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sábado, 25 de junho de 2016

1 conto = 1/2 poema, 1/2 prosa.




O café na mesa,
jazia requentado e amargo.
As paredes frias
e a janela aberta
deixando aquela brisa fria do mar entrar,
roubando o pouco calor das coisas e da alma que vivia naquele apartamento.
Cadarços amarrados,
jeans abotoado,
sorriso triste no espelho.

" Vivo onde sempre desejei, faço o que sempre quis, porque será que ainda não sou feliz?"

Mas ela sabia a resposta: sentia falta do pai. O deixara há muitos anos aos cuidados de Dora, sua madrasta e desde então não pudera voltar, fosse pela falta de dinheiro, fosse pela proibição. Recordou  então, com muito carinho da época que eram só ela e o pai:

Ìa a escola à cavalo.
agarrando a cintura do pai, Miguel.
E na volta ele estava sempre lá
com o pangaré a lhe buscar.

À tarde, dever de casa
e incontáveis horas no balanço,
no escorrega e no carrossel,
e de novo seu pai como companheiro.
Até chá com bonecas ele tomava.

A casa era uma bagunça,
mas era assim porque era a ordem das coisas:
uma hora a gente arruma e na outra desarruma.

Os dois se entendiam e conviviam muito bem, sem brigas quase. Infelizmente ele sentiu falta de ter uma mulher e se casou de novo e a menina odiou a madrasta:

Nada de bagunça!
Nada de gritaria!
Nada de correr dentro de casa!

Até de sonhar a mulher lhe proibia. "Mocinhas decentes não saem de casa e nem fazem faculdade!"
E o que foi que a garota fez? Sonhou mais alto que pôde e fugiu da cidade para estudar. Queria ser culta e viajar como sempre planejou com o pai.

"Então não volte mais! Ingrata!"

Viu as lágrimas no rosto do pai, mas omisso, nada disse em sua defesa. Abraçaram-se como se fosse a última vez e com o coração partido, ela foi enfrentar o mundo.

De volta ao presente, Clara disse: "Não sou mais criança, aquela velha não tem mais poder sobre mim! Vou ver o meu pai e quem sabe não o trago para esta casa?"

 Pôs a mochila no ombro e partiu. Será que ele ainda era vivo?

sexta-feira, 17 de junho de 2016

A sensação de terminar uma história.

Desde pequena eu tento escrever um livro. O primeiro foi durante a segunda série, sobre estrelinhas e fadas, mas muito cedo descobri que não sabia sair do "era uma vez". 

Na minha cabeça todas as histórias tinham fim, mas quando tinha que passar para o papel era um desastre. Parecia que os personagens tinham ganho vida e decidiam não fazer aquilo que eu tinha pensado, um verdadeiro pânico para mim (risos). Teve histórias que comecei mais de três vezes e nunca consegui terminar.

Só que há uns dois anos fiz um curso com a Lycia Barros, uma escritora gospel aqui do Rio, e recebi várias dicas para terminar essas histórias que começava e parava na metade. A  verdade é que eu nunca tinha feito uma estrutura dos acontecimentos antes de começar a escrever e acabava fazendo tudo no improviso, o que explica o fato de nunca conseguir terminar nada.

Apesar disso, não fui capaz de começar a escrever na época. Tinha outros compromissos, tempo curto e muita insegurança, mas esse ano, depois de fazer um outro curso do canal "Carreira Literária" do Youtube, enfrentei os medos e reservei um tempo (que em 2016 tem sobrado à beça) e durante um mês e um dia escrevi 70 páginas de uma história chamada "Adormecida entre dois mundos". Vou te contar: foi muito difícil ter disciplina para escrever todo dia. Tinha dia na verdade que eu me dava folga, mas ficava me cobrando sempre "você tem que escrever hoje mulé! Um capítulo de cinco páginas é muito pouco!" e acho que esse esforço somado às dicas da Lycia que ajudaram a chegar onde estou (parece até que consegui um diploma né?).
Foi muito bom conseguir escrever a palavra "Fim". Bateu aquela sensação de limite superado sabe? Agora acho que só preciso continuar escrevendo para exercitar e conseguir me expressar melhor do que já me expressei com essa narrativa. Quer dizer, adorei o que escrevi, mas vejo algumas falhas: consegui aprofundar  com sucesso quatro personagens (e posso dizer que foi isso que me permitiu terminar o livro), mas usei diálogos demais, desenvolvi pouco (afinal só tem 70 páginas né?) e acho que não debati bem o racismo como queria fazer, mas acho que essa história terá continuação, então talvez eu me dê uma nova oportunidade para crescer.

Ah, sim! Esta história vai ser lida pela Pandora que aceitou ser minha beta reader e depois vai ser revisada ortograficamente por outra pessoa antes de ser postada no Wattpad, porém acho que vou deixar a sinopse aqui, para ver se despertará o interesse de vocês, queridos leitores:

"Dandara é uma adolescente que está prestes a completar dezesseis anos de idade . Ela troca de colégio e vai estudar na escola de elite onde sua mãe trabalha. Lá faz apenas uma amiga : Aline, uma menina bolsista que entende a exclusão que a heroína sofre. Tudo parecia bastante normal e cotidiano até que Dandara aceita uma rosa de um estranho e passa a sentir um sono anormal após espetar o dedo em um de seus espinhos.
Sonhos estranhos, pessoas de outro mundo e monstros passam então a aterrorizar sua vida. Como ela sobreviverá a tudo isso em meio a uma jornada épica de auto conhecimento?"

Bom, esse bebêzinho que escrevi foi pensado especificamente para o Wattpad, estou escrevendo uns contos para publicar no fim do ano (a ideia é lançar no dia do meu aniversário), mas esse acho que vou lançar no clube de autores, se papai do céu me abençoar com grana suficiente (risos). Bom, agora eu me vou. Grande abraço a todos vocês que passam por aqui de vez em quando!

Alê Lemos.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Desvirtualizando: Conhecendo amigas blogueiras.

Ontem fui conhecer a amiga Rosélia  no Paço Imperial. Por algum motivo, esse ano o Paço virou meu point: faço um curso lá, final de semana vou lá para uma festa típica, as manifestações que fui eram ali do lado e agora encontro amigas lá.
Zizi, Teresinha, Rosélia, Jaque e eu.
E foi muito legal conhecer a Rosélia pessoalmente, porque juntas fizemos uma coletânea de contos no ano passado, mas nem nos conhecíamos cara a cara na época. Ficamos um tempão para desvirtualizar e só agora aconteceu. De quebra Conheci a Zizi Santos, a Teresinha, a Jaque, a Lin e a Calu que também já tive algum contato na época das blogagens do Christian (que foi lembrado com muito carinho por todas nós que o conhecíamos, mesmo eu que briguei com ele kkk perdi meu irmão gêmulo pipipipipi).Descobri que ela lê também o blog em que sou colunista literária: o "O que tem na nossa estante" e ficou feliz em saber que eu era a Alê da Coluna "Chatices da Alê".



O que eu não sabia era que o encontro também era para o lançamento do livro da Rosélia, sobre uma freira missionária que rodou o mundo ajudando as pessoas. Fiquei meio sem graça por não poder comprar o livro também, mas acabou que ela me deu mesmo. Grande alma a da Rosélia!

Achei legal também que elas pensam grande: estão querendo fazer um encontro nacional de blogueiras anual começando no ano que vem. Sempre nas proximidades do dia do amigo (20 de junho). Não são fofas? Espero que a iniciativa cresça e dê para discutir novos projetos para a blogosfera. As interações por aqui sempre foram muito especiais e deram frutos muito legais e inesperados.



Agora vamos às fotos do passeio:


Eu querendo tirar onda no piano da livraria Arlequim. Ok eu não sou totalmente um zero à esquerda na música, fiz um curso de teclado, entendo as notas musicais e tal, mas tocar eu já não lembro de mais nada (o importante é que a foto ficou bonita kkk)

"Meu lanchinho, meu lanchinho, vou comer, vou comer..." Esse foi meu lanche da tarde: bolo de laranja com capuccino. Eu não queria me exagerar logo na segunda feira né? No entanto o meu bolo não foi o mais interesante. A Teresa comeu um petit gateau de goiaba com doce de leite que estava lindo e a Rosélia e a Jaque comeram um de café maravilhoso (roubei uma garfada)


Coloquei essa foto porque a Calu  saiu mais cedo e não apareceu nas outras, mas não podia deixar de ser lembrada.

O livro que dei para a Rosélia. Fazendo propaganda da Carina Rissi. Só espero que ela curta a leitura.
A mesma coisa com a Lin. Chegou na hora que eu estava saindo e nem deu para conversar muito, mas gostei de ter conhecido a todas!

No fim do encontro eu me senti muito mimada. Ganhei um sabonete enfeitado em crochê, docinhos de festa junina, uma mensagem linda sobre amizade, o livro da Rosélia, uma marcador de texto artesanal da Zizi, jujubas da Jaque e bombons da Teresinha. Eu só tinha levado um livro para a Rosélia, porque não conhecia ninguém do grupo (ou achava que não conhecia) e no fim todo mundo me deu um presentinho. Descobri que elas são artesãs, o que explicou o carinho com que embalaram os presentes.

Acho que nunca vou esquecer essa tarde e o carinho que elas demonstraram que venceu um pouco a minha timidez. Que venha o dia 20 de junho de 2017!
um beijinho a todos!

Aleska Lemos.




domingo, 12 de junho de 2016

Passeios culturais: Festa dos Santos Populares Portugueses.,

Ontem fui com uma amiga no centro da cidade para uma festa típica portuguesa. Ela se chamava "Festa dos Santos Populares Portugueses" e estava apinhada de gente porque a propaganda foi bem feita na internet, mas achei meio mixuruca  em variedade veja:
Não tinha muitas barracas. Acho que apenas três eram de souvenires portugueses  as outras todas de comida (uma só de doces, dois food trucks de sanduíches portugueses e uma outra barraca que vendia arroz de camarão). Minha amiga ficou decepcionada, mas até que gostei olha a delícia que comi por lá:
Alheira.

Achei engraçado que o recheio não viesse dentro do pão (até dava pra fazer um sanduíche, mas era muito recheio para pouco pão), mas o sabor era ótimo. Uma linguiça temperada bem diferente. Acabei não comprando nenhuma lembrancinha (um santo Antônio de gesso estava 70 reais)mas fotografei para vocês verem que coisas lindas!



Eu estava brindado aos noivinhos em frente a Igreja, mas eles não apareceram :(
Aí depois de comer, Mariana quis ir a outros lugares e acabou conhecendo o Largo dos Telles e a casa da Carmen Miranda:
(Que virou restaurante)


E conhecemos um artista muito habilidoso que pintava várias cenas de paisagem cariocas:

A quem estiver interessado num souvenir o rapaz está lá todos os dias na Rua do Ouvidor perto do CCBB. Depois disso acabamos revendo a exposição Comciência e "esbarramos" numa outra exposição sobre literatura e cultura negra no CCBB:
Foi um dia bastante legal. Para quem é do Rio nunca falta diversão educativa, é só se inscrever nas páginas de facebook dos museus ou pedir o feed nos sites dos museus. Eu que estou freguesa do Paço Imperial acabei sabendo por lá da Festa portuguesa. E você? Qual a boa do seu final de semana ?

Beijinhos da Alê.



quarta-feira, 8 de junho de 2016

Pessoas Extraordinárias.

 Não, não vou falar do livro do Hobsbawn, até porque eu não o li. Queria só registrar um pensamento que tive essa semana, uma divagação ou sei lá,talvez uma digressão, escolham a opção que acham melhor.

Bem, ao longo da minha vida eu conheci vários tipos de pessoas, assim como vocês também devem ter conhecido.  Vejam como eu dividi essas pessoas em grupos:
Lembrando que todas essas categorias são questionáveis ok? Por exemplo, pessoas más é uma categoria complicadíssima, porque engloba tanto as pessoas equivocadas que praticam ações negativas quanto pessoas que gostam realmente de prejudicar os outros. Só estou usando esse pequeno sistema classificativo para deixar a coisa mais didática.

Bem, começando pelas pessoas a quem chamei de "normais", posso dizer que são aquelas que aceitaram os valores tradicionais da sociedade sem muitos problemas: acreditam em Deus, na família tradicional, no Capitalismo, na Meritocracia, na ordem biológico/social da vida humana: "nascer, crescer,constituir família,  trabalhar pra burro e morrer" (não sei porque coloquei aspas se fui eu mesma quem disse isso, mas ok, fica mais bonitinho assim).

As Pessoas Diferentes, tipo eu, nasceram com um ou dois parafusos a menos. Aceitam em parte a vida normal, às vezes podem tentar se encaixar, mas sempre se sentem deslocadas. Elas pensam e sonham diferente, mas nem sempre ousam. Já as Pessoas Extraordinárias, não ligam a mínima para o que a sociedade acha que é certo. São sexualmente livres, gostam de pessoas muito diferentes, por vezes usam drogas (ou não), vieram de lares pouco tradicionais e constantemente te fazem repensar sua forma de agir. Quando você estiver em grande dificuldade e pedir a ajuda de um amigo normal, provavelmente quem vai te ajudar é o extraordinário, porque ele não vai te julgar tanto quanto o amiguinho quadradinho.

Durante a minha experiência universitária conheci várias pessoas extraordinárias. Tem um que vive me dizendo assim  "Se liberta sagitariana!" e é até engraçado, mas acho que já passei dessa fase de topar qualquer experiência, afinal, já tenho 26 anos nas costelas (e no resto do corpo também, afinal não uso nenhuma prótese) e acho que já sei o que me agrada e o que não agrada. Quer dizer não é porque um moleque "extraordinário" me disse que deveria sair com um cara que se assumiu como "sádico" que eu vou dar esse mole né? Faz favor... acho que é muito claro para mim agora diferenciar o que é preconceito do que é preferência, mesmo que eu acabe perdendo a oportunidade de conhecer "uma pessoa maravilhosa".

Outra pessoa "extraordinária" me disse que uma mulher só se livra da opressão machista quando transa com uns 45 homens. Por mais que essas pessoas  nos deem  conselhos libertadores, algumas vezes aparecem pérolas que precisamos filtrar. Tenho a impressão de que não há uma receita para viver bem e ser feliz, cada pessoa é de um jeito, tem suas prioridades e sua lista de coisas que lhes deixam felizes e a minha com certeza não incluir esses 45 homens kkkkkk (que ideia maluca...), para ela acredito até que funcione bem, mas acho que esse tipo de coisa é uma indiferença danada com o corpo e portanto eu não faria isso.

Mas sou grata a essas pessoas. Se antes eu era alguém diferente tentando ser normal, agora sou feliz por ser diferente e tento cada vez mais ser menos preconceituosa (às vezes temos preconceitos que nem sabemos que existia, de tão naturalizados que estão) por causa dessas pessoas especiais. E você já conheceu uma pessoa extraordinária?













sexta-feira, 3 de junho de 2016

Maratona "pequenos livros".

Nessa terça passada eu tinha planejado começar uma maratona literária para diminuir meu déficit  de livros comprados e não lidos. Só que para ler uma quantidade maior de livros em menor tempo resolvi começar por aqueles livros mais fininhos da estante (entre 88 e 200 páginas). Mas tive um problema na quinta feira e não consegui ler ou fazer qualquer coisa útil nesse dia, então ao invés de seis livros li metade disso.

Eu sei, foi uma maratona fajuta mesmo, mas o importante é que tirei 3 livros da lista de não lidos que quase faziam aniversário de um ano na estante (cadê aquele smile assustado do FB?). Sem falar que três livros é o que normalmente leio por mês durante essa fase de preguiça literária ( e porque eu tenho o hábito de ler os livros mais grossos das livrarias, acho que é um magnetismo natural, tipo aquelas pessoas que inconscientemente sempre escolhem os sapatos mais caros).

Estou planejando fazer outras pequenas maratonas esse mês para ir diminuindo os temas variados que tenho na estante, mas por enquanto não vou anunciar nada (no meu caso dá azar revelar as coisas antes de tê-las concluído), então por hora vou descrevendo o que gostei nesses três livros: 1) "A Cartomante e outros contos" Quando comprei esse livreto num grupo do facebook esperava começar a ler Machado de Assis "pelas beiradas", para não queimar a boca sabe? E acho que fiz bem porque não curti muito o livro. Quer dizer são 12 contos e eu gostei apenas de 5 que tem mensagens poderosíssimas e análises muito fortes do ser humano.
Esses contos são: "Pai contra mãe", "A Causa secreta", "O enfermeiro", "Missa do Galo" e  "A Igreja do Diabo" (acho que esse foi meu favorito). No primeiro é realmente uma situação em que para sustentar seus filhos um pai fecha os olhos para o que aconteceria a uma mãe e sua cria. No segundo Machado desvenda as intenções de um homem aparentemente muito bondoso, mas que na verdade cultivava um sinistro prazer pela dor. Já em "O enfermeiro", ele nos fala de humilhação que o trabalhador suporta, de assassinato passional e de culpa (ok em certos momentos de mesquinhez também) por detrás de boas ações.
"A Missa do Galo" foi interessante porque o autor descrevia a personagem de um jeito de dia e de outro à noite. Dava para duvidar à beça da visão assexuada que se dava à moça, mas o meu preferido foi a "Igreja do Diabo" em que o "demo" está crente crente que está abafando, mas apenas inverte a situação da humanidade. Ri muito por dentro.


O segundo livro (o de quarta feira) foi um de poesias contemporâneas da autora Fabíola Rodrigues que resenhei essa semana para o blog "O que tem na nossa estante". Adorei as poesias cotidianas sobre a mulher, as mais sensíveis, as prosas poéticas e até as de amor. Mas tudo isso você vai poder conferir mês que vem no outro blog. Vou deixar só uma "palhinha" aqui:
“Versinhos de amor”

(...)
Andréa, meu amor
Todos os sábados
De lua cheia
Quero tocar minha lira
E beber vinho
Escorregar macio
No cetim cor de jambo
Das suas frutadas planícies de ardor e desejo.



E o terceiro chama-se "Histórias Indígenas dos tempos antigos" do Autor Pedro Cesarino, um antropólogo que passou 14 meses numa tribo indígena coletando mitos e traduzindo para nós. Achei muito interessante e legal porque fala da origem do homem branco para algumas tribos diferentes (e as versões são bem parecidas), fala também da origem do mundo que também tem muitas semelhanças entre a tradição das tribos, a origem da cultura e dos alimentos. Só a título de curiosidade, nesses mitos da origem do homem branco tem-se a noção de que eles são irmãos mais novos que não amadureceram o suficiente para reconhecer a sabedoria dos irmãos mais velhos ( que seriam os índios). De certa forma até que concordo viu?

É engraçado que eles tem a noção de que um deus fez o céu e a terra e os homens, e nesse início de tudo os homens e as coisas eram melhores, mas que uma divindade negativa ou uma cobra gigante trouxe a morte e as doenças. Cada um se sente o "homem de verdade" em contraposição aos seus inimigos e não gostam muito das classificações que os brancos deram a eles porque foram baseadas em rixas antigas entre tribos.

Cesarino também conta como as tribos vivem hoje, seja em tribos/aldeias ou mesmo na cidade e os problemas que enfrentam no meio dos brancos. Há muito material de apoio como sites, livros e filmes no final do livro que a gente pode usar para conhecer melhor esses outros brasileiros mais antigos que nós.

Bom gente, estou escrevendo quase a meia noite, espero que tenham gostado das dicas e perdão pela despedida abrupta, mas preciso dormir urgentemente! grande beijo
Alê Lemos.