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segunda-feira, 17 de abril de 2017

A Religião na minha vida.

Lembro de ser obrigada a acordar cedo aos domingos para assistir a missa. Minha avó me puxava pelo braço (coisa que eu odiava) e ficava ao meu lado como uma sargenta para que eu não dormisse na igreja.

Aos seis anos eu entendia muito pouco do que o padre falava ou sobre quem era Jesus e desconfio que nem ligava muito (lembro de ter blasfemado uma vez kkk), mas estava sempre indo à igreja franciscana do bairro, até mesmo para orar pelas almas dos mortos que eu nem conhecia.

Aos dez anos, após ler um livro espírita (com o qual me identifiquei bastante) passei a frequentar o famoso centro "Frei Luiz" no Rio de janeiro, que me ajudou demais na adolescência (ô fase!). Se estou viva hoje é por causa do Espiritismo.

Só que quando entrei para a faculdade eu percebi o quão fanática eu me tornei e tudo o que perdi da vida por causa disso: a primeira paixão adolescente (tipo aqueles namoricos fofos que na fase adulta não existem mais), a experiência de viver em uma "tribo" ou ter um grupo de amigos com quem aprender as malandragens da vida. Sem falar que esbarrei numa coisa muito chata que ía contra meus credos: o Espiritismo era contra a causa marxista.

Ok, acredito que vocês também sejam, porque existe muitos mal entendidos a respeito do marxismo, mas não tornemos isso o centro do post. Só digo que me pareceu bem contraditório encontrar palavras a favor de Maquiavel (filósofo que acreditava que os governantes não precisavam agir com escrúpulos)  e contra alguém que planejava tornar a sociedade igualitária lutando contra a exploração.

Afirmo mais uma vez que não estou querendo convencer ninguém a nada, só estou dando uma explicação da minha trajetória. Cada um com sua ideia, no seu quadrado. Ah sim não vou responder comentários sobre este assunto. Desistam!

Bom, passado esse momento crítico do post, confesso que largar a religião foi o momento mais triste da minha vida. Eu conversava com Deus como se Ele estivesse do meu lado e de um momento para outro estava duvidando de sua existência. Parei de orar e só ficava me questionando.

Foi um período agoniante. Descobri coisas que só ouvira falar (afinal fui religiosa a vida inteira), como o medo da finitude, a solidão espiritual e o ceticismo. Pela primeira vez comecei a perder a paciência com pessoas religiosas e seus discursos super emotivos, que passaram a me parecer apelativos e superficiais.

No entanto, não consegui ficar sem acreditar em nada por muito tempo. Tive pesadelos terríveis, noites mal dormidas e tudo parecia dar errado porque fiquei um tempo cheia de rancor também. Só que você está errado se acha que voltei a frequentar uma igreja (risos) na verdade apelei para alguém, um mestre espiritual filipino a quem sempre pedi e recebi na mesma medida (até quando os pedidos eram ridículos)e fui normalizando a rotina.

Hoje eu creio em Deus porque prefiro acreditar que ele é o principio do Universo, o Amor ou a fonte essencial da vida. Do outro lado, após a morte do corpo, eu acredito que haja alguma coisa nos esperando sim, mas prefiro não saber o que é. Concentro- me em melhorar e deixar as pegadas da minha evolução pessoal para que outras pessoas possam aproveitar minha experiência e serem felizes ao seu modo.

Acredito também em astrologia e sempre sigo o Nilton Shutz no Youtube porque as coisas que ele diz me parecem certeiras, mas hoje eu me pego pensando no que vi uma vez num vídeo sobre Chico Xavier que está me incomodando um pouco. Segundo ele, por volta de 2018 teríamos a ameaça de uma guerra nuclear e tchantcharantchan! Eis que hoje ouço a Globo News falar que é possível que o conflito entre Russia e EUA dê em guerra e que a bomba atômica era uma possibilidade.  Foi um pouco demais ao meu ceticismo recém construído kkkk.

Bem, não quero ser fatalista ou tentar fazer ninguém embarcar na nóia (risos), só gostaria de pedir que quem pudesse (e acreditasse) fizesse ao menos uma oração por dia junto comigo na privacidade do seu lar, para que assim a gente gerasse uma energia super positiva para nosso planeta ir pelo caminho certo. Ouvi dizer que deu certo na 2 guerra mundial quando a Inglaterra orou unida pelo fim do conflito, de repente se a gente orar vai ficar sendo só a "nóia da Aleska" e "que pena que dei ouvidos a ela" kkkk.

Enfim, obrigada pela atenção!
sua amiga eclética, Aleska Lemos.

5 comentários:

  1. Oi, Alê, como vai?
    Puxa, gostei tanto do seu seu texto! Também já passei por algumas fases, não fui espírita mas fui esotérica, sempre para o bem, e os piores momentos sem dúvida foram aqueles em que questionei ou duvidei de Deus. Hoje como você penso que há um Criador fonte de tudo e que só o bem pode reverter o caos caóticos em que nós estamos. Estou contigo, em oração, creio no poder do amor.
    e como diria o personagem do filme Aventuras de Pi, "a fé é uma casa de muitos cômodos". Abraços!

    Ps: estou esperando o arquivo do livro. ;)

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    1. Muito obrigada! Fiquei bem feliz com seu apoio ^_^. Desculpe por isso, mas é que a minha revisora me fez umas observações meio preocupantes kkk estou consertando.

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  2. eu não acredito em nada. mas respeito quem tem fé em religiões. beijos, pedrita

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  3. Olá, menina das ideias,

    Nem sei bem como vim parar aqui, especialmente porque mal tenho tempo para retribuir as visitas que me fazem. Eu me vi em muitas das suas colocações, rsrs. Nasci numa família católica, mas me converti ao protestantismo depois de adulta (refiro-me ao protestantismo clássico, e não à bandalheira que hoje se convencionou chamar - muito erradamente, aliás - de "religão evangélica"). Atualmente, por várias razões, não frequento regularmente a minha igreja, mas ainda me sinto ligada a ela. No entanto, sempre enxerguei as limitações dessas duas religiões e também os seus paradoxos (e de muitas outras). Todavia, atualmente eu estou em paz, pois credito essas contradições às contradições humanas, uma vez que as religiões têm também muito do ser humano. Também acredito na influência dos astros, em nossas vidas, pois - se não bastasse a nossa própria intuição sobre o assunto - a Física reconhece essa influência, como não poderia deixar de ser, rsrs. Mas acho que o ser humano pode e deve se colocar acima de toda e qualquer influência exercida sobre ele. Acredito também em reencarnação, que é algo que a minha religião nega. Mas não quero saber de contatos com seres de outras dimensões. Também tenho Jesus Cristo como ser iluminado, vejo-o realmente como o filho de Deus. Tenho certeza de que vou sempre crer em Deus, que eu vejo como você vê: o princípio, o tudo, a sabedoria e a personificação do amor. Outra coisa interessante foi eu ler - recentemente - através de duas fontes diferentes - que os seres humanos sempre tenderam a acreditar numa conexão com o divino, tendência essa, cujas razões, só agora a Ciência começa a estudar.
    De resto, acho que estamos vivendo hoje um daqueles períodos de extremas contradições, e sim, de perigo. A prova disso é haver tanta gente equivocada sobre assuntos como o marxismo, maquiavelismos e outras questões fundamentais para os seres humanos. Agora, para mim, está claro que houve um planejamento prévio, um esforço para que se levasse ao povo - simples e desinformado - esses pontos de vista que agora ele expressa (embora ainda não saiba que foi levado a isso). Nós não podemos fazer nada a respeito disso, exceto ser luz e esclarecimento. Estamos vivendo uma grande crise, mas eu prefiro achar que a crise é o prenúncio da bonança, pois a esperança é o ponto basilar da minha fé.
    Bem, vou parar por aqui, rsrs.

    Um abraço!

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    1. Menina gostei demais do seu comentário! É realmente impressionante que tenhamos passado por coisas diferentes e chegado a conclusões parecidas. Estou mais calma em relação a isso, porque como vc disse e outras pessoas que assisti no youtube disseram, a crise é o início dos bons tempos, mas acho que vou continuar orando para que tudo dê certo. Mal não vai fazer né?

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