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domingo, 24 de janeiro de 2016

Sessão nostalgia: "As aventuras dos Ursinhos Carinhosos no País das Maravilhas"

Sabem, acho que essa coisa de lembrar programas de TV e livros  infantis faz um bem danado para a alma né? Quando falei aqui sobre a Coleção da XuXa de contos infantis e sobre o filme "O anel do Dragão" me surpreendi com a quantidade de pessoas que buscava desesperadamente descobrir o nome dos programas ou uma forma de assisti-los outra vez.

É por isso que vou começar a postar sobre coisas da minha infância com mais frequência aqui no blog. As pessoas precisam de uma ajudinha para reencontrar essas coisas né? Bom vamos lá:

1- As aventuras dos Ursinhos Carinhosos no País das Maravilhas(1987):

Alice e os ursinhos.

Esse desenho não ficou muito conhecido, eu acho, porque na minha geração não encontrei ninguém que se lembrasse dele além do meu irmão, porém, como passou no canal boomerang pode ser que pessoas mais novas tenham tido mais acesso.

Lembro de assistir em VHS porque uma vizinha gravou este e muitos outros desenhos, como: Peter Pan, A Bela Adormecida, pato Donald e Tico e Teco, Silly Simphonys e A Cinderela em duas fitas virgens. Não precisa nem ser adivinho para sacar que revi essa história várias vezes né? Todo final de semana eu assistia, quando não pegava Jaspion na Locadora da esquina.
A princesa perdida.

Bom, a história é a seguinte: Um mago malvado do País das maravilhas captura a princesa para impedi-la de ser coroada rainha de copas. O coelho branco é um magistrado/arauto do palácio que sai atrás de sua sobrinha "Coração veloz" para que ela e seus amigos da Terra do Carinho ajudem a encontrar a princesa.

O problema é que eles percorrem o mundo todo atrás da princesa, mas só conseguem achar uma sósia dela: uma garota chamada Alice. O jeito é levar a garota para substituir a princesa enquanto o grupo continua procurando pela herdeira do trono.

Fiquei com pena da Alice, coitada. Apesar dela querer viver uma grande aventura não merecia ter aquele mago mala no pé dela, ou aqueles dois ajudantes desastrados querendo prejudica-la. O bom é que ela contou coma ajuda dos ursinhos e do gato careteiro para subir amontanha do adeus e voltar sã e salva ao palácio.
O coelho branco


E aí? Lembrou? Não? Então acessa esse link aqui:

No Youtube também tem, mas está dividido em 3 partes e foi redublado, uma grande pena porque parte da graça se foi. Eu adorava quando o Chapeleiro Maluco falava "Vocês gostam? Eu me amarro em chapéus!" ou quando o Grifo dizia: "é um nome mais bonitinho!" com uma dicção toda especial. Se eu ainda tivesse um aparelho VHS comprava a fita no mercado livre.
         
O gato careteiro


Bom, espero que tenha sido uma matéria útil e quem achar esse post tenha o prazer de re assistir com seus filhos como eu fiz com meu sobrinho. Um grande abraço,
Alê Lemos.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

O Ano do sol e as minhas metas literárias para 2016.

Há alguns anos eu larguei a minha religião, mas não consegui ser ateia. É uma ideia desesperadora demais para quem foi criada na igreja e depois cresceu com uma fé espantosa em coisas invisíveis. Como simplesmente deixar de crer no maravilhoso, no espiritual?  É amigos, como diria o Kiko no seriado "Chaves": "Num deu!" e é por isso que transferi minha crença para a astrologia.

Não é que ela não falhe, mas normalmente acerta e as vezes ela vai lá dentro na ferida. Bom, o que queria dizer sobre astrologia é que este ano de 2016 é o ano do sol e pelo que andei lendo, é o ano para concluir trabalhos anteriores, mas também para mudar as coisas que lhe acontecem, se houver uma mudança interior sincera e se você fechar de vez as portas para os antigos caminhos que nuca te levaram à felicidade.

Em outras palavras é a hora de:
"Decidi fazer o que gosto porque faz bem à saúde"


E por isso resolvi que preciso escrever mais vezes! Todo dia um pouquinho  nos cadernos e aqui com mais frequência também. Desse jeito, acho que vou acabar melhorando a minha escrita e mais convites como este devem reaparecer:

                                                http://contee.org.br/contee/conteudo/33/

Sim é uma revista feminista! Escrevi um conto para ela baseado num trabalho que publiquei em conjunto com algumas amigas no Wattpad. O conto se chama "Isabel e Renan" e está na página 43 para quem quiser ler.

Bom, para ser uma escritora melhor, também não podia faltar uma lista de leitura né? Então  eu preparei uma para cumprir até março, porque ano passado eu comprei livros demais e nem li a maioria. Esse período vai ser para dar conta dessas ficções encalhadas, em abril vou fazer uma nova lista tendo em vista os clássicos da literatura que também acumulei durante os anos e sequer toquei (além do momento que admirava as capas). Por enquanto, ainda não vou divulgar a lista de abril, mas aí vai a desse primeiro trimestre:
1- Cinderela pop,
2-Destinado- As memórias secretas do senhor Clarcke,
3-O Portal
4-Pequenos Deuses
5-O Chamado do Cuco
6-Os filhos de Húrin
7-Viva chama,
8-O rebelde,
9-Moedas ao barqueiro
10- O juramento dos vayuputras,
11-Froi, um exilado,
12- Finnikin, o guerreiro.

Sendo franca, meu objetivo é ler pelo menos 6 dessa lista nesse primeiro trimestre. O resto vou usar para intercalar entre um clássico da literatura e outro. É pouca coisa eu sei, mas estou com alguns compromissos nesse inicio de ano e acho que mais que isso não é viável, mas veremos como as coisas ocorrerão.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Conto: "A Colecionadora de experiências."

Por meses a fio  angustiou-se : já não sabia mais quem era, se é que um dia soube de verdade.
Sua vida estava programada passo a passo de acordo com o conselho das pessoas mais sensatas e de pensamento mais sólido que conhecia.
Não ouvia a própria intuição nem ligava para a voz interior. Era uma personagem, uma caricatura, uma prisioneira do mundo real . Alguém que aprendeu a seguir as regras da sobrevivência e absorveu o materialismo do mundo, porque ser ela mesma era perigoso, difícil e errado, apesar de certo.

Num processo muito lento, onde se machucava a cada passo, ela foi se dando conta de que não nascera para ser formiga. Era uma cigarra livre! Não havia nada que pudesse mudar isso, ela tinha que se libertar das concepções de mundo que não eram suas e viver de modo inusitado, como a sua  alma ordenava.

Dera-se conta que queria conhecer, era este seu objetivo no mundo. Não podia ficar presa num caminho só, precisava conhecer vários. Queria escrever sua história em co- parceria com Deus, porque se Ele é quem criava o argumento das histórias ela é quem escolhia os detalhes do trajeto. Assim sendo, sua vida deveria ser uma aventura!

Todas as pessoas colecionam experiências boas e ruins na vida, mas uma colecionadora profissional, não aguenta viver na rotina sem procurar coisas novas , surpresas agradáveis e desafios a superar. A inquietação é a sua guia e a curiosidade o seu caminho. Ela vai pular de galho em galho, vai deixar pessoas loucas com a sua inconstância, mas acima de tudo, será feliz, porque abandonará este mundo com a consciência de que aproveitou muita coisa.

A morte para pessoas assim não é sinônimo de decadência, mas sim uma vitória onde o espírito se mostrou mais forte que a casca que o aprisionava.