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sexta-feira, 31 de março de 2017

Minhas indas e vindas com a autoestima.

 Reza a lenda de que uma criança só tem uma autoestima boa se tiver um lar harmônico. Bem acho que esse não é o caso da maioria das pessoas e com certeza não foi o meu.

Segundo a minha mãe eu era super vaidosa. Certa vez me recusei a sair de casa sem o meu anel e quase enlouqueci meus pais, mas de um dia para o outro eu larguei tudo de lado e passei a querer me esconder do mundo.

A astrologia me disse que isso era culpa de leão na minha oitava casa, mas eu desconfio que alguém me disse alguma coisa que me fez sentir mal, só que não consigo lembrar quem e nem o quê. O caso é que fui infeliz por bastante tempo.

Aos onze anos eu já estava cansada de ouvir falar que não tinha autoestima e fiz dela minha meta de vida. O problema é que me orientaram para o caminho errado, me fizeram crer que eu deveria sempre me esforçar para ser a melhor em tudo e também me desviaram das coisas que eu era realmente boa, o que me fez persistir num caminho que me fez infeliz até dois anos atrás.

De modo algum culpo as pessoas pelos caminhos que trilhei. Elas podiam ter falado o que quiser mas cabia a mim não ouvi-las não é verdade? Mas quis a vida que fosse assim. Lembra do teste que falei num dos últimos posts? Então esse foi o meu e penso que concluí algo importante e gostaria de compartilhar com quem estiver necessitando. Os que tem amor próprio vazem (risos) porque este post não é para vocês e seus julgamentos.

Bem, muito se vem dizendo por aí que a minha geração foi estragada por pais que nos diziam que éramos inteligentes demais, especiais para caramba e isso acarretou numa desilusão profunda. Bem em parte acho que isso é verdade, acho que muita gente foi estragada dessa maneira, mas o meu caso era diferente: eu sempre soube que não era lá essa coca cola toda que minha mãe dizia, mas me esforçava para ser e isso era cansativo e humilhante às vezes (porque por mais que se bote a banca de "fodelona" as pessoas enxergam nossas limitações e nos apontam com crueldade kkko que acaba sendo bom às vezes).

Recentemente porém, recebi uma intervenção divina que me fez abandonar  um caminho e partir em busca das minhas qualidades reais. A partir daí eu fui gostando mais de mim e descobrindo que havia outro caminho que seria mais leve e cujos obstáculos eu teria mais paciência para vencer, na verdade acho que teria mais gosto de superar.

Estava me odiando enquanto me forçava a seguir o caminho que todos seguem. Só  me dei uma chance de SER quando resolvi olhar para dentro. Aprendi também que eu não deveria apenas amar meu dom de escrever e desenhar, mas também minhas limitações, porque fazem parte de mim. Eu não preciso ser genial para ter amor próprio. O ser humano deve se amar por ser singular/único/original, porque é na singularidade que nos fazemos especiais e não na superioridade e na comparação com outras pessoas.

O legal de entender isso é que me sinto curada de uma doença que parecia crônica. Olho para trás e vejo que tudo pelo que passei me cutucava para entender isso, o que de quebra também me fez perder a raiva pelas minhas escolhas equivocadas. Eis na frente de vocês um ser feliz. Desempregada, com certeza, mas feliz!

Desejo toda sorte do mundo para quem está passando por isso. Um abraço!
Aleska Lemos.

5 comentários:

  1. Já estou vazando,só vim trazer-lhe um link.

    https://www.youtube.com/watch?v=fGx9MW52lbE

    Beijo!

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  2. Boa tarde, querida Aleska!
    Sabe, falando ao pé de ouvido porque aqui ninguem nos ouve, rs... eu sofri muto de desamor proprio mas Deus me curou e, confesso, o blog me ajudou demais...
    Há 9 anos sou uma pessoa bem melhor e digam o que me disserem, vou pra frente que atrás vem gente, não me deixo derrotar fácil...
    Não sou obrigada, definitivamente, a ser o que os outros querem, não sou boba da corte nem sou melhor do que ninguém...
    Não pisem na minha autoestima que vão sair sem conseguir o pretendido... rs...
    Sou cheia de virtudes e sombras como todo ser humano normal e isso me satisfaz... se fosse uma ET seria totalmente diferente...
    Graças a Deus, por intervenção divina também, sou satisfeita comigo e procuro melhorar onde preciso... nem mais nem menos...
    Bjm muito frateenal

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  3. Que bom que finalmente, após tantos tropeço, estás feliz e certa do caminho a seguir! Boa sorte! bjs, chica

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  4. acho que ninguém tem auto estima o tempo todo. todos nós temos dias que nos sentimos péssimos. esse culto de auto ajuda da perfeição, de sempre sorrir, sempre se achar lindo é muito artificial. e acho que nunca nos sentimos curados. o ser humano é imperfeito e alternamos muito. e é muito bom poder mudar. ser mais vaidoso em uma época, menos em outra e isso não significar baixa estima. a vida muda. beijos, pedrita

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