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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Faxina.

Esse ano foi um ano de morte.
Morreu avô, avó,
morreram ilusões
e morreu a ingenuidade (um pouco mais).

O que eu ainda não sabia é que além desses falecidos, eu carregava coisas há muito mortas. Árvores que nunca deram frutos, ou mesmo flores, atrapalhavam meu caminhar,
amizades que insisti em manter,
mas que nunca retribuíram o afeto. Qual o sentido disso?

Só havia lixo pelo chão.
Tristezas acumuladas, medos, dúvidas e traumas.
O tempo parou para mim,
enquanto todos lá fora cresciam e se realizavam.

Tudo parecia escuro e sem saída,
então entreguei-me às profundezas desse mar sem fim.
A correnteza me arrastava e mostrava aspectos novos,
coisas que deixei passar sem entender,
pessoas que tinham minhas respostas
e o significado dos meus sentimentos.

A todo resto, eu passei quase indiferente,
Evitei ler sobre os presidentes,
deixei de seguir amigos coxinhas,
e nunca mais vi a Bobo News.

Realizei uma faxina interna.
Acho que agora estou pronta para encarar o mundo.
Sinto uma felicidade infantil,
Uma poesia agradável ressurgindo
e o meu espírito foi restaurado.

É muito bom reconhecer a força que se tem
e saber que tenho o poder de embarreirar o que me afeta.
Quanta tranquilidade!
Tenho o bom pressentimento de que agora vou conquistar o mundo!


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