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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Escrever é...

Quando era criança, adorava brincar de faz de conta. Viagens no tempo, teletransporte, princesas que lutam contra o mal etc etc. Quando aprendi a escrever e as professoras pediam redações percebi que eu poderia gravar aquelas histórias pra sempre no papel, por isso adorava cada oportunidade que me davam em frente a uma folha em branco.

No início eu era terrivelmente ruim (pode parecer, mas não é exagero nem redundância) em contar histórias. Tinha muita criatividade e pouca prática na canalização dela. As professoras liam e nada entendiam, até o dia que meu irmão sentou comigo e me explicou:

"Você tem que seguir um roteiro. No primeiro parágrafo você escreve no máximo 4 linhas só apresentando o cenário e os personagens. Aí o segundo e o terceiro você usa para desenvolver a história e finaliza no 4º fechando os conflitos da história."

Com essa ferramenta na mão, minha média em redação saiu de 0,8 para 1,6 (o máximo era 2 pontos) e não parei por aí. Fiz muitas outras redações legais, mas alguém inventou a dissertação para a oitava série e só pude escrever sobre coisas abstratas o que foi um inferno para mim, só escrevia coisas mecanicamente. Hoje em dia até curto, mas narrativa sempre foi o meu forte, afinal não preciso de ajuda (nem de pessoas nem de entorpecentes)  para viajar na maionese.

Não tenho escrito muito ultimamente, sabe? Com essa minha aflição para conseguir um espaço na vida acadêmica, a criatividade se bloqueia. Agora até estou de férias (forçadas da faculdade por causa da greve), mas se pego uma caneta é só para escrever esses desabafos, mas o engraçado é que quando durmo eu sonho com histórias loucas e tudo o que acontece é narrado pela minha voz. Acho que meu subconsciente aproveita essa hora para extravasar a criatividade bloqueada, o que mostra o quão importante escrever é para mim.

Outra pista é que faço tudo melhor quando escrevo. Se estou confusa, me acalmo/me curo escrevendo; se quero estudar e preciso me lembrar de muita coisa, escrevo e consigo memorizar e se preciso prestar atenção em algo, anoto porque se não fico dispersa. Acho que uma boa paródia para mim é: "escrevo, logo existo".

Penso que escrever me define, infelizmente, porém, não tenho tido vontade de postar mais aqui. Quero tentar outras coisas e formas de escrever novas e as ideias estão sendo canalizadas para elas. Não sei se vou conseguir fechar de vez o blog, acho que vou deixá-lo como santuário virtual mesmo, ou quem sabe quando eu fizer algo interessante faço um post extraordinário (digo no sentido de emergência rss e não de autoelogio) e vejo o que vocês(pessoal da lista ao lado de blogs parceiros) estão escrevendo.

Ah sim! Já ía me esquecendo: fiz uma conta no whattpad e publiquei 2 contos lá. Caso exista alguém interessado em conhecer acesse o link: http://www.wattpad.com/story/43545877-alguns-quilos-a-mais . Um grande beijo! Aleska.