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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Fazendo as pazes com as princesas Disney.

Eu estive em briga com as princesas por muito tempo. Para falar a verdade foi desde que comecei a entender o Feminismo, pois fui aprendendo que eu não precisava ter um papel tão passivo por ser mulher. Eu podia ser o que quisesse.

Porém, toda essa liberdade foi me criando uma raiva, raiva por não ter sido sempre livre. Em retrospecto fui pensando em tudo o que me fez acreditar que eu era dependente: minha avó, minha mãe e... as princesas Disney. É verdade que contos de fadas de princesas tem uma ideia errada sobre amor e relacionamentos, fazem tudo parecer instantâneo, fácil e feliz e as mulheres sempre são boazinhas, ingênuas e todo seu sofrimento é recompensado em dobro com o famoso "felizes para sempre", mas elas me ajudaram a ser quem eu sou e me consolaram nos momentos difíceis. Talvez eu fosse uma pessoa amarga hoje se elas não tivessem mantido meus sonhos vivos quando tudo deu errado.

Aurora e Philip
Aliás o cinema tem isso né? Faz a gente se identificar com os personagens, se consolar, ter esperança e quando somos crianças queremos ser esses personagens. As meninas querem se princesas e os meninos super heróis (ou também bailarinas e jogadores de futebol). Acho difícil negar que esses personagens são essenciais para nosso processo de individuação, mas acredite no que quiser fique a vontade para discordar de mim. 

No meu caso, eu acredito que eu me identifiquei com a Bela Adormecida porque ela sempre foi solitária, mas quando fez 16 anos sua vida mudou. Conseguiu fazer mais do que amigos: casou, reencontrou os pais e viveu feliz para sempre. Eu que também era solitária aos 5 anos de idade e vi no final feliz da Aurora uma promessa de que o futuro seria melhor, onde reinaria a felicidade. Acho que por isso ela era minha princesa favorita. Não que Cinderela não tenha sido importante, mas nunca gostei tanto dela quanto da princesa mais inerte de todas [risos], por mais que me sentisse feliz em pensar que meus sonhos poderiam se realizar(mensagem principal da Cinderela da Disney).

Os anos se passaram e eu virei a CDF da escola. Eu era meiga, estudava bastante e gostava de ler, mas tinha um lado meio metido que não gostava de se misturar com os colegas da escola porque as meninas queriam me forçar a ficar com os garotos ( e eu sempre achei os meninos da escola bem imaturos) ou a gostar de funk, me maquiar (aliás quer me fazer perder a paciência é me encher o saco dizendo que preciso me enquadrar nos hábitos femininos), me arrumar no estilo piriguete etc e tal. Nessa época eu de novo estava solitária, mas o motivo não era mais morar num lugar que não tivesse meninas da minha idade, o problema era a não aceitação do meu jeito. Então, adivinhem quem virou minha "chapa" nesse momento? Tcharan: A Bela da Fera. Vi incontáveis vezes e acreditei na promessa de que algum dia alguém saberia apreciar o meu jeito de ser. Dessa vez acho que a mensagem foi mais positiva porque não fixou uma data para acontecer, e acabei encontrando mesmo muitas pessoas que gostam de mim (eeee vitória!).
Hoje em dia eu já estou bem grandinha e não preciso acreditar que minha vida vai ser igual a de um desenho animado, porque por bem ou por mal, a vida dessas princesas pode ser cheia de amor e plena, mas provavelmente é bem limitada em possibilidades. Nenhuma delas pode viver aventuras como eu e ser ao mesmo tempo várias pessoas (falando em facetas da personalidade) ou ser surpreendida com coisas boas e aprender com pessoas diferentes. Todas estão presas num dvd para viver eternamente as mesmas situações, mas eu ainda adooooro ver os desenhos que a Disney lança. Rapunzel e Merida são novas, mas já estão no meu coração, por mais que não deixem promessa nenhuma, mantiveram viva a garotinha sonhadora dentro de mim e estimularam a mulher relutante que sou hoje a correr atrás e viver.

E você? Tem um caso de amor com uma princesa da Disney?


domingo, 22 de fevereiro de 2015

Fechamento do Carnaval.

Eu não faço o tipo  foliã. Já postei aqui sobre carnavais miseráveis (ou talvez tenha sido no outro blog) que passei em casa ou em um luau crente (sofri bulliyng por não saber  as letras da Aline Barros kkkkk) que fui a convite de uma amiga, mas esse ano eu liguei o "foda-se" e resolvi tentar me divertir (porque por mais que eu me diga que não gosto de sair nesse sol de fevereiro eu nunca me divirto em casa).

Então, na sexta feira eu aceitei o convite da Helena (uma amiga que acabei ficando mais próxima nesse início de ano) e fui assistir o desfile do Grupo de Acesso na sapucaí ( tipo a segunda divisão das escolas de samba do Rio de Janeiro). Depois de uma pequena discussão com meu irmão se as pessoas vão ou não vão fantasiadas para assistir ao desfile, optei por colocar meu arquinho de diaba na bolsa e usar só se visse alguém fantasiado também. Coloquei uma roupa rubro negra umas penas de índio na orelha (tradicional adereço de carnaval) e um chapeuzinho vermelho que prende no cabelo com um clipse e fui para a casa da Helena. Lá descobri que o povo estava animado e muito mais fantasiado que eu, então assumi meus chifres e fui ver o desfile.
A Águia da Portela que encantou a todos.

A primeira escola não foi muito legal. Tinha apenas 3 carros alegóricos e algumas alas nem sambavam fantasiadas.  A falta de verba foi um verdadeiro problema para ela, mas pelo menos não perdeu pontos ultrapassando o tempo limite. As próximas foram melhorando gradualmente, mas confesso que não vi muita coisa nesse dia porque acabei tirando o atraso com uma pessoa que conheci no dia. O engraçado foi um velho que ficava gritando "vai cair o beiço" para nós dois. Sempre atraio esses sem noção quando fico com alguém, parece até carma, mas dessa vez meu botãozinho de "vá te catar" estava ligado e até foi bom porque me deixou acordada até as 5 da manhã.

Na segunda eu bem que estava achando que ía pular em algum bloco de rua, só que acabei indo na sapucaí de novo. É claro que fiquei numa péssima localização porque comprei de ultima hora (aliás compraram para mim) e só paguei 50 contos, mas até que valeu a pena. Os desfiles de segunda foram lindos! Todos ricamente adornados e muitos deles chegaram cheios de carisma. É uma pena que meu celular tenha descarregado queria muito ter fotografado todos os desfiles, principalmente da Imperatriz Leopoldinense.  Afora esse pequeno contratempo, me diverti vendo gringo tentar furar fila, me empolguei com a águia da Portela que deu um show de sofisticação, comi no mister pizza e conheci pessoas novas. Foi algo bem positivo para quem estava meio travada socialmente.

Quando eu achei que meu carnaval estava acabado, meu irmão voltou de viagem e me chamou para ir no Quizomba. Ele foi de novo de padeiro português tentando trocar o pão que supostamente ele fez por cerveja, mas dessa vez só conseguiu arrancar umas gargalhadas, inclusive as minhas. O bloco me surpreendeu bastante, tocou música do carnaval de Recife, Tim maia, Jorge Bem, Seu Jorge e a maioria das tradicionais marchinhas do carnaval daqui. Teve gente que pediu em casamento a namorada e uns caras me chamaram de ordinária. Explicaram para mim que essa palavra entrou na moda por causa de uma propaganda do Compadre Washintong, mas não fiquei muito feliz em ser associada ao grupo "É o tchan" kkkkkkk. Ah, antes que me perguntem, eu não sei quem foi que me chamou de "ordinária", foi alguém no carnaval, algum anônimo bocó que não mereceu nem uma segunda olhada.

Agora hoje uma semana depois do começo dessa epopéia estou em plena ressaca de carnaval. Esse negócio de ficar sem dormir descontrola o organismo lindamente, mas pelo menos me livrei do tédio.  E vocês como curtiram o Carnaval?
Beijos! Alê.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Reinvenção

Muitas vezes já escrevi sobre mudanças e renascimentos, mas dessa vez eu vim falar da minha reinvenção. 

Reinventar-se é diferente de Renascer porque quando você se sente nascido de novo a mudança se manifesta automaticamente, mas quando você  decide se reinventar é por que você vê a necessidade de se reconstruir. 

Nesse momento, todos os caquinhos da minha alma estão jogados no chão e estou separando os que podem e os que não podem ser fundidos novamente. A sensação é de pura tristeza, porque o que tem que ir embora é uma coisa muito bonita que precisa dar lugar às que são reais e úteis afim de que o conjunto seja mais forte.

O problema é que com ela vai a fé  e o meu antigo objetivo de vida. Em resumo, estou sem direção e sem determinação também. A vida faz pouco sentido agora, mas não se preocupem, isso não é uma carta de adeus. Não vou cortar os pulsos, pular de um prédio ou qualquer outra loucura suicida, porque a vida é uma aventura misteriosa e quero saber até onde vou antes de virar pó.Até porque não sei mais se há uma vida após a morte onde a minha consciência permaneça viva, então tenho que aproveitar né?

Entreguei-me às dúvidas, porque ter certezas custa muito caro, mas no processo sofri e mudei muito. Como alguém me disse aqui, descobri que eu não era exatamente tudo o que acreditava ser, mas que gosto de mim mesmo assim. Em outras palavras, não sou um anjo ou um raio de sol, nem um humano bom por natureza, apenas uma pessoa que se importa e que tem zilhões de defeitos. É confortável enxergar a realidade (depois que você se acostuma) agora.

Bom, finalizando o post, eu quero avisar que vou voltar a utilizar esse blog. Fiquei um tempo pensando se valia a pena escrever já que esse país está uma confusão e todo mundo está com raiva um do outro  (e eu com raiva de todo mundo), mas eu tenho amor a esse espaço e não quero abandoná-lo. Doei tempo demais para o "O que tem na nossa estante", agora está na hora de voltar. Prometo que não farei só posts tristes como esse (já estou organizando uma série de posts sobre as comidas malucas que eu faço), mas realmente daqui para frente vou usar esse espaço para ajudar a me reconstruir aos poucos.

Peço paciência aos parceiros e um feliz ano novo a todos!