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segunda-feira, 27 de abril de 2015

25 anos e 1/4

Chega uma idade que você se sente bonita,                      
apesar de estar acima do peso.
Que você olha para os lados e vê graça
na diversidade,
e não fica reclamando
por todos não pensarem como você,
Porque você não quer ter
que pensar como todo mundo.

Chega uma idade que você percebe
como se deixou guiar por uma ansiedade sem sentido
e que deixou de viver coisas bonitas,
porque seu pensamento era duro demais.

Chega uma idade que você entende
que por mais que o mundo não seja como você pensa,
você não deve mudar para seguir
o  mundo.
Há coisas que não podem deixar de existir em você.

Chega uma hora que você concorda
com coisas opostas,
e se sente livre para ser contraditória,
que toma coragem para tomar a direção errada
só pelo prazer de descobrir-se.

Na minha hora, eu entendi que quero me expandir,
quero viver toda minha essência e vir a Ser.
Quero me aventurar,
quero aprender
e quero deixar o coração voar,
para as emoções virem a florescer.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Pois é gente, queimei a largada do sorteio!

Sim sim! vim divulgar o resultado do sorteio mais cedo. Acontece que estou com um tremendo pepino nas mãos: ao invés de ter quase um ano para escrever um projeto tenho apenas um mês.
 É verdade que sou uma pessoa enrolada, mas dessa vez foi obra do destino, porque alguém me deu uma data X e na verdade a data era X-9 (what the fuck!?). Então, para poder nerdizar direito amanhã (estudando e escrevendo), resolvi deixar o sorteio já sorteado hoje mesmozinho.

Gostaria de agradecer a todos que participaram e me ajudaram a chegar a números redondos no facebook e aqui no blog. Vou em breve visitar o blog de vocês, porque preciso ler coisas novas. Esperem só eu me desenrolar que volto a ser social de novo.

Ai gente! Eu não sei fazer mistério sabe? Gostaria de ficar enrolando vocês com gracinhas para este post ficar longo e interessante, mas o tempo é curto e a morte é certa. A vencedora foi:
Jaci Pandora



Acho que o bom de não fazer sorteio por vias eletrônicas é que você pode matar a cobra e mostrar o pau:

Agora só resta saber qual livro ela escolherá. Se Pandora não puder receber o prêmio a Bia Jubiarte é a próxima na sucessão. Parabéns Pandora! Estou aguardando teu contato.


Beijos da Alê.

sábado, 18 de abril de 2015

Nos Bastidores do Museu da República.

Museu da República RJ.
Essa foto não foi tirada por mim, peguei no google mesmo. Já havia ido nesse museu e conhecido todo o acervo exposto (inclusive o quarto do Getúlio Vargas que hoje não está mais exposto, acredito que por motivos de obras ou restauração) então achei que era só chegar em casa e pegar num dos meus pendrives, mas cadê que eu achei alguma coisa? Vou ter que ir lá e fotografar de novo. Se ontem eu tivesse ido visitar a exposição poderia ter feito isso, só que a proposta da minha professora era conhecer o trabalho da equipe do museu, o que foi bem interessante.

Cheguei lá 12:28 , praticamente uma hora adiantada. Não, não! Não estava tão super ansiosa para ver nem nada, estava era com medo de chegar depois de todo mundo e perder 10 horas extras de estágio. É claro que também estava curiosa para assistir as palestras (inclusive fiz algumas anotações importantes, provavelmente a única com papel e caneta na hora) e conhecer os bastidores da museologia, afinal gostaria que esse fosse meu futuro, mas como eu já tinha me perdido de um grupo antes e foi meio catastrófico, preferi chegar bem cedo e mofar na faixada.

As revistas de brinde.
Tirando a confusão para as pessoas se encontrarem, tudo ocorreu bem tranquilo. Ganhamos cada um 7 revistas sobre educação e o trabalho do museu da República, inclusive duas eram ilustradas e dirigidas ao público infantil. Aprendemos (ou reaprendemos) sobre as funções do museu (sociais e técnicas), as etapas da criação da exposição (que passa pela pesquisa histórica, pela museológica, pela concepção  e desenvolvimento do tema pela curadoria, pela programação visual, pela montagem e por ultimo pela ação educativa), sobre a relação do museu com a identidade nacional e a necessidade de problematizar a memória que ele apresenta*.

Depois da palestra, o grupo foi dividido em dois. O meu foi para a reserva técnica e foi uma pena não poder fotografar nada ali porque vimos coisas muito interessantes. A guia fez questão de nos mostrar um sabre comemorativo presenteado a Deodoro, feito de ouro, o que evidentemente encheu os olhos dos alunos. Não dei muita importância a esse objeto até ela tirar da bainha, porque a lâmina era enfeitada com desenhos muito realísticos e porque a parte que tinha perdido a cor não havia sido restaurada para preservar a história do objeto. Achei uma ideia bem interessante, porque se um dia eu for levar uma criança nesse museu, imagino que seria a primeira coisa que ela repararia e a partir daí seria possível envolvê-la com os acontecimentos que o objeto estava relacionado.

Ah eu já ia me esquecendo! Na reserva também vi uma garrafa feita em homenagem ao presidente Lula (daquele tipo que faz desenhos de areia) que ele mesmo doou ao museu e uma sessão inteira de retratos pintados e esculturas do presidente Geisel. Esqueci de perguntar, mas será que ele mesmo doou aquela sessão para o museu, assim como fez Lula? Se for doação própria, seria um tema bem interessante para quem estuda ditadura militar. Além disso, vi inúmeras pinturas magníficas, tinteiros, e estátuas negras muito bem preservadas (ainda apresentam brilho). Quando perguntei como faziam a limpeza e a conservação, disseram simplesmente que usam óleo vegetal, mas a restauração de documentos é muito mais interessante. O documento que está rasgado e esfarelando é colado num papel transparente, lavado numa pia especial, re-pigmentado, secado numa prensa e guardado numa espécie de pasta de plástico.


Por último, fomos no acervo histórico e aprendemos sobre acervo institucional, sobre a política de empréstimo de documentos, sobre como as editoras pedem permissão ao museu para reproduzir fotos do acervo em livros didáticos e aprendemos muito também com o pessoal da geografia( na minha turma tinha historiadores e geógrafos) que problematizou o espaço do museu. Foi uma troca muito bacana. Se um dia tiver a oportunidade de conhecer os bastidores de um museu, vá. Vai mexer com a forma que você pensa seu país.
Estátua no acesso ao arquivo
Getúlio





















* No processo de construção da memória, há a necessidade de excluir fatos para atingir a homogeneidade do sentimento nacional. É por isso que neste museu em questão não há representação de negros. As imagens todas remetem à etnia branca. 


sábado, 11 de abril de 2015

Concordo discordando.

Conviver com Jaci Pandora é uma experiência única. Ela é uma pessoa cosmopolita que tem ideias variadas e por vezes aparentemente contraditórias, mas ela me ensinou que as pessoas não são lineares e que nem deveriam ser, porque a contradição é uma riqueza da nossa personalidade e segundo ela "é saudável ser seu completo oposto de vez em quando". Acho que é essa sabedoria dela que a faz aceitar as pessoas como são e não se meter dizendo o que ela deve ser e fazer. Pandinha não manda, ela troca ideias, e admiro muito isso nela, porque é uma das poucas pessoas que me entende e respeita.

Além disso, ela tem o hábito de ler/ouvir o que as pessoas pensam concordando e discordando ao mesmo tempo e acho que me contagiou com essa maneira de pensar, porque outro dia me peguei lendo um dois textos com opiniões opostas e concordei com ambos, ao mesmo tempo que discordei dos dois.

O tema dos textos era "relacionamentos". O primeiro argumentava sobre a fragilidade das relações humanas na contemporaneidade (até citaram o Bauman com seu livro "Amor líquido") dizendo que as pessoas não aceitavam mais os defeitos das outras e que por isso não conseguiam ter relacionamentos de longa duração.Até acho que seja um argumento válido para muitas pessoas, quer dizer, se o cara é gordo, feio, narcisista ou qualquer outra coisa a menina já cai fora (o mesmo vale para os homens), mas como o segundo texto disse, também há pessoas que se prendem a relacionamentos que lhes fazem mal, onde não são amadas ou respeitadas, mas continuam porque ser solteira é um status de fracasso para a sociedade. Ou seja, as pessoas do nosso tempo ou estão desesperadas por um relacionamento ou não conseguem fazer dar certo o que já tem.

Ainda concordando com o segundo texto ser solteira não é sinônimo de fracasso, e não digo isso por pura falácia porque já terminei uma quase relação e me senti aliviada por isso, pois descobri o infinito de possibilidades dentro de mim, que não precisavam exatamente de um par para me fazer feliz.Felicidade também é realizar no exterior o nosso mundo interior.

 Não que eu esteja pregando a solteirice como regra, porque um dia eu gostaria de conhecer alguém especial e ter uma história com ele "etc e tal em letras miúdas", mas acredito que a gente não deva se prender a uma pessoa se ela não tem nada que nos complemente, ou se nos sentimos mal ao lado dela. Mas de certa forma é preciso dar uma chance para o outro afim de conhecê-lo, antes de decidir se vale a pena investir, e isso eu acho que é um presente do nosso tempo sabe? Coitadas das mulheres que casavam com os pares que os pais lhes arranjavam e nem tinham  a possibilidade de se separarem. Devia ser um tormento sem fim (apenas com intervalos ).

Bem, era esse o pensamento que queria deixar para hoje. E vocês o que acham? Preferem ficar de um lado só da balança ou também acreditam que as duas coisas existem?

Beijos da Alê.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Promoção "A Coruja Literária" e o dia 23 de abril.

Como enfim prometido, vim falar da promoção da Coruja Literária que pretendo realizar aqui no blog durante o mês de abril em homenagem ao dia internacional do Livro.

Por coincidência estamos na época do Book Crossing realizado pela blogueira Luma,  e de certa forma estou desapegando do livro escolhido, então sintam-se recebendo um livro libertado.

Bom, eu tenho um monte de livros aqui para doar, mas como os correios não trabalham de graça decidi deixar que o vencedor do sorteio escolha uma entre três opções de prêmio (não vai ter segundo e terceiro lugar) que são essas aqui:



1-Box da trilogia "Encantadas",
2- "A  irmã de Ana Bolena" 
3-"Fios de Prata"






















Para participar é simples:
1-Comente em um dos posts do mês de abril (este não conta hein?),
2- Curta a página do facebook: https://www.facebook.com/ameninadasideias (estou ansiosa por chegar a um número redondo outra vez)
3-Siga o blog A menina das ideias.
4- Eu poderia pedir para você me seguir no twitter e no instagram, mas eu mesma não me lembro como entrar neles, então fique despreocupado que as regras são só essas.

Espero que eu e a coruja possamos lhes proporcionar uma orgia literária depois dessa orgia gastronômica que todos tivemos na Páscoa. Grande abraço!
PS: Quem ganhar deve me dar seu email para combinar a entrega, ou conversar comigo na página do facebook.
PS2: O resultado do sorteio sairá no dia 23 de abril.
 Obrigada!
Alê Lemos.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Semana Santa

O fim da procissão. Foto brochante não?
Queria ter um post especial, cheio de mensagens bonitas para quem está passando pela blogosfera por acaso (tipo quando você aperta aquele link do blogger "próximo blog") e acabou parando por aqui, mas infelizmente, não consegui documentar a procissão da Igreja. Ela passa todo ano por aqui, às vezes faz aqueles desenhos lindos de sal no chão e às vezes as pessoas vem a caráter (de romanos, Maria ou Jesus), mas só consegui captar o fim da procissão.



Não fiz uma sessão especial de filmes, não me reuni com a família e não deixei de comer carne hoje (então já sei que não vou para o céu). Fiz coisas extremamente normais: tomei vacina ontem e vendi meus pensamentos para meu pai por um ovo de chocolate das princesas (na verdade eu dei foi um golpe, ele disse que podia ser qualquer doce e então eu pedi um ovo-sorriso amarelo) e fiquei muito feliz por ter chovido. Não sei se já comentei, mas adoro quando chove nessa semana, acontece uma mágica e o tempo não fica tão quente como costuma ficar e me sinto leve. Acho que essa é a magia que ainda continua para mim da Semana Santa.
O brinde do golpe, ops!Do ovo de Páscoa....

Hoje foi um dia legal também. Colocaram um desenho da minha infância para meu sobrinho ver e apesar dele não querer tirar da Peppa Pig para assistir Cavaleiros do Zodíaco (fez malcriação à beça), em poucos minutos começou a tomar as dores do Seiya porque ele estava apanhando do gigante kassius. Foi muito engraçado ele dizendo que ía dar o personagem para o jacaré comer , imitar halterofilista mostrando os músculos e na briga da Sheena com o Seiya ele soltou um: "mata logo essa cobra danada!" e todos rimos do envolvimento quase instantâneo que ele teve com o desenho.

Depois, resolvi testar a disposição dele outra vez e coloquei Bambi no DVD. Já tentei várias vezes faze-lo assistir e não deu certo. Ele sempre parava no meio e ía brincar com os carrinhos dele. Dessa vez viu do início ao fim e fez várias perguntas sobre o filme. Engraçado né? Uma hora a coisa é totalmente desinteressante e em outra muda tudo, mas é muito interessante observar o desenvolvimento dele.

Bom de resto, não tenho muita novidade planejada para a Páscoa. Acho que só vou comer o maravilhoso ovo de páscoa que minha amiga Ana Chocolate fez (os bombons dela são uma maravilha) que é trufado com doce de leite (o das princesas já foi destruído pela família) e esconder o ovo do pequeno. Espero que o feriado de vocês seja mais empolgante, e que esperem mais um pouquinho que vou anunciar o livro da Coruja Literária! Já tenho um banner bonitão que o Alexandre fez para mim, mas preciso me decidir qual livro vou pedir para a corujinha enviar para o sortudo que ganhar a promoção.

Um grande beijo,
Alê Lemos.