder nerdizar direito amanhã (estudando e escrevendo), resolvi deixar o sorteio já sorteado hoje mesmozinho.

Gostaria de agradecer a todos que participaram e me ajudaram a chegar a números redondos no facebook e aqui no blog. Vou em breve visitar o blog de vocês, porque preciso ler coisas novas. Esperem só eu me desenrolar que volto a ser social de novo.

Ai gente! Eu não sei fazer mistério sabe? Gostaria de ficar enrolando vocês com gracinhas para este post ficar longo e interessante, mas o tempo é curto e a morte é certa. A vencedora foi:
Jaci Pandora



Acho que o bom de não fazer sorteio por vias eletrônicas é que você pode matar a cobra e mostrar o pau:

Agora só resta saber qual livro ela escolherá. Se Pandora não puder receber o prêmio a Bia Jubiarte é a próxima na sucessão. Parabéns Pandora! Estou aguardando teu contato.


Beijos da Alê.

sábado, 18 de abril de 2015

Nos Bastidores do Museu da República.

Museu da República RJ.
Essa foto não foi tirada por mim, peguei no google mesmo. Já havia ido nesse museu e conhecido todo o acervo exposto (inclusive o quarto do Getúlio Vargas que hoje não está mais exposto, acredito que por motivos de obras ou restauração) então achei que era só chegar em casa e pegar num dos meus pendrives, mas cadê que eu achei alguma coisa? Vou ter que ir lá e fotografar de novo. Se ontem eu tivesse ido visitar a exposição poderia ter feito isso, só que a proposta da minha professora era conhecer o trabalho da equipe do museu, o que foi bem interessante.

Cheguei lá 12:28 , praticamente uma hora adiantada. Não, não! Não estava tão super ansiosa para ver nem nada, estava era com medo de chegar depois de todo mundo e perder 10 horas extras de estágio. É claro que também estava curiosa para assistir as palestras (inclusive fiz algumas anotações importantes, provavelmente a única com papel e caneta na hora) e conhecer os bastidores da museologia, afinal gostaria que esse fosse meu futuro, mas como eu já tinha me perdido de um grupo antes e foi meio catastrófico, preferi chegar bem cedo e mofar na faixada.

As revistas de brinde.
Tirando a confusão para as pessoas se encontrarem, tudo ocorreu bem tranquilo. Ganhamos cada um 7 revistas sobre educação e o trabalho do museu da República, inclusive duas eram ilustradas e dirigidas ao público infantil. Aprendemos (ou reaprendemos) sobre as funções do museu (sociais e técnicas), as etapas da criação da exposição (que passa pela pesquisa histórica, pela museológica, pela concepção  e desenvolvimento do tema pela curadoria, pela programação visual, pela montagem e por ultimo pela ação educativa), sobre a relação do museu com a identidade nacional e a necessidade de problematizar a memória que ele apresenta*.

Depois da palestra, o grupo foi dividido em dois. O meu foi para a reserva técnica e foi uma pena não poder fotografar nada ali porque vimos coisas muito interessantes. A guia fez questão de nos mostrar um sabre comemorativo presenteado a Deodoro, feito de ouro, o que evidentemente encheu os olhos dos alunos. Não dei muita importância a esse objeto até ela tirar da bainha, porque a lâmina era enfeitada com desenhos muito realísticos e porque a parte que tinha perdido a cor não havia sido restaurada para preservar a história do objeto. Achei uma ideia bem interessante, porque se um dia eu for levar uma criança nesse museu, imagino que seria a primeira coisa que ela repararia e a partir daí seria possível envolvê-la com os acontecimentos que o objeto estava relacionado.

Ah eu já ia me esquecendo! Na reserva também vi uma garrafa feita em homenagem ao presidente Lula (daquele tipo que faz desenhos de areia) que ele mesmo doou ao museu e uma sessão inteira de retratos pintados e esculturas do presidente Geisel. Esqueci de perguntar, mas será que ele mesmo doou aquela sessão para o museu, assim como fez Lula? Se for doação própria, seria um tema bem interessante para quem estuda ditadura militar. Além disso, vi inúmeras pinturas magníficas, tinteiros, e estátuas negras muito bem preservadas (ainda apresentam brilho). Quando perguntei como faziam a limpeza e a conservação, disseram simplesmente que usam óleo vegetal, mas a restauração de documentos é muito mais interessante. O documento que está rasgado e esfarelando é colado num papel transparente, lavado numa pia especial, re-pigmentado, secado numa prensa e guardado numa espécie de pasta de plástico.


Por último, fomos no acervo histórico e aprendemos sobre acervo institucional, sobre a política de empréstimo de documentos, sobre como as editoras pedem permissão ao museu para reproduzir fotos do acervo em livros didáticos e aprendemos muito também com o pessoal da geografia( na minha turma tinha historiadores e geógrafos) que problematizou o espaço do museu. Foi uma troca muito bacana. Se um dia tiver a oportunidade de conhecer os bastidores de um museu, vá. Vai mexer com a forma que você pensa seu país.
Estátua no acesso ao arquivo
Getúlio





















* No processo de construção da memória, há a necessidade de excluir fatos para atingir a homogeneidade do sentimento nacional. É por isso que neste museu em questão não há representação de negros. As imagens todas remetem à etnia branca. 


sábado, 11 de abril de 2015

Concordo discordando.

Conviver com Jaci Pandora é uma experiência única. Ela é uma pessoa cosmopolita que tem ideias variadas e por vezes aparentemente contraditórias, mas ela me ensinou que as pessoas não são lineares e que nem deveriam ser, porque a contradição é uma riqueza da nossa personalidade e segundo ela "é saudável ser seu completo oposto de vez em quando". Acho que é essa sabedoria dela que a faz aceitar as pessoas como são e não se meter dizendo o que ela deve ser e fazer. Pandinha não manda, ela troca ideias, e admiro muito isso nela, porque é uma das poucas pessoas que me entende e respeita.

Além disso, ela tem o hábito de ler/ouvir o que as pessoas pensam concordando e discordando ao mesmo tempo e acho que me contagiou com essa maneira de pensar, porque outro dia me peguei lendo um dois textos com opiniões opostas e concordei com ambos, ao mesmo tempo que discordei dos dois.

O tema dos textos era "relacionamentos". O primeiro argumentava sobre a fragilidade das relações humanas na contemporaneidade (até citaram o Bauman com seu livro "Amor líquido") dizendo que as pessoas não aceitavam mais os defeitos das outras e que por isso não conseguiam ter relacionamentos de longa duração.Até acho que seja um argumento válido para muitas pessoas, quer dizer, se o cara é gordo, feio, narcisista ou qualquer outra coisa a menina já cai fora (o mesmo vale para os homens), mas como o segundo texto disse, também há pessoas que se prendem a relacionamentos que lhes fazem mal, onde não são amadas ou respeitadas, mas continuam porque ser solteira é um status de fracasso para a sociedade. Ou seja, as pessoas do nosso tempo ou estão desesperadas por um relacionamento ou não conseguem fazer dar certo o que já tem.

Ainda concordando com o segundo texto ser solteira não é sinônimo de fracasso, e não digo isso por pura falácia porque já terminei uma quase relação e me senti aliviada por isso, pois descobri o infinito de possibilidades dentro de mim, que não precisavam exatamente de um par para me fazer feliz.Felicidade também é realizar no exterior o nosso mundo interior.

 Não que eu esteja pregando a solteirice como regra, porque um dia eu gostaria de conhecer alguém especial e ter uma história com ele "etc e tal em letras miúdas", mas acredito que a gente não deva se prender a uma pessoa se ela não tem nada que nos complemente, ou se nos sentimos mal ao lado dela. Mas de certa forma é preciso dar uma chance para o outro afim de conhecê-lo, antes de decidir se vale a pena investir, e isso eu acho que é um presente do nosso tempo sabe? Coitadas das mulheres que casavam com os pares que os pais lhes arranjavam e nem tinham  a possibilidade de se separarem. Devia ser um tormento sem fim (apenas com intervalos ).

Bem, era esse o pensamento que queria deixar para hoje. E vocês o que acham? Preferem ficar de um lado só da balança ou também acreditam que as duas coisas existem?

Beijos da Alê.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Promoção "A Coruja Literária" e o dia 23 de abril.

Como enfim prometido, vim falar da promoção da Coruja Literária que pretendo realizar aqui no blog durante o mês de abril em homenagem ao dia internacional do Livro.

Por coincidência estamos na época do Book Crossing realizado pela blogueira Luma,  e de certa forma estou desapegando do livro escolhido, então sintam-se recebendo um livro libertado.

Bom, eu tenho um monte de livros aqui para doar, mas como os correios não trabalham de graça decidi deixar que o vencedor do sorteio escolha uma entre três opções de prêmio (não vai ter segundo e terceiro lugar) que são essas aqui:



1-Box da trilogia "Encantadas",
2- "A  irmã de Ana Bolena" 
3-"Fios de Prata"






















Para participar é simples:
1-Comente em um dos posts do mês de abril (este não conta hein?),
2- Curta a página do facebook: https://www.facebook.com/ameninadasideias (estou ansiosa por chegar a um número redondo outra vez)
3-Siga o blog A menina das ideias.
4- Eu poderia pedir para você me seguir no twitter e no instagram, mas eu mesma não me lembro como entrar neles, então fique despreocupado que as regras são só essas.

Espero que eu e a coruja possamos lhes proporcionar uma orgia literária depois dessa orgia gastronômica que todos tivemos na Páscoa. Grande abraço!
PS: Quem ganhar deve me dar seu email para combinar a entrega, ou conversar comigo na página do facebook.
PS2: O resultado do sorteio sairá no dia 23 de abril.
 Obrigada!
Alê Lemos.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Semana Santa

O fim da procissão. Foto brochante não?
Queria ter um post especial, cheio de mensagens bonitas para quem está passando pela blogosfera por acaso (tipo quando você aperta aquele link do blogger "próximo blog") e acabou parando por aqui, mas infelizmente, não consegui documentar a procissão da Igreja. Ela passa todo ano por aqui, às vezes faz aqueles desenhos lindos de sal no chão e às vezes as pessoas vem a caráter (de romanos, Maria ou Jesus), mas só consegui captar o fim da procissão.



Não fiz uma sessão especial de filmes, não me reuni com a família e não deixei de comer carne hoje (então já sei que não vou para o céu). Fiz coisas extremamente normais: tomei vacina ontem e vendi meus pensamentos para meu pai por um ovo de chocolate das princesas (na verdade eu dei foi um golpe, ele disse que podia ser qualquer doce e então eu pedi um ovo-sorriso amarelo) e fiquei muito feliz por ter chovido. Não sei se já comentei, mas adoro quando chove nessa semana, acontece uma mágica e o tempo não fica tão quente como costuma ficar e me sinto leve. Acho que essa é a magia que ainda continua para mim da Semana Santa.
O brinde do golpe, ops!Do ovo de Páscoa....

Hoje foi um dia legal também. Colocaram um desenho da minha infância para meu sobrinho ver e apesar dele não querer tirar da Peppa Pig para assistir Cavaleiros do Zodíaco (fez malcriação à beça), em poucos minutos começou a tomar as dores do Seiya porque ele estava apanhando do gigante kassius. Foi muito engraçado ele dizendo que ía dar o personagem para o jacaré comer , imitar halterofilista mostrando os músculos e na briga da Sheena com o Seiya ele soltou um: "mata logo essa cobra danada!" e todos rimos do envolvimento quase instantâneo que ele teve com o desenho.

Depois, resolvi testar a disposição dele outra vez e coloquei Bambi no DVD. Já tentei várias vezes faze-lo assistir e não deu certo. Ele sempre parava no meio e ía brincar com os carrinhos dele. Dessa vez viu do início ao fim e fez várias perguntas sobre o filme. Engraçado né? Uma hora a coisa é totalmente desinteressante e em outra muda tudo, mas é muito interessante observar o desenvolvimento dele.

Bom de resto, não tenho muita novidade planejada para a Páscoa. Acho que só vou comer o maravilhoso ovo de páscoa que minha amiga Ana Chocolate fez (os bombons dela são uma maravilha) que é trufado com doce de leite (o das princesas já foi destruído pela família) e esconder o ovo do pequeno. Espero que o feriado de vocês seja mais empolgante, e que esperem mais um pouquinho que vou anunciar o livro da Coruja Literária! Já tenho um banner bonitão que o Alexandre fez para mim, mas preciso me decidir qual livro vou pedir para a corujinha enviar para o sortudo que ganhar a promoção.

Um grande beijo,
Alê Lemos.

terça-feira, 31 de março de 2015

Tag Liebster Award

Recebi mais uma Tag essa semana, dessa vez foi a Nádia do "Dança com livros" quem me indicou. Gostei das perguntas e acho que é um desafio de certa forma, porque escolher autor favorito é difícil e também porque perguntas sempre provocam nossos sentimentos né? Bom dei um print nas regras e nas perguntas da Nádia porque ela desativou a cópia no blog dela (o que é bom, mas dá trabalho na hora de citar rsss) Então aí vão as regras:


11 fatos sobre mim:

1- Não é preciso uma piada muito engraçada para me fazer rir, rio até quando cai batata no copo de refrigerante;
2- Gosto de fazer amizades, mas não me dou bem com grude;
3-Esse ano penetrei uma festa de ano novo só para não passar em casa;
4-Abelhas adoram brincar comigo. Nunca fui picada por uma.
5- Um cachorro quase me atacou uma vez mas fiz uma saudação hindu(Atma namastê!) e ele brecou;
6- Adoro animações da Disney;
7- Tenho facilidade para fazer amigos, mas às vezes fico com preguiça social;
8- Estou morrendo de medo da hora que eu tiver que dar aula para um monte de pirralho melequento;
9-Minhas escolhas de vida se encaixam no conceito de "caixa de brinquedos" do Ruben Alves
10- Adoro livros infantis, apesar de já ter mais de 20 anos;
11- Adoro fazer quizzles, embora eles não sejam muito certeiros nas suas análises.


Agora as perguntas da Nádia:











1- Eu costumo ler deitada, apesar disso não ser nada bom para a coluna;

2- Ultimamente estou ocupada com a pesquisa da faculdade, mas tenho escrito alguns poemas. O que gosto mais de escrever são romances, mas nem tenho tido tempo;

3- JK Rowling, Jane Austen e Cressida Cowell;

4- Sim, prefiro os romances de fantasia ou aventura;

5- Tenho me mantido fiel, mas não vejo a hora de poder me aventurar por novos gêneros;

6- Bom, para JK eu perguntaria se ela não poderia escrever mais sobre os pais do Harry, a Jane eu perguntaria por que ela não escreveu mais livros;

7- Acho que sim. Não lembro o nome, mas qualquer um que fale da Escócia e das "Terras Altas" me interessa. Eles tem um folclore muito rico;

8-Sempre quis viver no mundo do Harry Potter;

9- Personagem favorito de todos os tempos? Acho que o Yusuke Urameshi, de um mangá chamado YuYu Hakushô.

10- Bom, digamos que eu fique meio depressiva quando não posso ler para relaxar;

11- Que ler é "como ter uma televisão dentro da cabeça" (como diria a Samantha Pucket do I Carly). Não sou do tipo que acha que ler é a coisa mais importante do mundo. É claro que quem lê descobre muitas ideias novas e desenvolve o intelecto, mas quem não lê tem mais experiência de vida, então todo mundo sabe algo e pode compartilhar conhecimento.



Indico a Rosélia, a Marina Carla, A Pandora, a Chica, a Alê, o Alê , a Ana Paula, a Pedrita, a Joice, a Bia Hain e a Silvana Haddad. e Minhas perguntas para elas são:

1- Vocês estão lendo algo agora? O que?
2-Que personagem de livro ou filme você mais se identificou?
3- Qual a sua zona de Conforto literária?
4-Você tem ciúmes da sua estante? Ou empresta e doa livros tranquilamente?
5- Você compra livros porque eles estão na promoção ou só quando não tem mais livros para ler?
6-Quantos livros você já leu esse ano?
7- Gosta de algum autor nacional dessa década? (não vale os autores clássicos da literatura)
8- Você gosta da bienal do livro?
9-Já foi em algum evento literário ou tarde de autógrafos numa livraria?
10- Tem algum livro que você gostaria que virasse filme?
11- Sabia que a inspiração para 50 tons de cinza foi  "Crepúsculo" da Stephanie Meyer?